EMATER-RIO - EMPRESA DE EXTENSÃO RURAL

Endereço:

Alameda São Boaventura, 770
Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
Tel: (0xx21) 625-6060
Fax: (0xx21) 627-1599
E-mail: coper@emater.rj.gov.br
Site: www.rj.gov.br

Extensionista diretamente envolvido no projeto de pupunha da EMATER-RIO:

Engº Florestal Alberico Martins Mendonça, Gerente Técnico Estadual de Silvicultura
E-mail: albericomartinsm@bol.com.br e coper@emater.rj.gov.br


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PALMITO
PUPUNHA

Bactris gasipaes Kunth




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renda aumentada
natureza preservada



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Programa de Fortalecimento
da Agricultura Familiar


PRODUÇÃO DE MUDAS

  • VIVEIRO é o local onde serão produzidas as mudas. Deve ser instalado em terreno plano, limpo, local ensolarado, de fácil acesso e cercado para evitar entrada de animais.
    - Água: deve estar próxima dos canteiros, ser de boa qualidade e de fácil distribuição.
  • SEMENTES adquirir sementes de boa qualidade, origem conhecida e principalmente de raças sem espinhos.
    - 1 kg possui de 300 a 400 sementes e pode produzir 200 mudas
    - Canteiro: deve ser feito com mistura de serragem curtida e areia em proporção iguais. Sombreá-lo para proteçao das mudinhas.
    - Semeadura: utilizar até 4 kg de sementes por metro quadrado de canteiro. Após o semeio, peneirar uma fina camada de terra sobre o canteiro, molhar e proteger.
    - Germinação: 40 a 120 dias para as sementes germinarem.

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  • SACOS PLÁSTICOS: utilizar sacos plásticos com dimensões de 12 x 18 cm até 16 x 25 cm, perfurados e sanfonados. - Enchimento: utilizar a seguintes misturas para enchimento dos sacos plásticos: 3 partes de solo de boa qualidade e uma parte de esterco de curral curtido ou humus de minhoca.
    - Repicagem: quando as mudinhas estiverem com 1 a 2 cm de altura, fazer o transplante para os sacos plásticos. Deve ser feita nos dias nublados ou em local sombreado.
    - Irrigação: durante o período de produção, as mudas devem ser molhadas diariamente. emater-rio5.jpg - 12945 Bytes
  • MUDAS APTAS AO PLANTIO: com 4 a 6 folhas, cerca de 6 a 8 meses após a germinação.
  • ALTURA IDEAL DA MUDA: 30 a 40 centimetros.

  • PLANTIO CORRETO

  • LIMPEZA DO TERRENO: preparar a área onde será instalado o cultivo retirando a vegetação rasteira que recobre o solo. Evitar o desmatamento.

  • ESPAÇAMENTO: 2,0x1,0 m.

  • COVAS: 30 x 30 x 30 cm.
    - O plantio também pode ser feito em sulcos.

    ADUBAÇÃO: utilizar 2 litros de esterco na cova. - É recomendável aplicar 100 g/planta de superfosfato simples no plantio. - Cultura exigente em nitrogênio e potássio. - Fazer análise de solo para indicação correta de calagem e adubação química.

  • ÉPOCA DE PLANTIO: período chuvoso de outubro a março. Com irrigação pode-se plantar o ano todo.
    -Retirar o saco plástico no momento do plantio da muda.

  • REPLANTIO: realizar até 3 meses após o plantio.

    TRATOS CULTURAIS

    -O plantio não deve ser capinado nem coroado.
    -Realizar roça apenas nas linhas de plantio ou utilizar herbicida.
    -Fazer adubação de cobertura, a partir dos 6 meses após o plantio, conforme recomendação da análise de solo.
    -Irrigar nos períodos mais secos do ano.

    ORIGEM

    Planta de clima tropical e subtropical, originária da América Central e Bacia amazônica.

    BOTÂNICA DA ESPÉCIE

    É uma palmeira que cresce em touceiras, com mais de 15 perfilhos originando-se na base do estipe principal. Possui sistema radicular superficial e produz palmito e frutos.
    Chuvas: 1800 a 2000 mm/ano bem distribuídas.
    Solos: profundos bem drenados e de textura areno argilosa.
    Altitude: de 0 a 900 m.


  • COLHEITA

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  • Ponto ideal de corte para extração do palmito:

    -1,60 m de altura do chão até a inserção da folha mais nova ou a 10 cm de diâmetro do caule, a uma altura de 40 a 60 cm do solo.

    -Recomenda-se o corte alto da pupunheira - 50cm.

  • A colheita será escalonada, iniciando-se aos 18 meses e só terminando aos 36 meses.

    PRODUÇÃO

  • Média de 300g de palmito/planta/ano ou 1,5 toneladas/hectare/ano, equivalente a 5 mil vidros de 300g de palmito drenado em conserva.

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    VANTAGENS

  • Cultivo a pleno sol
  • Utilização de áreas inaproveitadas nas propriedades
  • Produz frutos com diversas alternativas de uso
  • Exploração permanente
  • Aproveitamento de todas as partes da planta
  • Maior tecnificação da cultura
  • Alto valor econômico do palmito em conserva
  • Mercado consumidor em expansão
  • Produto de exportação
  • Legislação não proíbe o corte


  • CARACTERÍSTICAS DA PUPUNHA

  • Precocidade, rusticidade, perfilhamento e vigor.


  • Exigente em água, porém não tolera solos encharcados.


  • Frutos de alto valor nutritivo e sabor agradável, quando cozidos em água e sal.


  • Crescimento lento no primeiro anol a partir do segundo ano é mais rápido.


  • Primeira colheita: de 1 ano e meio até 3 ano.


  • Colheitas seguintes: todo ano.


  • Cultura perene.


  • Palmito não escurece após o corte, facilitando o processamento e permitindo comercialização in natura.


  • Existem raças com e sem espinhos.

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    APROVEITAMENTO DOS FRUTOS

  • Alimentação humana
  • Ração animal
  • Farinha
  • Óleo comestível

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    OUTRAS UTILIZAÇÕES DA PUPUNHA

  • Preservação ambiental
  • Conservação do solo
  • Paisagismo
  • Psicultura
  • Bibliografia Consultada

    -BOVI, M.L.A. 1993. Palmito de pupunha: informações básicas para o cultivo. In: ENCONTRO SOBRE PRODUÇÃO DO PALMITO. Piracicaba. Palestras apresentadas, CALQ. p.12-24.
    -CASTOR, A.S. 1994. O sabor e o valor do palmito. Ecologia e Desenvolvimento. Rio de Janeiro, ano 3, nº. 37, p. 20-23. Suplemento.
    -CLEMENT, C.R. 1990. Pupunha: uma árvore domesticada. Ciência Hoje. Rio de Janeiro, v.5, nº 29, p. 42-49.
    -TEIXEIRA, C.P.; PAIVA, J.C. de A.; PREZOTTI, L.C. 1996. A cultura do palmito de pupunha. Vitória EMCAPA/EEMF; Trabalho apresentado nº 1º. Encontro Estadual do Palmito de Pupunha do Norte do Rio de Janeiro.

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    De SEU MUNICÍPIO

    Elaboração:
    -Engº Florestal Alberico Martins Mendonça
     Gerente Técnico Estadual de Silvicultura
    Escritório Central - EMATER-RIO
    albericomarstinsm@bol.com.br

    Colaboração:
    -Cyro Duarte Sobrinho - EMATER-RIO/PARATY
    -Gerson Yunes - EMATER-RIO STA MA MADALALENA
    -Luiz Aurélio Martelleto - PESAGRO-RIO

    Revisão:
    Equipe Técnica - Seção de Plantas Tropicais - IAC/Campinas
    -Marlene L.A. Bovi
    Stephânia M. Galvão Monteiro
    Sandra H. Spiering