AS COLEÇÕES E ACERVOS CIENTÍFICOS DO INPA

O INPA constitui a maior referência da biodiversidade da Amazônia, representada por suas coleções científicas iniciadas com a criação do Herbário INPA em 28 de julho de 1954, imediatamente após a fundação do Instituto pelo então presidente Getúlio Vargas.

Na década de 90, o INPA estabeleceu o Programa de Coleções Científicas Biológicas (PCCB), coordenado por um Gerente de Coleções, com objetivo de integrar e coordenar as iniciativas e atividades que visem manter e desenvolver os acervos das coleções científicas biológicas do INPA.

Essas coleções têm por finalidade básica manter representantes da biodiversidade amazônica em condições ex-situ, seja vivo ou fixado, elaborando e mantendo bancos de dados para fins de pesquisa. O público-alvo das coleções é formado por pesquisadores e estudantes de pós-graduação, ou seja, a sociedade acadêmica nacional e internacional. A manutenção desse banco de dados também tem finalidade de orientar tomadores de decisão de políticas públicas tanto a nível nacional, estadual, municipal ou regional.

As coleções do PCCB estão organizadas em estruturas funcionais denominadas curadorias, administradas por um pesquisador ou tecnologista do quadro efetivo do INPA. Os exemplares e amostras que compõem os vários acervos, respectivos a cada uma das coleções, foram reunidos ao longo de mais de 50 anos de inventários e pesquisas desenvolvidas na Amazônia pelo INPA, por seus pesquisadores e em trabalhos de teses e dissertações. Em conjunto, estes acervos compreendem centenas ou milhares de lotes de exemplares da fauna e flora amazônica, incluindo holótipos, parátipos e exemplares raros ou até inexistentes em outras coleções nacionais e ou internacionais.

Recentemente em 2002, de acordo com o Decreto no. 3.945, Artigo 11, o INPA foi credenciado junto ao Ministério do Meio Ambiente como instituição “Fiel Depositária de Amostra de Componente do Patrimônio Genético” da Amazônia nas áreas de Zoologia, Botânica e Microbiologia.

O PCCB é coordenado pela Gerente Dra. Lúcia Rapp Py-Daniel e pelo Vice-Gerente Dr. Célio Ubirajara Magalhães Filho e está constituído pelas coleções científicas e 11 curadorias que as compõem, as quais estão agrupadas em três áreas temáticas, com a seguinte organização: 

 

ADMINISTRAÇÃO / PCCB

Gerente: Lúcia Helena Rapp Py-Daniel
Vice-gerente: Célio Ubirajara Magalhães Filho

Área I - Coleções Botânicas (3 curadorias):


Carpoteca

Curadora: Michael John Gilbert Hopkins (mike@inpa.gov.br)
Vice-curadora: Alberto Vicentini (vicentini@inpa.gov.br)

   Carpoteca

Herbário

Curadora: Michael John Gilbert Hopkins (mike@inpa.gov.br)
Vice-curadora: Alberto Vicentini (vicentini@inpa.gov.br)

Herbário

O Herbário INPA foi a primeira coleção a ser criada, juntamente com o Instituto em julho de 1954. Atualmente conta com mais de 217.000 registros, dentre eles cerca de 1.300 typus nomenclaturais, uma coleção de mais de 25.000 fototipos além das coleções associadas: Carpoteca, com cerca de 2.500 frutos e Xiloteca, representada por 10.445 amostras de madeira. Pertence à categoria de Herbário Regional e, como tal, cerca de 90% de seu acervo é composto por representantes da flora Amazônica Brasileira e de outros países da bacia Amazônica, representando a maior coleção de plantas da Amazônia e o quinto maior herbário brasileiro. Os dados do Herbário INPA foram informatizados através do Programa BRAHMS (Botanical Research And Herbarium Management System), desenvolvido pelo Dr. Denis Filer, da Universidade de Oxford, Inglaterra.



Herbário Virtual do INPA

O Herbário do INPA é o maior na Amazônia brasileira, com mais de 237 mil exemplares registrados. Foi disponibilizado on-line por mais de um ano, mas é apresentado em um novo formato com qualidade dos dados aprimorada.

O Herbário está sendo digitalizado, e mais de 450 mil imagens já estão disponíveis on-line, com seus respectivos dados. É necessário informar que o principal objetivo dessas imagens é o de permitir a rápida correção dos dados, e não para uso indevido em identificação ou taxonomia.

Acesse Aqui o Herbário Virtual do INPA

Acesse Aqui Projeto REFLORA - Plantas da Amazônia



Xiloteca

Curadora: Michael John Gilbert Hopkins (mike@inpa.gov.br)
Vice-curadora: Alberto Vicentini (vicentini@inpa.gov.br)

   Xiloteca

Área II - Coleções Zoológicas (6 curadorias):

Anfíbios e Répteis

Curador: Richard Vogt (vogt@inpa.gov.br)
Vice-curador: Fernanda Werneck
(fernanda.werneck@inpa.gov.br)
Assistente de curadoria: Ariane Auxiliadora Araújo Silva

Anfíbio

A Coleção de Anfíbios e Répteis foi implementada em 1985 e conta atualmente com mais de 33.000 espécimes tombados. Cerca de 80% são representados por anfíbios e 20% por répteis. A maior parte do material é conservada em via líquida (álcool 70%) e abriga também material em via seca como carapaça de quelônios e peles de jacarés, acondicionados em armários com naftalina. A coleção possui 10 exemplares typus, sendo 3 holótipos e 7 parátipos.

Email das Coleções: chinpa@inpa.gov.br

Aves

Curador: Mario Cohn-Haft (mario@buriti.com.br)
Gerente: Ingrid Torres de Macedo (ingridtm@inpa.gov.br)
Assistente de curadoria: Marco Aurélio da Silva

Aves

A Coleção de Aves começou informalmente em 1980 com coletas locais e pontuais feitas por pesquisadores do INPA.Nas primeiras duas décadas, só se mantinha uma coleção de referência, e a maior parte do material coletado eventualmente era depositada no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. Com a chegada do atual curador em 2001, a coleção contava com 198 peles. Iniciou-se, então, um programa ativo de coleta de aves em toda a Amazônia brasileira. Atualmente, são mais que 700 exemplares tombados de 276 espécies no acervo de peles. A coleção mantém também acervos de conteúdos estomacais e de tecidos (aproximadamente 750 exemplares), além de gravações das vocalizações da maioria das espécies de aves amazônicas.

Invertebrados

Curador: Márcio Luiz de Oliveira
(mlolivei@inpa.gov.br)
Vice-curador: Célio Ubirajara Magalhães Filho
(celiomag@inpa.gov.br)
Assistente de Curadoria: Thiago Mahlmann
Técnico: Francisco Felipe Xavier Filho


Site: http://colecoes.inpa.gov.br/invertebrados/

Invertebrados

A Coleção de Invertebrados foi formalmente estabelecida em outubro de 1976. Número de amostras/espécimes de Insecta registrados até dezembro de 2005 é de 330.201 insetos alfinetados. Entretanto, o número de exemplares não triados é grosseiramente estimado em cerca de 5 milhões. Na coleção de invertebrados não-Insecta, o número de lotes está em 3.080 para as coleções já organizadas (Porifera, Platyhelminthes, Rotifera, Nematoda, Acanthocephala, Mollusca, Crustacea e Diplopoda) e cerca de 20.000 lotes para as que se encontram em processo de organização: Annelida, Chilopoda, Pauropoda, Symphila e a maior delas, Arachnida. Estima-se que haja mais de 1.500 espécimes-tipos na coleção, entre holótipos, parátipos, lectótipos, paralectótipos e neótipos.

Mamíferos

Curadora: Maria Nazareth Ferreira da Silva
(nazareth@inpa.gov.br)
Vice-curadora: Vera M. Ferreira da Silva (tucuxi@inpa.gov.br)
Técnico(s): Adriano Carlos da Silva Antunes e Ronnezza Cellia Lobato Campos Pedrett

Mamíferos

O acervo da Coleção de Mamíferos começou a ser reunido de forma não sistematizada em 1976, oriundo principalmente de estudos biomédicos desenvolvidos no Instituto. A partir de 1985, com o início de levantamentos faunísticos executados pelo INPA em áreas da Amazônia sob a influência de usinas hidrelétricas, todo esse material começou a ser organizado segundo padrões internacionais estabelecidos para a curadoria de coleções de mamíferos recentes. O acervo de peles de mamíferos conta atualmente com 5.237 registros, sendo 42 typus nomenclaturais (11 holótipos e 31 parátipos).

Peixes

Curadora: Lucia Rapp Py-Daniel (rapp@inpa.gov.br)
Vice-curador: Efrem Jorge G. Ferreira (efrem@inpa.gov.br)
Gerente: Renildo Ribeiro de Oliveira
Técnico(s): Lindalva Sales da Costa Serrão

Peixes

Os primeiros exemplares da Coleção de Peixes foram coletados em 1976, entretanto, o reconhecimento internacional da coleção se deu em 1985, através de publicação da American Society of Ichthyology and Herpetology. O acervo atual é representado por 25.500 lotes registrados, todos identificados ao nível de espécie. Existem ainda cerca de 10.000 lotes a registrar. A coleção detém 348 espécimes/tipos, sendo 69 holótipos e 279 parátipos, pertencentes a todos os representantes da ictiofauna de água doce da Amazônia.


Recurso Genético  

Curador: Camila Cherem Ribas (camila.ribas@inpa.gov.br)
Vice-curadora: Jacqueline da Silva Batista (jac@inpa.gov.br)
Técnico(s): Liliane Coelho da Rocha

Interesse Médico

Área III - Coleções Microbiológicas (2 curadorias):


De Interesse Agro-silvicultural

Curadora: Maria Aparecida de Jesus (ranna@inpa.gov.br)
Vice-curador: Ceci Sales Gama Campos (ceci@inpa.gov.br)
Técnico(s): Alita Moura de Lima Realini

Agro

A coleção de microrganismos de Interesse Agro-silvicultural, foi criada em 1977, inicialmente com representantes de Rhizobia. À partir de 1981, amostras de fungos xilófagos passaram a integrar o acervo, com acesso a espécies de fungos lignocelulolíticos internacionalmente usadas em bioensaios de durabilidade da madeira. Atualmente, mantém-se uma coleção única de fungos lignocelulolíticos, incluindo espécies comestíveis. A maioria das espécies fúngicas armazenadas contém informação referentes à durabilidade de mais 70 espécies de madeira. São cerca de 3.500 registros, sendo 1.830 culturas de fungos (xilófagos e fitopatógenos) e 1.680 culturas bactérias (fitopatógenas e de solo). 

De Interesse Médico  

Curador: Mauricio M. Ogusku (mmogusku@inpa.gov.br)
Vice-curadora: Antonia Maria Ramos Franco Pereira (afranco@inpa.gov.br)
Técnico(s): Liliane Coelho da Rocha

Interesse Médico

A coleção de microrganismos mais antiga é a de Interesse Médico, criada por volta de 1970. Os micoorganismos do acervo foram isolados do homem, do meio ambiente ou de alimentos, sendo que o maior número é proveniente de processos patológicos que envolvem o homem que reside na Amazônia. Compõem a coleção: 3.858 culturas de fungos, tanto filamentosos como leveduriformes, sendo que 2.307 estão caracterizadas. Destes, 1.605 são patógenos; o criobanco de parasitos leishmânias contem um acervo de mais de 3.000 ampolas, com cepas desses patógenos. Outra coleção que se destaca na área médica é a de micobactérias, na qual encontra-se depositadas 2.100 cepas, isoladas de humanos e animais. O acervo inclui também culturas “tipo” de centros de referência como o American Type Culture Collection (ATCC).

A coleção de microrganismos de Interesse Agro-silvicultural, foi criada em 1977, inicialmente com representantes de Rhizobia. À partir de 1981, amostras de fungos xilófagos passaram a integrar o acervo, com acesso a espécies de fungos lignocelulolíticos internacionalmente usadas em bioensaios de durabilidade da madeira. Atualmente, mantém-se uma coleção única de fungos lignocelulolíticos, incluindo espécies comestíveis. A maioria das espécies fúngicas armazenadas contém informação referentes à durabilidade de mais 70 espécies de madeira. São cerca de 3.500 registros, sendo 1.830 culturas de fungos (xilófagos e fitopatógenos) e 1.680 culturas bactérias (fitopatógenas e de solo).