O Workshop Brasil-Reino Unido
acontece de 02 a 06 de junho, em Manaus. A proposta é elaborar projetos de
pesquisa de interesse dos pesquisadores para que possam concorrer a editais
programados por Fundações de Amparo a Pesquisas (FAP´s)
Por
Camila Leonel – Ascom Inpa
Foto: Tabajara Moreno (Acervo Inpa)
De 02 a 06 de junho, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) sediará o Workshop Brasil-Reino Unido de Biodiversidade e BioEconomia. O encontro coordenado por Inpa e Kew Gardens terá palestras e debates entre pesquisadores de diversas instituições brasileiras e inglesas. Os Reais Jardins Botânicos de Kew ou Kew Gardens são um complexo de jardins botânicos que ficam em Londres, os mais antigos e prestigiados do mundo.
A abertura do evento será no dia 3 de junho, às 9h, no Auditório do Bosque da Ciência, com entrada liberada ao público. Na ocasião, os pesquisadores, que no dia anterior vão visitar a Reserva Ducke, apresentarão suas respectivas Instituições e as definições e abordagens pretendidas nos estudos de BioEconomia e Diversidade. Já nos dias 4 e 5 serão realizadas reuniões separadas em grupos de interesse para propor projetos em parcerias multinstitucionais. O enceramento se dará no dia 06 com a apresentação do relatório final e proposições.
De acordo com um dos organizadores do workshop,
o pesquisador do Inpa, Niwton Leal Filho, a reunião objetiva identificar a
demanda de pesquisas em BioEconomias e biodiversidade, e identificar temas e
projetos de pesquisa de interesse comum, que possam concorrer aos editais a
serem abertos pelas diversas Fundações de Amparo à Pesquisas (FAP´s) nacionais
com recursos provenientes de fundos do Reino Unido e Brasil, totalizando 18
milhões de libras anuais
durante três anos.
“A BioEconomia envolve as inovações aplicadas no campo das ciências biológicas abrangendo o desenvolvimento de produtos e processos biológicos nas áreas da saúde humana, da produtividade agropecuária e extrativista, necessitando para isso de novas abordagens da biotecnologia”, explicou Leal Filho.
Segundo o pesquisador, as oportunidades para o crescimento mundial da BioEconomia estão relacionadas ao aumento da população e ao seu envelhecimento, ao aumento renda per capita, à necessidade de ampliação da oferta de alimentos, saúde, energia e água potável e seus efeitos sobre as mudanças climáticas. Esse cenário indica a oportunidade do Brasil se tornar uma potência competitiva no setor e de distribuir renda às populações que detêm conhecimentos tradicionais e que praticam a exploração sustentável dos recursos biológicos.
“Isso exige pesquisas, planejamento e políticas
assertivas, que busquem melhores alternativas no uso de recursos naturais e
organização da atividade econômica, sem comprometer a sustentabilidade do
ecossistema”, ressaltou Leal Filho.
As áreas prioritárias a serem
apoiadas são segurança alimentar, cidades do futuro, bioeconomia e doenças
negligenciadas; aquelas doenças que não só prevalecem em condições de pobreza
como também contribuem para a manutenção do quadro de desigualdade por
representar importante entrave ao desenvolvimento dos países, a exemplo da
dengue, malária, doença de chagas, leishmaniose e tuberculose.
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