ABRAPALM - ASSOCIACÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE PALMITO CULTIVADO
Histórico
A ASSOCIAÇÃO
A ABRAPALM - Associação Brasileira dos Produtores de Palmito Cultivado, com sede em Vitória/ES, foi fundada em 06/06/97 por produtores e empresas agrícolas que desenvolvem a atividade de cultivo de palmeiras, uma vez que o palmito brasileiro vem sofrendo nos últimos anos uma queda acentuada no consumo do mercado interno e externo devido à sua falta de qualidade, padrão e consequências que traz ao meio ambiente. Isso se deve ao fato de que mais de 95% do palmito comercializado no país é proveniente das nossas matas e florestas, que consequentemente, em sua maioria não há controle ou qualquer tipo de fiscalização do governo o que vem exaurindo os nossos recursos florestais a ponto de praticamente extinguir a palmeira Juçara (Euterpes edulis) na mata atlântica.
O IMPACTO DO EXTRATIVISMO NO MEIO-AMBIENTE
No Brasil, aproximadamente 97,0% dos palmitos em conserva são provenientes da Mata Atlântica, Floresta Amazônica e Bolívia, que em sua maioria são obtidos de forma ilegal e sem qualquer controle de qualidade e preocupação com o meio ambiente. Os 3,0% restantes referem-se ao Palmito Cultivado, ou seja, um palmito que é cultivado em grande escala da mesma forma que outras culturas como a laranja, o café, a banana, etc.
O impacto que o palmito extraído das nossas florestas traz ao meio ambiente é imenso. Os frutos da palmeira fazem parte dos itens alimentares de inúmeras aves e mamíferos que, por sua vez, garantem a dispersão das espécies e mantém o equilíbrio da floresta. Aves como tucanos, mutuns, arapongas, sabiás, bem-te-vis e outras ameaçadas de extinção, como o jacu e a jacutinga, precisam do palmito para sua sobrevivência. É importante salientar que os animais não se alimentam exclusivamente dos frutos do palmito, mas os estudos realizados no Parque Estadual Vila Rica, em Fênix, no interior do Paraná, apontam o palmito como um alimento de alto teor nutricional e o principal recurso para frugíveros e omnívoros. Além disso, a palmeira produz frutos em uma época em que as demais árvores frutíveras não produzem, garantindo assim, a sobrevivência das espécies. Entre os mamíferos que se alimentam dos frutos ou brotos do palmito estão os roedores, veados, primatas e morcegos. É importante observar que uma palmeira pode produzir aproximadamente 8 kg de frutos por ano, a partir do 7º ano. Considerando uma produção até o 20º ano, essa palmeira produzirá mais de 100 kilos de alimento para os animais, contra 300 gramas de palmito obtidos uma única vez, para a alimentação humana.
Estimamos um consumo interno de 70.000 toneladas métricas. Considerando que 97,0% do palmito comercializado é extrativo, são derrubadas 400 milhões palmeiras/ano só no Brasil. Mesmo com apenas 3,0% do mercado, o palmito cultivado já é responsável pela preservação de 10 milhões de palmeiras, uma vez que produz palmito no regime de cultivo.
Histórias do consumo:
Os portugueses ao chegarem no Brasil encontraram os índios utilizando o palmito como parte do seu hábito alimentar. A partir daí os colonizadores passaram a usar o palmito nos seus pratos, e chegaram até levá-lo em suas naus para Portugal. A partir de meados do século XX iniciou-se o processo de produção de palmito em conserva.
Com o início da produção do palmito em conservas, iniciou-se um processo de extrativismo descontrolado, primeiro com a espécie Euterpe edulis, a Juçara e depois com a espécie Euterpe oleracea, o Açaí. Até o final da década de 70 ainda existia uma certa quantidade de juçara na Mata Atlântica. Com a redução substancial desta espécie, os produtores de palmito em conserva voltaram os seus olhos para uma outra palmeira da Floresta Amazônica, o Açaí. A partir do início dos anos 80, praticamente 90% do palmito em conserva colocado a venda no mercado é proveniente do Açaí.
Como é o processo de extração e industrialização do palmito extrativo:
As "indústrias" de palmitos extrativos utilizam-se de pessoas, os chamados "mateiros", que adentram na floresta, cortam os palmitos, carregam nas costas para um determinado ponto normalmente próximo a um córrego e neste ponto descascam o palmito, colocam-no em potes de vidro, preenchem com uma salmoura preparada com a própria água deste córrego e adicionam uma porção de substâncias químicas (sal, ácido cítrico, metabisulfito, etc) sem nenhum critério técnico de processamento de alimentos. Após colocam o produto para ferver em latões velhos. Em seguida, transportam esses potes de conserva para uma cidade mais próxima aonde entregam a essa "Indústria", a qual apenas colocará o seu rótulo.
Comparamos esse sistema de processamento de palmito nativo utilizado pelos extrativistas, com as indústrias de beneficiamento de cocaína existentes nos ermos da região amazônica.
Conseqüências da produção clandestina:
- O mateiro que cortou o palmito, passa a ser um bandido, um fora da lei.
- O palmito produzido traz sérios riscos de contaminação, por exemplo o botulismo.
- A continuar esse processo de extração ilegal o Açaí corre o mesmo risco pelo qual passou a juçara. Apesar da grande vastidão da região Amazônica, o Açaí concentra-se em determinados pontos, principalmente na região do estuário do Rio Amazonas.
Além dos aspectos ecológicos desfavoráveis e das questões higiênicas do palmito extrativo, a maior parte dos palmitos colocado no mercado não têm padronização. Não é raro em um pote de palmito encontrarmos uma grande quantidade de pedaços duros. No exterior, além da exigência de produtos com maior padrão de qualidade, cada vez mais exigem-se que os produtos sejam ecologicamente corretos. Este item a cada dia também esta sendo mais exigido no Brasil.
O mercado brasileiro:
O mercado brasileiro de palmito é muito grande, o maior do mundo – aproximadamente 70.000 toneladas (PLD- Peso Líquido Drenado). Somos os maiores produtores de palmito em conserva e somos também os maiores consumidores. Alguns países da América Latina já começaram a produzir o palmito na forma de cultivo, como por exemplo Costa Rica e Equador.
Devido a falta de qualidade, o consumidor brasileiro não tem uma marca no seu referencial, não existe fidelidade à marcas. Para demonstrar como isso ocorre, o nosso mercado deve apresentar aproximadamente umas 400 marcas, sendo que um mesmo envasador chega a ter até 15 marcas, a medida que uma marca vai se "queimando", lança-se logo outra.
Exportação:
Em 1997 o Brasil exportou 4.536.103 kg/líquido perfazendo um total de US$ 23,191,530.00, sendo os principais compradores: 1º) Argentina (1.866.072 kg), 2º) EUA (947.684 kg), 3º) Paraguai (375.983) e em 4º) França (334.169 kg).
Já em 1996 foram exportados 4.852.014 kg/líquidos perfazendo um total de US$ 25,765,939.00, sendo os principais compradores: 1º) Argentina (1.465.872 kg), 2º) EUA (837.922 kg); 3º) França (985.835 kg) e em 4º) Paraguai (293.013 kg).
Fonte: SECEX – Secretaria de Comercio Exterior.
Consumo Mundial:
Atualmente, alguns países se destacam pelo consumo de palmito, os maiores consumidores de palmito mundial são:
- Brasil com 70%
- França com 12%
- EUA com 8%
- Demais países 10%
Fonte: Associação Brasileira dos Produtores de Palmito Cultivado.
AS ALTERNATIVAS PARA O PROBLEMA:
Existem hoje, duas alternativas para que se resolva a questão do extrativismo sem controle:
1ª) O bom manejo:
Manejo das espécies nativas produtoras de palmito dentro da própria floresta.
Dificuldades em sua execução:
- Necessita-se de grandes áreas para operacionalização do sistema;
- Devido as grandes extensões, a logística de fiscalização torna-se inviável;
- Necessita-se de prazos longos para colheita, que variam de 08 a 12 anos.
Obs.: Teoricamente, todos os palmitos possuem Plano de manejo devidamente autorizado no IBAMA.
2ª) Produção auto sustentada de palmeiras:
Plantio de palmeiras produtoras de palmito como a pupunha (Bactris gasipaes) na forma de cultivo em regime de alta produção.
Principais vantagens:
- Diminuição da pressão extrativista sobre a mata atlântica e floresta amazônica;
- Por ser uma atividade não sazonal, proporciona emprego e renda para o produtor rural 12 meses por ano;
- Há controle de todo o processo, do plantio à industrialização, o que garante um produto de excelente qualidade.
- Promove a cobertura vegetal permanente, pois o corte é realizado seletivamente;
- Mantém a erosão do solo sob controle;
- Proporciona a reposição de matéria orgânica;
- É uma planta rústica não necessitando de utilização de controles químicos para pragas e doenças;
Obs.: É neste processo de produção auto sustentada que a ABRAPALM embasou todo a sua filosofia de trabalho.
3ª) Selo de Qualidade
Visando um produto com qualidade superior e tendo em vista que freqüentemente vem ocorrendo casos de botulismo no Brasil, a ABRAPALM desenvolveu um trabalho junto aos seus associados visando a padronização de seus produtos para que atendam aos mesmos critérios de qualidade e higiene e criou um programa de auto-regulamentação que resultou no "Selo de Qualidade ABRAPALM". Um trabalho sério e que vem obtendo apoio de diversas entidades e dos técnicos mais conceituados da área no país. As exigências para concessão do direito de uso do "Selo" não são poucas. Para se ter uma idéia, no que se refere ao meio ambiente, é necessário que o associado de acordo com a política nacional de recursos hídricos em caso de irrigação, sistema de tratamento de efluentes (resíduos) antes de jogá-lo ao rio, em caso de caldeira que utilize lenha como combustível, essa deverá ser proveniente de áreas reflorestadas. Na questão de higiene são necessários: utensílios em aço, controles periódicos na área de processamento, análise microbiológica da matéria prima e luvas dos preparadores, análises sensoriais (cor, sabor, maciez, textura), análise periódica da água utilizada, esterilização de todo o material e equipamentos, etc. E na questão social, exige ainda que todos os funcionários estejam regidos pela CLT e utilizem equipamentos de segurança.
A previsão de lançamento do "Selo de Qualidade ABRAPALM" é para o segundo semestre de 1999. Enquanto isso o Comitê de Avaliação para Uso do Selo composto pelos Srs. Martha Cristina Alves Esteves - Coordenadora (associada), Lutz Bernhardt – membro (ex técnico do ITAL) e Carlos Eduardo Moraes Valente – membro (Diretor da Cooperama/RO), estão realizando visitas de inspeção aos associados que solicitam o "Selo de Qualidade ABRAPALM".
ALGUNS DOS PRINCIPAIS TRABALHOS DA ABRAPALM
LEGISLAÇÃO: Através de reuniões com Ministérios, Secretarias, Institutos Estaduais, frequentemente, apresentamos nossas propostas visando uma diferenciação para o palmito cultivado. Já tivemos reuniões com ministros do Meio-Ambiente e Agricultura, Secretário Nacional da Vigilância Sanitária e o Presidente do Ibama.
FORNECEDORES: através de uma negociação com a rede de fornecedores, a ABRAPALM vem conseguindo reduzir custos, em alguns casos em mais de 50% em relação ao preço praticado no mercado. Dessa forma, os associados conseguem um custo menor em seus produtos, adquirindo mais agressividade nas vendas. Esse projeto está em andamento e entrará em operação no segundo semestre deste ano.
DISTRIBUIDORES: Através de um trabalho junto a rede de distribuição, supermercados, hipermercados, etc., conscientizando os distribuidores de suas responsabilidades nos produtos que comercializam, orientando-os em relação aos produtos ofertados no mercado, sugerindo o palmito cultivado em detrimento ao extrativo.
CONSUMIDORES: Através de campanhas de divulgação do palmito cultivado e seus benefícios, a cada dia conseguimos mais adeptos, consumidores fiéis que, uma vez conscientizados e esclarecidos sobre a importância do palmito cultivado, não voltam a consumir o palmito extrativo e ainda fazem o trabalho de divulgação chamado "propaganda boca-a-boca", orientando os amigos, conhecidos, parentes, colegas de trabalho, etc. Através da associação ainda, é possível realizar uma campanha regional ou nacional através das mídias disponíveis, onde, além do respaldo de uma entidade estar orientando o consumidor, o custo referente à campanha poderá ser divido entre os associados da região, ou sendo nacional, entre todos que atuam no mercado comercialmente, guardada as suas proporções.
ABRAPALM - ASSOCIACÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE PALMITO CULTIVADO
ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE PALMITO CULTIVADO, REALIZADA EM 04 DE JUNHO DE 1999, EM VITÓRIA / ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Aos quatro dias do mês de Junho de mil novecentos e noventa e nove (04/06/99), às nove horas e quinze minutos (09:15h), no auditório do Centro do Comércio do Café de Vitória, sito à Av. Nossa Senhora dos Navegantes, nº 675, Vitória / Estado do Espírito Santo, foi realizada a segunda chamada para a realização da assembléia, nos termos do Artigo 12 dos Estatutos Sociais, onde estiveram presentes as empresas agrícolas e produtores brasileiros que exercem a atividade de plantio de palmito, associados à ABRAPALM, representados por seus sócios, diretores e/ou funcionários, além de outros convidados, conforme relação que segue, convocados através de Edital publicado no Diário Oficial da União em 01/06/99, além de convocação via fax pelo presidente, Sr. Otacílio José Coser Filho: BETA NORTE AGROINDUSTRIAL S/A, PAULO ALVES ESTEVES, AGRIPALM INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA., COOPERAMA, COIMEX AGRÍCOLA S/A, ADILSON PEREIRA e AGROPASTORIL ABIKO LTDA., associados, e os convidados e outros presentes à assembléia, conforme lista de presença em anexo. Dando início aos trabalhos da Assembléia, foi sugerido e aprovado que o Sr. Dorival Binow secretariasse o presidente. Após, o Sr. Otacílio José Coser Filho, Diretor Presidente, saudou a todos, agradeceu pela presença, e justificou a ausência dos Srs. Valter Santini pelo impedimento de vôos vindos de São Paulo devido ao mau tempo e Antônio Iesca Rodrigues Filho por motivo de saúde debilitada. Em seguida, agradeceu a todos que se destacaram pelo seu empenho junto à ABRAPALM, sendo: Valter Santini, pelos inúmeros esforços para divulgar a ABRAPALM, por ajudar a buscar soluções, pelo empenho junto à ABIA e participação de reuniões representando a ABRAPALM sobre as portarias da Vigilância Sanitária e pela indicação de novos associados; COOPERAMA, pela divulgação da associação na região amazônica através de seu jornal e revista e a mídia local, e pela indicação de novos associados; Danilo Cândia Barbosa, pelo trabalho de divulgação da ABRAPALM junto à revistas como GULA, VEJA, CARAS, etc., pelo empenho para que conseguíssemos participar da FISPAL'98 sem custos de locação, e pela indicação de novos associados; Antônio Jardim Borges, pelo trabalho junto à mídia onde foi possível espaço no programa "Bom Dia Brasil" da TV Globo e na revista de bordo da Cia. Aérea Varig; Martha Cristina Alves Esteves, pela coordenação e empenho nos trabalhos de Certificação da ABRAPALM, pela indicação de novos associados, e ainda pelo empenho na questão da importação de sementes do Peru; Professor Lutz Valter Bernhardt, pela colaboração junto ao Comitê de Certificação da ABRAPALM, e pelos trabalhos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Após, convidou à mesa o Senador da República Federativa do Brasil pelo Espírito Santo, Exmo. Sr. Gerson Camata, que fez uso da palavra e saudou a todos e expressou a sua satisfação em ver um grupo de pessoas unidas por objetivos nobres e que colaboram para o crescimento do país; Colocou-se também, à disposição da ABRAPALM para auxiliá-la no que for necessário, por compartilhar das mesmas idéias e considerar que a proposta que a associação defende é uma das soluções para a crise que o setor agrícola do país enfrenta. Em seguida, o presidente declarou aberta a Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária, e colocou a ordem do dia para apreciação que após votação ficou assim estabelecida: a) Ordinariamente: 1) Relatório Financeiro; 2) Votação das Contas do Exercício de 1998; 3) Votação das Contas do Mandato 1.997 / 1.999; 4) Proposta Orçamentária para 2.000; 5) Inclusão e Exclusão de Associados; 6) Eleição da Diretoria,Conselheiros e Delegados para o biênio 1.999 / 2.001; e b) Extraordinariamente: 1) Apreciação e votação de sugestões ao Regulamento do Selo de Qualidade ABRAPALM e seus anexos; 2) Assuntos Institucionais, técnicos e administrativos; 3) Palestras Técnicas; 4) Assuntos Gerais. Dando início aos assuntos ordinários, o Sr. Dorival Binow, Assessor Administrativo da ABRAPALM, apresentou o relatório financeiro com as despesas da associação do período de 01/01/99 a 03/06/99, com um total de entradas de R$ 5.758,13 (Cinco Mil, Setecentos e Cinquenta e Oito Reais, Treze Centavos) e saídas de R$ 5.317,55 (Cinco Mil, Trezentos e Dezessete Reais, Cinquenta e Cinco Centavos), estando com um saldo de R$ 440,58 (Quatrocentos e Quarenta Reais, Cinquenta e Oito Centavos), sendo colocado em votação e aprovado por todos. Após, foi apresentado o balanço financeiro de 1998, totalizando R$ 24.152,03 (Vinte e Quatro Mil, Cento e Cinquenta e Dois Reais, Três Centavos) de entradas oriundas de contribuições associativas e R$ 23.918, 35 (Vinte e Três Mil, Novecentos e Dezoito Reais, Trinta e Cinco Centavos) de saídas, restando um saldo de R$ 233,68 (Duzentos e Trinta e Três Reais, Sessenta e Oito Centavos). Colocado em votação, o mesmo foi aprovado por unanimidade. Em seguida, foi apresentado o balanço de todos os gastos financeiros da gestão 1.997 / 1.999 compreendendo o período de cinco de junho de um mil, novecentos e noventa e sete (05/06/1.997) à três de junho de um mil, novecentos e noventa e nove (03/06/1.999), cujos valores seguem: Receita oriunda de contribuições sociais de R$ 56.921,64 (cinquenta e seis mil, novecentos e vinte e um reais, sessenta e quatro centavos) e Despesas de R$ 56.481,06 (cinquenta e seis mil, quatrocentos e oitenta e um reais, seis centavos), restando um saldo de R$ 440,58 (Quatrocentos e Quarenta Reais, Cinquenta e Oito Centavos), tendo sido apresentado um relatório detalhado com todas as despesas. Após foi colocado em votação e aprovado por todos. Em seguida foi apresentado a proposta de orçamento para o ano de 2.000, prevendo uma receita de R$ 58.840,00 (cinquenta e oito mil, oitocentos e quarenta reais) oriunda de contribuições sociais e cessão do direito do uso do "Selo de Qualidade ABRAPALM", e despesas de R$ 55.303,20 (cinquenta e cinco mil, trezentos e três reais, vinte centavos), o qual foi aprovado. No quinto item, que trata da inclusão e exclusão de associados, foi apresentado os nomes de empresas e produtores que pediram filiação desde a última assembléia: 1º) Sr. Orlando Paggiaro, com plantio em Itupeva – SP, solicitou ingresso em Janeiro de 1.999; 2º) Sr. Gilson Harley Vargas, com plantio em Goiânia – GO, solicitou ingresso em Abril de 1.999; 3º) Indústria e Comércio A. Wahle Ltda., com plantio em Piraí - RJ, representada pelo Sr. Karl Alwin Wahle, solicitou ingresso em Abril de 1.999; 4º) Prómudas Produção de Mudas de Alta Qualidade Ltda., com plantio em Piracicaba - SP, representada pelo Sr. Lino Ricardo Furia, solicitou ingresso em Março de 1.999; 5º) Sr. Horácio Cerzósimo de Souza, com plantio em Terenos - MS, solicitou ingresso em Junho de 1.999; 6º) Jauari Agroindustrial Ltda., com plantio em Barcelos - AM, representada pelo Sr. Alírio Ribeiro Penha, solicitou ingresso em Junho de 1.999; 7º) Landora Comércio de Palmito Ltda., com plantio em Rochedo - MS, representada pelo Sr. Vaguinel Belchior de Oliveira, solicitou ingresso em Junho de 1.999; 8º) Taquari Agroindustrial e Comercial Ltda., com plantio em Vitória de Santo Antão - PE, representada pela Sra. Carmen Dolores F. de A. Lima, solicitou ingresso em Junho de 1.999. Após, foi colocado em votação e aprovada a inclusão destes novos associados. Após, foram apresentados os pedidos de exclusão ocorridos após a última assembléia, sendo: 1º) Bonal S/A, com plantio em Rio Branco – AC, representada pelo Sr. Joost Brands Smit, solicitou desligamento em Setembro de 1.998 por motivos financeiros; 2º) Beta Norte Agroindustrial S/A, com plantio em Jaguaré - ES, representada pelo Sr. Eduardo Marques Dias, solicitou desligamento a partir desta assembléia, por motivos financeiros. Após a votação o quadro de associados ficou assim composto: Sr. Orlando Paggiaro, Itupeva – SP; Agripalm Indústria e Comércio Ltda., Ituberá – BA; Agropastoril Abiko Ltda., Linhares – ES; Coimex Agrícola S/A., São Mateus – ES; Cooperativa dos Produtores do Amazonas Ltda., Porto Velho – RO; Paulo Alves Esteves, Bernardino de Campos – SP; Luiz Carlos Guimarães Barros, Peruíbe – SP; Frunorte Frutas do Nordeste Ltda., Açú – RN; Indústria e Comércio A. Wahle Ltda., Piraí – RJ; Jauari Agroindustrial Ltda., Barcelos – AM; Landora Comércio de Palmito Ltda., Rochedo – MS; Palmito Real Comércio e Indústria de Alimentos Ltda., Angra dos Reis – RJ; Pico do Frade Agropecuária Ltda., Angra dos Reis – RJ; Antônio Iesca Rodrigues Filho, Cajatí – SP; Valter Santini, Una – BA; Gilson Harley Vargas, Goiânia – GO; Odilon Populim, Maringá–PR; Prómudas Produção de Mudas de Alta Qualidade Ltda., Piracicaba – SP; Sotegal Sociedade Técnica Agrícola Ltda., Ituberá – BA; Taquari Agroindustrial e Comercial Ltda., Vitória de Santo Antão – PE; Adilson Pereira, São Mateus – ES; Horácio Cerzósimo de Souza, Terenos – MS. Na sequência, passamos para a eleição da nova diretoria para o biênio 1999 a 2001. A assembléia indicou o Sr. Gilberto Severo Vargas, da COOPERAMA, para presidir os trabalhos de eleição, que solicitou aos interessados em concorrer à algum cargo, que se organizassem em chapas, atendendo ao preenchimento dos cargos constantes dos Artigos 16, 23 e 47 dos Estatutos Sociais. Após um pequeno intervalo foi apresentada a Chapa 1, composta pelos seguintes nomes: Diretor Presidente: Otacílio José Coser Filho; Diretor Administrativo Financeiro: Antônio Jardim Borges; Diretor Técnico: Martha Cristina Alves Esteves. Suplentes: Alírio Ribeiro Penha, Gilberto Severo Vargas e Valter Santini. Conselho Fiscal: Adilson Pereira, Gilson Harley Vargas e Carmen Dolores F. de Andrade Lima. Delegados Estaduais: Amazonas: Alírio Ribeiro Penha; Bahia: Cid Simões; Espírito Santo: Cristina Mariê Abiko; Goiás: Gilson Harley Vargas; Mato Grosso do Sul: Vaguinel Belchior de Oliveira; Paraná: Odilon Populim; Pernambuco: Carmen Dolores F. de Andrade Lima; Rio de Janeiro: Karl Alwin Wahle; Rondônia: Dinalvo Alves de Oliveira; São Paulo: Orlando Paggiaro. Comitê de Avaliação para Certificação do Selo de Qualidade ABRAPALM: Martha Cristina Alves Esteves, Carlos Eduardo Moraes Valente e Lutz Valter Bernardt. O Presidente dos trabalhos de Eleição, informou que embora alguns candidatos constantes da Chapa 1 não estejam presentes, foram consultados previamente e que todos aceitaram concorrer. Após distribuídas as cédulas, votadas e apuradas, a chapa apresentada obteve a unanimidade, ou seja, 10 (dez) votos. Em seguida, o presidente dos trabalhos de eleição deu posse a toda a Diretoria, Conselheiros Fiscais, Delegados Regionais e Membros do Comitê de Avaliação para Certificação do Selo de Qualidade ABRAPALM, que se compromissaram à respeitar, no exercício do mandato, a Constituição, as Leis vigentes e os Estatutos Sociais da Associação. Finda a pauta da Assembléia Geral Ordinária, passamos para a Assembléia Geral Extraordinária, onde o Diretor Presidente convidou a coordenadora do Comitê de Avaliação para Certificação, Sra. Martha Cristina Alves Esteves, para que fizesse uso da palavra. A coordenadora informou a todos que foram sugeridas algumas alterações pelo próprio Comitê no material do Selo de Qualidade, visando melhor avaliar os interessados. Após a apresentação, foram aprovadas as alterações, que seguem em anexo à esta ata. Na sequência, relatou que foram visitados a Coimex Agrícola S/A e Fazenda Califórnia, esta última, de propriedade do associado Paulo Alves Esteves, que solicitaram a inspeção para a concessão do Selo de Qualidade ABRAPALM. Embora não houvesse nenhum item que impedisse a concessão, foi sugerido, apoiado e aprovado, que a certificação seja concedida após a avaliação e aprovação pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária, visando assim, que todos se adequem à nova legislação, a ser publicada nos próximos dias. Após, verificou se havia interesse de outros associados na concessão do Selo, momento este, em que foi solicitado pela Jauari Agroindustrial Ltda. e pelo Sr. Gilson Harley Vargas. Como ambos não possuem o tempo mínimo de 90 (noventa) dias de associado, conforme exigência do item 3, alínea b., do Regulamento para Credenciamento ao Uso do Selo de Qualidade ABRAPALM, a assembléia decidiu, em caráter único, conceder o direito à inspeção à estes associados. Após, foi passada a palavra para o Diretor da EMCAPER – Empresa Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural, Sr. César Pereira Teixeira, que trouxe a sugestão de um evento nacional sobre todo o processo da palmicultura, a ser realizado em parceria pela EMCAPER e ABRAPALM. Foi proposto, apoiado e aprovado, sendo que a decisão sobre datas e quaisquer outros procedimentos e decisões, por parte da ABRAPALM, ficassem à cargo da diretoria da ABRAPALM. Em seguida o Sr. Gilberto Severo Vargas, da COOPERAMA, apresentou o programa e um convite para o "I SEMINÁRIO DO AGRONEGÓCIO DE PALMITO DE PUPUNHA NA AMAZÔNIA", que será realizado nos dias 11 a 13 de Agosto de 1.999, em Porto Velho, estado de Rondônia, evento organizado pela COOPERAMA, EMBRAPA de Rondônia e SEBRAE-RO. Em seguida, o Diretor Presidente apresentou a proposta para que a ABRAPALM se associe à ABIA – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, para que haja uma maior cooperação técnica, jurídica e de serviços. Ressaltou ainda a importância desta associação, pois a ABIA é órgão consultivo do Governo Federal, conforme Decreto 54.451 de 22/10/64. Por ser de interesse apenas daqueles que processam o palmito para conserva, foi sugerido que a taxa a ser cobrada pela ABIA fosse divida apenas entre associados que possuem indústria, e ainda, somente aqueles que se pronunciarem a favor da participação. Colocado em votação, foi aprovado, e decidiram participar do rateio para pagamento da mensalidade, os associados: Jauari Agroindustrial Ltda., Coimex Agrícola S/A, Gilson Harley Vargas, Cooperama, estes de imediato, e á confirmar: Fazenda Califórnia, Agripalm, Agropastoril Abiko, Taquari Agroindustrial. Após, o Sr. Cid Simões, da Agripalm, distribuiu um material de pesquisa sobre sementes e mudas de pupunha, visando compartilhar as informações com os associados. Em seguida, os trabalhos foram suspensos para almoço até as quatorze horas (14:00h.). Ao retornar aos trabalhos, o Diretor Presidente passou a palavra ao Sr. Lutz Valter Bernhardt, que falou sobre a PORTARIA Nº 304, DE 8 DE ABRIL DE 1999, e sobre a RESOLUÇÃO Nº 90, DE 13 DE MAIO DE 1999, procurando orientar os associados para que se adaptem à nova legislação. Em seguida, tivemos um pequeno intervalo para café, e ao retornar-mos, foi passada a palavra à Sra. Martha Cristina Alves Esteves, que expôs todas as dificuldades enfrentadas por aqueles que trabalham com mudas e sementes. Expôs ainda sobre a questão de importação de sementes do Peru, que está sendo analisada pelo Governo Federal. Foi proposto que se formasse uma comissão para analisar toda a questão de sementes, integrada por associados que possuem essa atividade, órgãos técnicos, associações e técnicos ligados à essa área, para que possam elaborar um documento à ser enviado ao Ministério da Agricultura como sugestão. A proposta teve apoio e foi aprovada. Ao final o Diretor Presidente agradeceu a todos pela presença, a todos que colaboraram para a realização desta assembléia e ressaltou a importância de todos nas assembléias da associação. Encerrando os trabalhos pediu que todos os associados assinassem a presente Ata. Eu, Dorival Binow, Assessor Administrativo da ABRAPALM, secretariei a presente reunião. Vitória, estado do Espírito Santo, 04 de Junho de 1.999.
OTACÍLIO JOSÉ COSER FILHO
DIRETOR-PRESIDENTE
MARTHA CRISTINA ALVES ESTEVES
DIRETORA TÉCNICA
ABRAPALM - ASSOCIACÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE PALMITO CULTIVADO
PARTICIPAÇÃO NA FEIRA EQUIPOTEL E FESTIVAL INTERNACIONAL DE GASTRONOMIA
Será realizado nos dias 30.08.99 a 02.09.99 a EQUIPOTEL 99 no pavilhão de exposição do Ambiente – São Paulo.
O evento é dirigido ao mercado Hoteleiro e de Alimentação. São diversas atrações ocorrendo simultaneamente. Nossa participação foi conseguida graças a parceria que vem sendo feita pela Força Sindical e Fazenda Califórnia.
O III Festival Internacional de Gastronomia apresenta pratos feitos por chefes de cozinha de cerca de 40 países diferentes. A abertura do evento será feito com palmito de pupunha e será dia 30.08.99 das 15:00 ás 15:30hs. Para essa ocasião todas as providências já foram tomadas.
Na feira (EQUIPOTEL) teremos um espaço de 50 m2 para ser utilizado pela ABRAPALM para a divulgação dos produtos de seus associados, orientação ao público em geral, palestras, degustação de palmito in natura e em conserva, distribuição de material dos associados.
Nossos objetivos iniciais:
- Mesa para Degustação
- Apresentação de vídeo Institucional
- Venda de Publicações
- Venda de Palmito
- Apresentação de breves informações
- Decoração em Geral
- Distribuição de Folhetos/ Folders
Para que o evento seja um sucesso e o seu negócio passa colher os frutos devemos trabalhar e rápido!
Não se esqueça de que essa é uma excelente oportunidade e não podemos perdê-la. Confirme já a sua presença entrando em contato diretamente com a ABRAPALM. O prazo para confirmação é até o dia 20/08, Sexta-feira próxima.
Atenciosamente.
DORIVAL BINOW
Assessor Administrativo
abrapalm@nutecnet.com.br