AGUIAR, J. P. L.; MARINHO, H. A.; REBELO, Y. S.; SHRIMPTON, R. 1980. Aspectos nutritivos de alguns frutos da Amazônia. Acta Amazonica, v.10, n.4, p.755-758.
As frutas amazônicas, tucumã, açaí, buriti, pupunha, piquiá, mari, caiaué, patauá, uixi, sapota, sorva e abricó, foram analisadas quanto aos níveis de proteína, gorduras, fibra, carboídratos, energia, caroteno e zinco, e todas apresentaram um alto potencial de caroteno, ótimo para o enriquecimento da dieta urbana da Amazônia, pobre em vitamina "A". Frutos de palmeiras têm um alto conteúdo de gordura e são ótimas fontes de energia.
ALTMAN, R.F. 1958. A exploração industrial de óleo de semente na
Amazônia. Manaus: INPA, 1958. 24p. INPA. Química, 4).
As frutas amazônicas (tucumã, açaí, buriti, pupunha, piquiá, mari caiaué, patuá, uixi, sapota, sorva e abricó) foram analisadas quanto
aos níveis de proteína, gorduras, fibra, carboídratos, energia, caroteno
e zinco. Todas apresentaram alto potencial de caroteno, ótima indicação para o enriquecimento da dieta da população amazônica, pobre em vitamina A. As palmeiras, além de apresentarem também alto conteúdo de gordura, são ótimas fontes de energia.
ARAÚJO, I.C. 1990. A agroindústria da pupunha: uma oportunidade
econômica para o Estado do Amazonas. Manaus: FUCADA. 27p.
Descrição de um programa que visa estimular o fomento e a agroindústria da pupunha no Estado do Amazonas, através de mecanismos que garantam, a curto prazo, a formação da agroindústria da pupunheira, de forma a: a) incentivar empresas e produtores rurais a iniciarem investimentos na atividade; b) identificar técnicas de cultivo
para a produção de frutos e palmito; c) adotar tecnologias de processamento industrial; d) viabilizar o mercado nacional e internacional, bem como, o retorno econômico; e) adotar o controle de qualidade do produto produzido, nos níveis mínimos exigidos, capazes
de sustentar a agroindústria; f) divulgar os resultados, para pequenos produtores de terra firme, demonstrando essa alternativa econômica, com o aproveitamento integral da planta, consumo "in natura", farinha, óleo e outros derivados.
ARKCOLL, D.B. 1982. Considerações sobre a produção de alimentos por árvores e florestas. Acta Amazonica, v.12, n.2, p.247-249.
Árvores e florestas contribuem com pouco alimento para a maioria das dietas humanas. No entanto, algumas espécies aparentemente são capazes de produzir mais alimentos por área do que muitas das culturas anuais que fornecem a maioria dos alimentos tradicionais. Este trabalho sugere que o potencial de alto rendimento dos alimentos de origem florestal, junto com outras vantagens agrícolas e ecológicas, devem estimular sobre o aumento na produção de alimentos de todos os tipos de florestas e o planejamento de florestas de alimentos.
Au W.F. 2001. Evaluation of peach palm for palm heart production. The Planter, Kuala Lumpur, 77(900): 123-134.
Ulu Dusun Agriculture Research Station, P 0 Box No 1401, 90715 Sandakan, Sabah, East Malaysia
For the purpose of crop diversification and food production, a study has been carried out to determine the feasibility of growing peach palm (Bactris gasipaes Kunth) for palm heart production. A total of 160 peach palm seedlings were planted at density 1 111 plants per hectare. Harvesting was done by choosing those stems that have attained either a height of 1.5 m or a diameter of 15 to 17 cm. Germination of peach palm seeds commenced at 37 days after sowing and is completed at about 90 days after sowing. About 13 per cent of palms reached harvesting size at one year after field planting. Percentage of palms in production increased gradually and reached up to 98 per cent at about 48 months after field planting. Average weight of edible palm heart obtained from one stem is 1066.68 g. Each harvested offshoot contained 6.31 kg biomass which could recycle to farm. Average number of offshoots harvested from a plant at years two, three, four and five were 0.74, 1.93, 2.58 and 3.98 stems per plant respectively. Peach palm yields of edible heart were 0.72 tonnes per hectare at second year from planting, 2.78 tonnes per hectare at third year, 3.53 tonnes per hectare at fourth year and 3.90 tonnes per hectare at fifth year of planting. However, it was estimated that 5.18, 13.5, 18.08 and 27.9 tonnes per hectare biomass respectively were produced for recycling to the farm at the second, third, fourth and fifth years after planting. The sugar content was low on the edible leaf but increased gradually towards the lower part of the edible stem. Cost of edible palm heart production under this trial condition was estimated at RM2.16 per kg. This required a total of RM8 759 per hectare for the first year establishment. Break even cost was at three-and-a-half years after planting, assuming a planting density of 1 111 plants per hectare and a price of RM3 000 per tonne edible heart. This included the profit margin which take into consideration the total cost of production and price of the product. Peach palm has been observed to grow vigorously under Sabah condition. It is feasible to plant and the hearts are well accepted by people.
Notes: US$1 = RM 3.80; germplasm = Yurimaguas (Pampa Hermosa landrace)Avaliação de pupunha para produção de palmito.
Com a finalidade da diversificação de cultivos e da produção de alimentos, um estudo foi realizado para determinar a viabilidade de cultivar a pupunha (Bactris gasipaes Kunth) para a produção de palmito. Um total de 160 mudas de pupunha foi plantado na densidade de 1.111 plantas por hectare. O corte foi feito escolhendo aquelas estipes que alcançaram uma altura de 1,5 m ou um diâmetro de 15 a 17 cm. A germinação das sementes começou em 37 dias após a semeadura e terminou em aproximadamente 90 dias após semear. Aproximadamente 13 por cento das palmas alcançaram o tamanho de corte em um ano após plantio no campo. A porcentagem de palmas em produção aumentou gradualmente e alcançou até 98 porcento em aproximadamente 48 meses após plantio no campo. O peso médio do palmito comestível obtido de um estipe foi de 1.066,68 g. Cada estipe cortado conteve 6,31 quilogramas de biomassa que poderia ser reciclado ao plantio. O número médio de perfilhos cortado de uma planta em ano dois, três, quatro e cinco foram 0,74, 1,93, 2,58 e 3,98 perfilhos por planta, respectivamente. Rendimento de palmito comestível foi de 0,72 toneladas por hectare no segundo ano após plantio, 2,78 toneladas por hectare no terceiro ano, 3,53 toneladas por hectare no quarto ano e 3,90 toneladas por hectare no quinto ano após plantio. Entretanto, estimou-se que 5,18, 13,5, 18,08 e 27,9 toneladas por hectare de biomassa, respectivamente, foram produzidas para reciclagem no plantio no segundo, terceiro, quarto e quinto anos após plantio no campo. O conteudo de açucar foi baixo na folha comestível mas aumentou gradualmente na direção da parte inferior do estipe comestível. O custo de produção de palmito comestível sob estas circunstâncias experimentais foi estimado em RM2,16 por quilograma. Isto requereu um investimento total de RM8.759 por hectare para o primeiro ano de estabelecimento. O ponto de equilíbrio ocorreu aos 3,5 anos após o plantio no campo, supondo uma densidade de 1.111 plantas por hectare e um preço de RM3.000 por tonelada de palmito. Isto incluiu a margem de lucro que leva em consideração o custo total de produção e o preço do produto. A pupunha foi observada a crescer vigorosamente sob as circunstâncias de Sabah. É viável plantar e os palmitos são bem aceitados pelo povo.
Observações: US$1 = RM 3.80; germoplasma = Yurimaguas (raça Pampa Hermosa)
BALICK, M.J. 1979. Amazonian oil palms of promise: a survey. Economic Botany, v.33, n.1, p.11-28.
Apresentação gerais sobre 25 palmas oleaginosas produtoras de frutos com alto teor de óleo; apresentado com destaque a pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), de cujo fruto é possível ser extraído de 13,5% - 14% de óleo. Por este motivo, associado ainda a utilização do palmito, a pupunha é considerada como um alto potencial econômico.
BERKEMBROCK, F. 1999 Desafios para implantação de uma usina comunitária. In: SEMINÁRIO DO AGRONEGOCIO, 1., 1999, Porto Velho. Palmito de pupunha na Amazônia: anais. Porto Velho: Embrapa Rondônia/Sebrae-RO. p.35-39
Informações sobre implantação de uma usina comunitária, baseadas no conhecimento dos objetivos da associação, seus associados, a estrutura organizacional, os produtos e as perspectivas futuras.
BERNHARDT, L.W. 1999. Características do palmito da pupunheira do ponto de vista do processamento. In: SEMINÁRIO DO AGRONEGOCIO, 1., 1999, Porto Velho. Palmito de pupunha na Amazônia: anais. Porto Velho: Embrapa Rondônia/Sebrae-RO. p.24-33
A principal característica do palmito da pupunheira do ponto de vista do processamento é a sua baixa atividade enzimática, com conseqüente escurecimento bastante lento. São abordados, ainda, assuntos sobre os cuidados na implementação de uma usina de beneficiamento, definição do produto, tipos de sabor, estilos, tamanhos, fatores essenciais de composição e qualidade, critérios de qualidade (cor, meio de cobertura, sabor, textura, classificação dos defeituosos, aceitação), aditivos alimentares (gomas vegetais, pectinas, alginatos, amidos modificados), contaminantes, higiene, pesos e medidas, enchimento da embalagem, rotulagem, métodos de análise e amostragem.
BLANCO M., A.; MONTERO C., M.; FERNANDEZ P., M.; GOMEZ S., G.1993. Desarrollo de una estrategia para promover el aprovechamiento de pejibaye (Bactris gasipaes) en Costa Rica. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1993, San José. 4. Congreso Internacional Sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.423-429
Apresentação dos resultados de vários estudos sobre o uso doméstico da pupunha em Costa Rica. Um número considrável de produtos, com alto grau de aceitabilidade (mais de 75%), podem ser preparados a partir do fruto. Porém, devem ser controlados os níveis de gordura, fibra, amido e umidade, pois afetam a qualidade do produto final. Os frutos podem também ser usados como fonte de importantes calorias, proteínas, ferro, cálcio, vitaminas A, B1, B2, C e niacina.
BLANCO, A.; MONOZ, L.; GERITA, V. 1987. Disponibilidade biologica de los carotenos de pejibaye (Bactris gasipaes) como fuente de vitaminas "A". Tres Rios: INCIENSA. 26p.
Quatro introduções de pupunha foram caracterizadas fisicamente por: tamanho de fruto, cor e presença de estrias no exocarpo, sabor e porcentagem de polpa comestível. Quantificou-se o conteúdo de extrato etéreo e dos carotenóides totais em frutos cozidos e crus, e estimou-se a retenção desses nutrientes pelo efeito da cocção. A biodisponibilidade dos carotenóides foi avaliada mediante depleção-repleção em vitamina "A", medindo-se o grau de eficiência da conversão dos segmentos na vitamina mediante a reserva hepática de retinol em ratos adultos. As características físicas das introduções estudadas foram muito variáveis. Os frutos foram divididos em
tamanho grande, médio e pequeno; a coloração do exocarpo entre verde, amarelo e alaranjado, somente uma das amostras apresentou frutos de casca raiada; o sabor entre pouco e muito saboroso. O conteúdo da porção comestível foi em média 68% sendo a amplitude de 65% a 70%. O conteúdo do extrato etéreo no fruto cru variou entre 8,2g% BS e 11,5g% B), e no cozido, entre 5,7g% BS e 13,4g% BS. A cocção não modificou o conteúdo de óleo original pois a retenção foi de 96%, exceto em uma introdução na qual as perdas de nutrientes foram significativas (p=0,05). As introduções foram agrupadas em três níveis de carotenóides: baixo (4,8-6,7mg% BS), médio (13,1mg% BS)
e alto (29mg% BS) no fruto cru; quando cozidos mantiveram a mesma ordem: 4,8-6,6mg% BS, 11.2mg% BS e 29,9mg% BS. A cocção não modificou significativamente o conteúdo dos pigmentos, resultando em retenções maiores que 85%. O estudo biológico mostrou diferenças significativas de eficiência de conversão dos carotenóides em vitamina A, sendo os valores de absorção de 5% a 38%. A eficiência de alimentação das ratas com as dietas à base de frutos de pupunha e caseína, em diferentes quantidades de retinol, não mostraram diferenças significativas. Observou-se que a cor do exocarpo está diretamente relacionada ao conteúdo de carotenóides e inversamente proporcional ao teor de extrato etéreo. Para as introduções estudadas estimou-se que é necessário consumir pelo menos um fruto por dia para suprir os requerimentos de retinol na alimentação.
BONACINI, L.A. 1999. O mercado de palmito nacional e internacional. In: SEMINÁRIO DO AGRONEGOCIO, 1., 1999, Porto Velho. Palmito de pupunha na Amazônia: anais. Porto Velho: Embrapa Rondônia/Sebrae-RO. p.15-18
Por todos os aspectos tratados neste documento, pode-se vislumbrar um futuro promissor para o cultivo da pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), tanto no aspecto econômico como no social, viabilizando os esforços de capital e trabalho nas localidades em vias de desenvolvimento, que caracterizam a maioria das áreas das regiões Norte e Centro-Oeste do País. Por esse caminho também passam a eficiência técnica, a disponibilidade de recursos para investimento e a organização das pessoas em torno de um objetivo comum.
BRESSANI, R.; ELIAS, L.G.; MOLINA, M.R. 1977. Composition and potencial use of some tropical fruits. Archivos Latinoamericano de Nutrición, v.27, p.475-479
Apresentação do papel nutricional das frutas que podem desempenha dieta de baixa qualidade, utilizadas como fontes de vitamina A e ácido ascórbico. São também apresentadas informações sobre alguns frutos tropicais desconhecidos existentes na América do Sul e que poderiam ser utilizados com componentes alimentar por serem ricos em proteína e conter vitamina A e ácido ascórbico. Em estudos realizados sobre a composição química de alguns desses frutos, pode ser comprovado seu aproveitamento para alimentação animal, e outros apresentaram
alto conteúdo de óleo e proteína, oferecendo possibilidades industriais.
BUILES, E.J. C.; VERNAZA, A.J.F. 1993. Diseño y evolución de una planta procesadora de chontaduro. In: Congreso Internacional Sobre BiolOgia, Agronomia, E Industrializacion del PiJuayo, 4., 1993, Costa Rica. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia, e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica, p.292-293. Resumo da Tese.
A Colômbia possui localização privilegiada diante de outros países, o
qual deriva inúmeras vantagens do tipo agrícola, de inversão e de produtos em geral. É necessário incentivar o cultivo de pupunheira devido aos múltiplos usos do tipo agroindustrial que tem, como a obtenção de palmito e de fruto, em suas diferentes apresentações. A construção de uma fábrica de enlatados do fruto de pupunheira é uma alternativa que traria benefícios positivos à região, pois demandaria mão-de-obra na forma direta e indireta, o que contribuiria para a nivelação da balança comercial colombiana. A avaliação econômica do projeto, mostra muito boa rentabilidade, o qual indica a viabilidade do mesmo.
CHAVES, J.M.; PECHNICK, E.; MATTOSO, I.V. 1948/1950. Pupunha (Guilielma speciosa Mart.): estudo de constituição química e do valor alimentício. Trabalho e Pesquisas, v.3, p.209-215. E em Revista de Química Industrial, v.17, n.198, p.14-16.
O estudo da constituição química dos frutos da Amazônia, tem demonstrado a importância que eles representam na alimentação humana. A exploração do cultivo da pupunha, merece a atuação dos governantes pelo alto valor alimentício que contêm. O resultado do
estudo qualifica a população com fruto de elevado potencial de pró-vitamina A e enquadra o óleo extraído do fruto entre os tipos de azeite comestível. A polpa do fruto, rica em gorduras é suficientemente amilácea e permite o preparo de excelente farinha, com sabor agradável.
CHAVEZ PAREDES., E.; ALVAREZ G., G. 1993. Desarrollo de un método de secado de frutos de pijuyao en finca. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E
INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1993, San José. 4. Congreso Internacional Sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.437-440
Estudos sobre: a) desenvolvimento de métodos apropriados para obtenção de "chips" da polpa de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.); e b) avaliação de três métodos de secagem solar, combustão e forno. Foram utilizados cinco tipos de frutos sem semente, sem casca (operação realizada com soda cáustica e ácido cítrico), cortados, lavados e pré-cozidos, que diferiam em cor e conteúdo de óleo. Os pedaços de polpa foram secos a 60ºC, durante 13h-16fazer, em estufa, perdendo umidade gradativamente (55%-64% de perda). Os frutos secos a 50ºC, por 4h-5h, em forno de lenha, com ar forçado, perderam umidade mais rapidamente (48%-60% de perda). No secador solar a temperatura diurna foi de aproximadamente 37%-46%, e a perda de umidade, de 46%-61%, em três dias.
CHAVEZ-PAREDES., E.; D´ARRIGO-HUAPAYA, M. 1993. Estandardización del proceso y parámetros de enlatado de palmito pijuayo. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1993, San
José. 4. Congreso Internacional Sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica.
p.371-374.
Estudos sobre a avaliação do efeito do estado de desenvolvimento da pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) na produção e qualidade do palmito, sob diferentes tratamentos, e determinação dos parâmetros apropriados para o armazenamento e envasamento de ecótipos com e sem espinhos. Com base nos resultados, foi concluído que: a) para as plantas de 18 a 22 meses de idade, a porcentagem de palmito
utilizável diminuiu, e o número dele requerido por lata aumentou com a
idade da planta, devido ao aumento da porção fibrosa; b) o tratamento térmico ótimo não variou significativamente com o tamanho da planta (115ºC, durante 15min); c) o palmito não pode ser processado logo após a colheita, sendo recomendado cortes nas extremidades e imersão em parafina, para redução de perdas; d) a acidificação dos palmitos envasados em ácido cítrico a 0.65% diminui o pH de 6.7 para 5.0, em 60 dias; os valores de pH, no entanto, foram superiores a 4.6,
recomendado para conservação do palmito.
CIOCCA, M.L.E. 1993. Estudio sobre la producción del palmito obtenido de la palma de chontaduro. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACIIÓN DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.293 Resumo da Tese.
Levantamento realizado sobre a possibilidade de uma agroindústria de pupunha altamente rentável para a Colômbia. Existe uma tecnologia primária, aplicável a uma comunidad como a dl Pacífico, onde não se conta com meios sofisticados e onde há limitações marcantes quanto a aplicabilidade de tecnologia avançada. A alternativa de produzir pupunha é uma possibilidade ante a queda do mercado. O plantio
reduz-se a 400 palmeiras/ha e seu envasamento como produto final é similar ao palmito ou de qualquer alimento que se comercializa enlatado.
CLEMENT, C.R.; BOVI, M.L.A. 1999. Novos mercados para palmito – minimamente processado e "pronto para uso". In: SEMINÁRIO DO AGRONEGOCIO, 1., 1999, Porto Velho. Palmito de pupunha na Amazônia: anais. Porto Velho: Embrapa Rondônia/Sebrae-RO. p.19-23
Descrição sobre palmito in natura, fresco ou minimamente processado, pronto para uso, e as necessidades de pesquisa e desenvolvimento. Informações também sobre os mercados existentes e ainda sobre um mercado que não existe ou é ainda incipiente – "pronto para uso".
CLEMENT, C.R.; SANTOS, L.A.; ANDRADE, J.S. 1999. Conservação de palmito de pupunha em atmosfera modificada. Acta Amazonica, Manaus, v.29, n.3, 437-445.
O mercado do palmito de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) está expandindo rapidamente no Brasil e diferenciando-se com a inclusão do palmito fresco ou minimamente processado. Em virtude de ser altamente perecível, a conservação desse palmito fresco é difícil e requer estudos de conservação em refrigeração aliada à atmosfera modificada. As qualidades sensoriais do palmito fresco foram avaliadas ao longo de sua conservação sob refrigeração, em sacos de polietileno, com e sem absorvente de oxigênio. A textura, crispidez, fibrosidade, umidade, adstringência e irritação permaneceram aceitáveis ate aos 25 dias, embora altamente variáveis de dia a dia, provavelmente devido à variação entre os genótipos em cada embalagem. A cor, aparência, doçura e amargor permaneceram aceitáveis ate quatorze dias, deteriorando a partir do 18º dia. O amargor aumentou significativamente (p= 0,02) no tratamento com absorvente de oxigênio, especialmente partir do 18º dia, sendo a principal característica responsável pela rejeição do palmito. O uso do absorvente de oxigênio não aumentou significativamente a vida de prateleira do palmito fresco, embora o polietileno usado pudesse ter reduzido a eficácia do absorvente.
CLEMENT, C.R.; AGUIAR, J.P.L.; ARKCOLL, D.B. 1998. Composição química do mesocarpo e do óleo de três populações de pupunha (Bactris gasipaes) do rio Solimões, Amazonas, Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, v.20, n.1, p.115-118.
A composição do mesocarpo e do óleo do mesocarpo de frutos de
pupunha foram determinadas em amostras aleatórias das populações
de Benjamin Constant, Fonte Boa e Coari, Amazonas, Brasil. Aspopulações foram diferentes nos teores de óleo (10,1±6,6%; 8,8±6,1%; 21,0±11,6% peso seco, respectivamente) e de outros carboídratos. Benjamin Constant tem os frutos maiores (102±32g), mais ricos em amido (71,6±8,3% peso seco), enquanto que Coari tem os frutos menos (32±9g), mais ricos em óleo. Existe muita variação na quantidade (de 03,% a 35%) e na composição do óleo, com a soma dos ácidos graxos insaturados, variando de 20% a 80%. Não foram encontradas diferenças entre as médias das populações para os teores dos ácidos graxos porque houve muita variação dentro das populações, especialmente para os ácidos palmítico (17% a 75%) e oléico (12% a 76%).
CLEMENT, C.R. 1989. The potencial use of the pejibaye palm in agroflorestry systems. Agroforestry Systems, v.7, p.201-212
Apresentação sumarizada do potencial da pupunha para pequenos produtores, especialmente em sistemas agroflorestais. O fruto pode ser um importante adicional para alimentação e renda familiar (ambos diretamente) ou para alimentação animal. O processamento do fruto cozido para usos culinários tem um grande potencial, onde os excedentes podem ser comercializados. A produção de palmito, em pequena escala, pode ser um importante também fator adicionante para a alimentação e renda familiar. A produção de óleo talvez seja interessante somente quando novas variedades forem desenvolvidas. Existem limitações ecológicas para o cultivo da pupunha. Requerimentos agronômicos, práticas para pequenos produtores,
importância em sistemas agroflorestais são discutidos. Uma lista de pesquisas desenvolvidas na América Latina e os germoplasmas existentes na região são relatados.
CLEMENT, C.R.; ARCKOLL, D.B. 1989. The pejibaye palm: economic potential and research priorities. In: WINCKENS, G.E.; HAQ, A.Y.P.., ed. New crops for food and industry. London: Chapman & Hall. p.304-322
Apresentação de alguns tópicos sobre a pupunha (Bactgris gasipaes
H.B.K.) tais como: distribuição geográfica, composição química dos cachos, frutos, mesocarpo, qualidade de proteína e óleo, potencial de usos (alimentação humana e animal) e produtividade, palmito.
CLEMENT, C.R. 1987. A pupunha, uma árvore domesticada. Ciência
Hoje, v.5, n.29, p.42-49.
A pupunheira (Bactris gasipaes), uma espécie da família Palmae, foi
realmente domesticada pelos ameríndios. Todas as partes da planta podem ser aproveitadas: a raiz - como vermicida, o estipe (tronco) - como madeira para a construção de casas, fortificações, arcos, flechas, arpões, varas de pesca; as flores masculinas, após caírem, como tempero; as folhas - para tecer cestas, cobertura para
habitações e outros objetos; os caules secundários - como
alimentação (palmito); o fruto - como alimento de grande importância,
pois contém razoável quantidade de proteína, óleo, caroteno (pró-vitamina A, frequentemente ausente na dieta alimentar do amazônida)
e, sobretudo, amido; pode ser consumido cozido, ou para extração de
óleo ou fabricação de farinha, que pode ser armazenada durante todo
o ano). Por sua importância, tem como objetivo principal o consumo humano direto, o fabrico de farinha, a produção de óleo comestível e a preparação de ração animal. O documento descreve a composição do fruto, o método de fabricação da farinha, a produção do óleo, o
aproveitamento como ração animal e a tecnologia do palmito.
CLEMENT, C.R.; ARKCOLL, D.B. 1985. El Bactris gasipaes H.B.K.
(Palmae) como cultivo oleaginoso: potencial y prioridades de investigación. In: INFORME DEL SEMINÁRIO/TALLER SOBRE OLEAGINOSAS PROMISORIAS, 1985, Bogotá. Informe... Bogotá: PIRB. p.160-179.
Este trabalho avaliou com detalhes os resultados alcançados, até o momento, sobre os estudos com pupunha na produção de óleo, e sugere algumas prioridades de pesquisas essenciais para desenvolver o potencial dessa espécie. A pupunha tem um amplo potencial para transformar-se em um cultivo visando a produção de óleo nos trópicos úmidos. O melhoramento para produção de plantas mais produtivas não é uma tarefa muito difícil. A pupunha tem boa aceitação como azeite insaturado em mercados nacionais e internacional. O aproveitamento desse potencial requer um programa de pesquisa específico para produção de óleo, que deve contar com apoio financeiro a longo prazo, por ser, ainda, uma missão desconhecida.
COSTA RICA. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Tecnológicas. 1980. Aprovechamiento industrial del pejibaye (Bactris gasipaes). San José: CONICIT/CIPRONA. 302p. Anexos.
Pesquisas sobre a pupunha envolvendo: produção, comercialização,
extração e caracterização, presença de toxinas, parâmetros de
qualidade do palmito, estudos de variedades, alternativa de produção vegetal (comparável à de dendê), e tecnologia apropriada para produção de óleo comestível.
CRUZ, P.J.F. 1993. Comparación de harina de chontaduro entero (Bactris gasipaes H.B.K.) contra alimentos balanceados y maiz amarillo. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrializacion del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.293-294 Resumo da Tese.
O fruto da pupunha possui 12% umidade o que facilita a moagem em sistemas de martelo A farinha obtida desse fruto pode ser obtida por um processo simples, eficiente e de baixo custo, em média, um rendimento de 50% do peso do fruto, podendo ser conservada por longo período, sem apresentar danos físicos ou químicos. Pode substituir em 100% a farinha do milho, apresentando melhores resultado em peso, consumo alimentar e valor nutricional. A adição de outra fonte de proteína (farinha de pescado) torna mais aceitável por parte dos animais, melhora a relação energia-proteína, o que
transforma em menor tempo o mesmo peso corporal. A transformação e conservação em 60 dias do fruto em farinha permite aproveitar épocas de alta de frutos para diminuir os cultos de 1kg/farinha. A farinha de pupunha mostra perspectivas de superar dietas balanceadas nos aspectos da qualidade e baixos preços de ração na
época de alta produção.
DELGADO, C.L., CIOCCIA, A.; BRITO, O. 1988. Utilization of the fruit of pijiguao (Guilielma gasipaes) as humam food. I. Background, nutritional
and energetic potential and characteristics of plant and fruit. Acta Científica Venezolana, v.69, p.90-95.
Revisão de trabalhos publicados na literatura a respeito da utilização do fruto de pupunha na alimentação humana, principalmente cozido e para a produção de uma farinha empregada em vários tipos de alimentos na Venezuela e no Território Federal Amazonas,. Também
são apresentados resultados de um estudo sobre o potencial nutricional do fruto, onde se descreve a fruta e a árvore. O fruto, rica fonte de vitaminas A e C, e que possui quantidades médias entre os
vegetais para riboflavina e tiamina, e iguais para ferro, cálcio e fósforo, foi utilizado como fonte de energia em substituição parcial do amido de milho e da proteína caseína em rações alimentícias para ratos em crescimento. Os resultados do ensaio biológico indicaram que a
adição da pupunha, até a um nível de 36,5% nas rações, não reduziu o PER significativamente e não interferiu na utilização da energia presente na dieta. Como resultado dessa evolução, considera-se interessante que se inicie outros estudos, tendendo a caracterizar mais detalhadamente seu potencial alimentício na condições de processamento do fruto, com o propósito (se necessário) de aumentar o rendimento na produção de farinha e melhorar sua qualidade como alimento para humano.
DU BOIS, D. 1928. Les plantes alimentaires chez tous les peuples et a travers les ages. I. Phanérogames frutiéres. Paris: Paul Le Chevalier. V.3, p.591-593
Informações sobre o valor nutritivo do fruto de pupunha (Bactris utilis).
EELMAN, R.W.N.; SALCEDO, T.P. 1993. Estudio de factibilidad para el montaje de una planta productora de harina de chontaduro en el Valle del Cauca. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACIIÓN DEL PIJUAYO, 4., 1991,
Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.294. Resumo da Tese.
Foi estimado o tamanho de mercado ou demanda atual e futura da farinha de pupunha em nível nacional (Colômbia). Assim como, identificadas as implicações para o Valle de Cauca, tais como a determinação e seleção do processo produtivo e outros aspectos técnicos para determinar a viabilidade financeira do projeto mediante os indicadores econômicos mais usuais.
FERNANDEZ P., M.; BLANCO M., A.Y.; MORA URPI, J. 1995. Contenido de ácidos grasos en cuatro poblaciones de pejibaye, Bactris gasipaes (Palmae). Revista de Biologia Tropical, v.43, n.1/4, p.61-66
Trabalho sobre a determinação do conteúdo de umidade, extrato
etéreo e seis ácidos graxos (C16:0 a C18:3) em quatro populações de
pupunha, em frutos frescos e cozidos. Foi encontrado um aumento do conteúdo de umidade, uma redução de extrato etéreo (P<0.05) nas amostras cozidas em comparação com as cruas. A cocção não modificou o perfil dos AG, pois foram encontradas diferenças )p<0.05) entre populações, em quatro AG. A gordura de pupunha caracteriza-se por ser principalmente monoinsaturada (45,6%, em média) e Ter uma relação de AG poliinsaturada a saturada baixa (0,5%). O perfil de ácidos graxos (AG) da pupunha crua: ácido oléico (32,6% a 47,8%),
ácido palmítico (320,5% a 40,3%), ácido linoléico (11,2% a 21,1%),
ácido palmitoléico (5,7% a 7,1%), ácido linoléico (1,5% a 5,5%) e ácido esteárico (1,7% a 2,4%).
FERREIRA, V.L.P.; BOVI, M.L.A.; IADEROZA, M.; SHIROSE, I. 1993.
Características de qualidade do palmito da palmeira Bactris gasipaes
H.B.K. de diferentes regiões do Estado de São Paulo. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1993, San José. 4. Congreso Internacional Sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.403-421.
A parte comestível do estipe da pupunha (palmito e porção macia)
com espinhos foi estudada quanto ao rendimento, características
bioquímicas, físicas e sensoriais, com idades de sete a oito anos. As
enzimas peroxidase e polifenoloxidase foram detectadas na porção
comestível em níveis considerados baixos, quando comparados com
os encontrados nas variedades do gênero Euterpe. O palmito e as
porções macias não apresentaram defeitos de aparência e suas
salmouras foram avaliadas, respectivamente, como límpidas com
coloração amarela-esverdeada e ligeiramente turva com coloração
amarela mais escura. Os produtos processados apresentaram o componente vermelho da cor (a+ Hunter), excetuando os da cidade de Ubatuba, que apresentou componente verde (-a Hunter). As porções comestíveis de todas as palmeiras foram consideradas de cor creme.
Na avaliação de sabor, as amostras de palmito não diferiram estatisticamente entre si (a=5%). Quanto à textura, o palmito proveniente de Pariqueraçu (avaliado como macio) diferiu significativamente das demais amostras (avaliadas como "ligeiramente
firme" a "firme". As porções macias do estipe diferiram significativamente (a=5%) quanto ao sabor. As avaliações de textura e nível de qualidade não mostraram diferenças significativas entre as diversas amostras.
FERREIRA, V.L.P.; GRANER, M.; BOVI, M.L.A.; DRAETTA, I.S.; PASCHOALINO, J.E.; SHIROSE, I. 1982. Comparação entre os palmitos de (Guilielma gasipaes Bailey) (pupunha) e Euterpe edulis Mart. (juçara). I Avaliações físicas, organolépticas e bioquímicas. Coletânea
ITAL, n.12, p.255-272.
O palmito-pupunha foi avaliado comparativamente com o de juçara, considerado de melhor qualidade e maior valor comercial. Os aspectos físicos, organolépticos e bioquímicos foram levantados, bem como a aceitação e comestibilidade dos palmitos preparados sob a forma de sopa. Ao contrário do palmito-juçara, o palmito-pupunha não apresentou atividade das enzimas polifenoxidase e peroxidase, tendo
apresentado, após o processamento, cor amarelada e boa aceitação,
tanto sob a forma de conserva, sopa cremosa, em relação ao palmito-juçara.
FERREIRA, V.L.P.; GRANER, M.; BOVI, M.L.A.; FIGUEIREDO, I.B.; ANGELUCCI, E.E; YOKOMIZO, Y. 1981/1982. Comparação entre os palmitos das palmeiras Guilielma gasipaes Bailey (pupunha) e Euterpe edulis Mart. (juçara). II. Avaliações físicas e químicas. Coleção ITAL, v.12, p.273-282.
Dados sobre as curvas de titulação de quatro cortes do palmito de pupunha e sobre a composição química dos palmitos de pupunha e juçara são apresentados. Os dados mostraram que o palmito de pupunha apresenta menor poder-tampão e maiores concentrações de açucares redutores e totais que o de juçara. Quanto aos ácidos orgânicos, o de pupunha apresenta o láctico e o juçara o málico. A composição mineral, os teores de aminoácidos e a composição de ácidos graxos apresentam algumas diferenças entre as duas espécies de palmito.
GALLARDO, V.M. del S.; SIERRA, C.E.M. 1993. Condiciones de secado para la obtención de harina de chontaduro (Bactris gasipaes ). In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACIIÓN DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.294-295 Resumo da Tese.
O tempo ótimo para desativação da peroxidade é de 20min, com a
temperatura da água em 105ºC e a interna do produto em 103,88ºC. Isso evita o aparecimento de ranço na farinha. Para evitar perda do fruto durante a safra, deve ser retirada a casca do fruto uniformemente maduro por meio químico, sendo necessário colocá-lo em uma solução de NaOH, a 15% de fervura, por 3min. A secagem ideal para secagem da pupunha é a de 60ºC.
GARAICO K., C.; ESPINOZA, P.Y. 1993. Efectos del almacenamiento en frío en la concervación del chontaduro (Bactris gasipaes H.B.K.)..In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.295-296. Resumo da Tese.
O armazenamento a 6oC e à umidade relativa de 70% a 75% foi a
maior duração do produto, com qualidade de mercado aceitável.
Nestas condições é possível armazenar pupunha em sacos de
plástico por até 25 dias, sem que haja alterações significativas às
características físicas e químicas. O ataque de fungos foi mais evidente no produto armazenado em sacos de plástico sem perfuros. Portanto, é necessário um tratamento com um fungicida para esse tipo de armazenamento. Para maior conservação do produto desgranado recomenda-se armazená-los com sua bráctea floral ou cálice floral remanescente, porque a ausência destes torna o fruto mais sensível aos ataques microbianos e a perdas de peso. Armazenamento ao frio até aos 25 dias, conserva a textura igual à inicial, após esse período, o
fruto sofre murchamento.
GARAICOA I., C.; ESPINOSA PIEDRAHITA, Y. 1985. Efectos del almacenamiento en frio en la conservación del chontaduro (Bactris gasipaes, H.B.K.). Cali: Universidade del Valle. 62p.
Estudo sobre um método de embalagem e conservação a frio de
palmito de pupunha fresco desembainhado e com bainha, após a colheita.
GARCIA, R.O. 1993. Utilización de la harina de chontaduro en la elaboración de productos para el consumo humano. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACIIÓN DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo.
San José: Universidad de Costa Rica. p.295-296 Resumo da Tese.
A utilização da pupunha em forma de farinha é uma forma de
aproveitamento do fruto em diferentes áreas da indústria alimentícia. A
farinha moída com casca representa menor perda de matéria-prima e,
segundo análises realizadas, contém porcentagens maiores de
proteínas, cinzas e ácidos graxos, que quando sem casca. Quando a
farinha é secada em alta temperatura perde a umidade, o que permite
maior período de conservação, sem perda de cor e odor, durante
meses de armazenamento. É possível produzir pães de alto valor
nutritivo adicionando farinha de pupunha na de trigo em até 16%, sem
que seja alterada as características organolépticas do pão. A mistura
ideal da farinha de pupunha à de milho é de 50%. Não é recomendada
sua adição a outros produtos.
GARCIA T., D.E. 1989. Caracterização físico-química do fruto e da fração lipídica do mesocarpo de três raças de pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.) mantidos no Banco Ativo de Germoplasma do INPA-AM. Manaus: INPA. 81p. Dissertação Mestrado.
Apresentação das médias dos parâmetros do fruto da pupunha de três raças, mantidas no BAG do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia Ocidental (INPA), em Manaus, AM (Brasil), assim como das características físicas, físico-químicas e químicas do mesocarpo e das respectivas frações lipídicas. Com base nos resultados: 1) a raça Pará
pertence ao grupo racial ´Microcarpa´, a Solimões, ao grupo racial ´Mesocarpa´ e a Putumayo, ao grupo ´Macrocarpa´; 2) a raça Pará possui maior porcentagem de óleo; 3) a raça Solimões destina-se ao consumo humano; 4) a raça Putumayo é recomendada como matéria prima para indústria; 5) a composição dos ácidos graxos das raças Solimões e Putumayo é similar, mas a da raça Pará é diferente em virtude da baixa porcentagem de ácidos linoléicos.
GOIA, C.H. 1992. Processamento, caracterização e estabilidade da farinha
da pupunha (Bactris gasipaes H. B. K.). Manaus: INPA. 71p. Dissertação Mestrado.
A pupunha das raças: Putumayo A. (vermelha), Putumayo B (vermelha), Putumayo C (amarela), Solimões (vermelha), Pampa Hermosa (laranja-esverdeada) e Coari-Solimões (laranja-esverdeada), provenientes da Estação Experimental de Fruticultura Tropical do
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), foram processadas em forma de farinha. Após branqueamento (100oC/20min), descasque, fatiamento do mesocarpo, secagem em estufa (45ªC a 50oC), com circulação forçada de ar, moagem e peneiramento. As farinhas foram acondicionadas em sacos de plástico
transparentes, selados hermeticamente após o enchimento, embalados em sacos de papel e estocados em condições ambientais por sete meses. Foram determinadas a composição química, os índices de acidez ( mensalmente), peróxido, iodo, saponificação e conteúdo de carotenóides totais. Houve diferenças no rendimento, composição química e estabilidade das farinhas provenientes de raças diferentes. Rendimento das farinhas em relação ao peso do cacho (12,39% a 23,57%), umidade residual(7,24% a 9,34%), proteína total (4,06% a 6,60%), extrato etéreo (8,86% a 22,40%), açúcares solúveis totais (6,41% a 8,82%), fibras (1,11% a 2,44%), cinzas (0,75% a 1,34%) e carotenóides totais (1,74mg% a 9,80mg% - base seca). As
condições de estocagem propiciaram a oxidação da fração lipídica e dos carotenóides totais. A raça Pampa Hermosa destacou-se como a
mais adequada para produção de farinha.
GOMES, J.B.M. 1996. Pupunheira: uma planta alternativa para produção
racional de palmito. Informativo da Sociedade Brasileirade Fruticultura, v.5, n.3, p.14-16.
A pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.), palmeira originária da Amazônia, naturalmente adaptada a solos de baixa fertilidade e ao clima adverso
da região, possui múltiplas utilidades: extração de óleo, farinha para alimentação humana e animal, extração de palmito e ainda o uso do
fruto cozido de agradável sabor. A pupunheira produz até 20t de frutos/ha e está integrada ao hábito alimentar da população regional.
As vantagens da pupunheira como produtora de palmito: a) cultivo racional; b) colheita em nove meses, nos 12 meses do ano; c) crescimento rápido; d) precocidade com o primeiro corte ao segundo ano; e) baixos índices de substâncias oxidantes, o que proporciona
alterações mínimas no sabor e aroma, após o beneficiamento; f) sabor
agradável; g) maior resistência à quebra, durante o processamento; e
h) qualidade nutritiva. O palmito de pupunha é superior ao palmito de
açaí em: calorias, proteínas, lipídios e glicídios. Também é superior à cenoura, ervilha-vagem, feijão-vagem e ao aspargo.
GONGORA L., J.; YOUNG L., N. Tabla de composición de alimentos
colombianos. Bogotá: Instituto Nacional de Nutrición. 35p.
Descrição da composição química do fruto de pupunha: água - 52.2g, proteínas - 3.3g, ácidos graxos 4.6g, carboídratos - 37.6g, fibra - 1.4g, cinzas - 0.9, cálcio - 23mg, fósforo - 47mg, ferro - 0.7mg,
vitamina A .I, tiamina - 0.04mg, riboflavina - 0.11, niacina - 0.9mg, ácido ascórbico - 20mg.
JOHANNESSEN, C.L. 1967. Pejibaye palm: physical and chemical analysis of the fruit. Economic Botany, v.21, n.4, p.371-377.
Informações detalhadas sobre a análise química do fruto da pupunha,
realizada no Instituto de Nutrição do Centro América e Panamá.
LANZARIN, E.C. 1999. Produção de pupunha em grande escala por uma cooperativa de produtores na Amazônia. In: SEMINÁRIO DO AGRONEGÓCIO, 1., 1999, Porto Velho. Palmito de pupunha na Amazônia: anais. Porto Velho: Embrapa Rondônia/Sebrae-RO. p.8993
Informações sobre a COOPERAMA: o porquê do projeto pupunha, benefícios do palmito, implantação da indústria, em Rondônia (Brasil).
LEAL, D.; KASS, D.; LOK, R.; KOPSELL, E.; MUHAMMAD IBRAHIM. 2000. Evaluacion participativa de alternativas agroforestales para la produccion de palmito (Bactris gasipaes) en tierras de ladera del Atlantico de Costa Rica. Agroforesteria en las Americas, Turrialba, v.7, n.26, p.14-16
Estudo sobre a viabilidade agroecologica, economica e sociocultural da consorciacao de milho (Zea mays) e caupi (Vigna unguiculata) com pupunha jovem (cinco a oito meses) para palmito (PJ) e da fertilização orgânica (FO) e Arachis pintoi como cobertura viva (AP), em uma zona de ladeira na regiao Atlantica de Costa Rica. O milho produziu 13541 espigas/ha; caupi, 0,275t/ha-1; PA, 1167,1000 e 833 palmitos/ha, com ou sem FO com AP, respectivamente. O crecimento en diâmetro e altura da pupunheira jovem foi maior em consorciação com caupi, cultivos que o PA foi melhor com PO. Milho e caupi geraram benefícios líquidos (BN) de US$ 334 e 162ha-1, respectivamente. Para FO e AP, o BN foi de US$ 680 e 60ha-1, respectivamente. Caupi consorciado com pupunha foi a inovação mais aceita pelos produtores.
LIMA, H.C.; MIRANDA, R.M. Industrialização do palmito da pupunheira. In: SEMINÁRIO SOBRE A PUPUNHEIRA E SUAS POTENCIALIDADES ECONÔMICAS, 1., 1991, Manaus. Anais... Manaus: SEPROR. 20p.
Informações sobre a industrialização do palmito de pupunha, incluindo
custos e investimentos de uma unidade industrial. Comentam-se as etapas de processamento e a estimativa de preços de mercado, custos e rentabilidade de uma indústria de palmito em conserva, com capacidade para processar 50t/mês do produto drenado. São abordados, também, os aspectos técnicos de produção.
MORI-PINEDO, L.A.; PEREIRA FILHO, M.; PEREIRA, M.I.O. 1999. Substituição do fubá de milho (Zea mays L.) por farinha de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) em rações para alevinos de tambaqui (Colossoma macropomum Cuvier 1818). Acta Amazonica, Manaus, v.29, n.3, p.447-453.
São apresentados os resultados da substituição do fubá de milho por farinha de pupunha, através do desempenho em crescimento e composição corporal de alevinos de tambaqui, alimentados durante 112 dias com quatro dietas, constituídas de uma ração padrão e três níveis de substituição do fubá de milho. Os resultados demonstraram que a farinha de pupunha pode substituir completamente o fubá de milho nas dietas para estes alevinos, sem afetar seu desempenho e composição corporal.
MORSBACH, N.; RODIRGUES, A. dos S.; CHAIMSOHN, F.P.; TREITNY, M.R. Pupunha para palmito: cultivo no Paraná. Londrina: IAPAR, 1998. 56p. (IAPAR. Circular, 103).
Informações técnicas sobre o cultivo da pupunha (para palmito) no Estado do Parana, envolvendo: a) condições para o cultivo; b) características da planta; c) propagação e produção de mudas (colheita e tratamento das sementes, semeadura, transplante para o viveiro, tratos culturais no viveiro, adubação no viveiro, seleção de mudas); d) plantio (espaçamento, tamanho das covas); e) calagem e adubacao (calagem, adubação de plantio e de produção, adubação com macronutrientes; f) tratos culturais (manejo de plantas daninhas, pragas e doenças); g) corte e colheita; h) manejo de perfilhos e resíduos; i) redimento econômico e custo de produção.
MUNSELL, H.E; WILLIAMS, L.O.; GUILD, L.P.; KELLEY, L.T. Mc NALLY, A.P. HARRIS, R. 1950. Composition of food plants of Central America. VI. Costa Rica. Food Research, v.15, n.5, p.379-404.
Apresentação de análise realizada em 154 tipos de plantas de Costa Rica para determinação do conteúdo de água, sais minerais e valor nutricional. No caso da pupunha, em frutos cozidos e sem sementes, foram encontrados em 100mg de frutos: 60% de água, 1,727mg de caroteno, 39,5mg de ácido ascórbico, 2,25mg de ferro e 0,154mg de riboflavina.
MUNSELL, H.E.; WILLIAMS, L.O.; GUILD, L.P.; TROESCHER, C.B.; NIGHTINGALE, G.; HARIS, R. 1949. Composition of food plants of Central América. I. Honduras. Food Research, v.14, n.1, p.144-164.
Em uma análise da composição nutricional de 121 plantas
alimentícias de Honduras foi verificado que a pupunha (fruto) contém
em 100mg: 36,4% umidade; 8,17mg extrato etéreo; 0,8mg de fibra; 0,633mg de N e outros componentes. A pupunha representada pela variedade vermelha tem menores teores de umidade que a amarela. A maior diferença nas análises foi quanto ao teor de caroteno, que
variou de 2,760mg a 0,835mg/ 100 mg do fruto. Uma característica importante é o alto teor de niacina apresentado por essa espécie.
MURILLO, M. 1993. Utilización de la harina de pejibaye en la alimentación de aves e cerdos. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA, E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional de Biologia,
Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de
Costa Rica. p.441-462
Apresentação dos resultados obtidos em diferentes ensaios realizados
com frangos de corte e postura, galinhas e suínos, para avaliação do
efeito da substituição parcial ou total do componente calórico da dieta
(milho/sorgo) por farinha de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), obtida por meio de processamento do fruto inteiro. São mostrados os resultados favoráveis do emprego dessa farinha em todas as espécies avaliadas, pois a substituição total do milho ou do sorgo, os resultados quanto ao consumo de alimento, ganho de peso e conversão alimentar foram muito satisfatórios. Informa também sobre a necessidade de a farinha ser tratada tecnicamente (farinha não tratada não produz os mesmos resultados), saber controlar os níveis de fibra crua na dieta (pode ser feito com a inclusão de ráquis, raquila). Sendo observados todos esses detalhes, a farinha de pupunha pode substituir totalmente os produtos importados para alimentação desses animais em Costa Rica.
MURILLO R., M.; KRONEBERG, A. 1987. Estudio preliminar sobre factores inhibidores de enzimas proteolíticas en la harina de pejibaye (Bactris gasipaes). Revista de Biologia Tropical, v.31, n.2, p.227-31
Foram avaliados os fatores antinutricionais da farinha de pupunha, utilizada como substituto de milho e sorgo, em dietas para rato, que tiveram efeitos adversos quanto ao aumento de peso, consumo e conversão alimentar. Não foram observados problemas quando os
animais foram alimentados com farinha de pupunha previamente autoclavada. O extrato aquoso de farinha de pupunha inibiu a ação caseinolítica da panereatina no porco, efeito que desapareceu ao ser submetida ao tratamento térmico da solução. Aparentemente, existe um inibidor de enzimas proteolíticas de baixo peso molecular na
farinha de algumas variedades de pupunha. São abordados alguns dados sobre a composição química do fruto e da farinha de pupunha.
NARANJO, H.J.; FRANCO, A.J. 1993. Efeito del encerado en la conservación de frutos de chontaduro (Bactris gasipaes H.B.K.). In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACIIÓN DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.296-297 Resumo da Tese.
A imersão dos frutos de pupunha em parafina (enceramento, que permite uma aplicação mais uniforme da capa) em temperatura ambiente, seguida de refrigeração, retarda em 50% a fermentação e o ataque de fungos, e contribui para conservação da textura, uma vez que reduz a desidratação, mantendo a aparência e a firmeza do fruto. No entanto não age na cicatrização de feridas já existentes nos frutos.
OLIVEROS N., A.; PEÑA AVILES, C.E. 1988/1993. Diseño de una linea de flujo para la conservación de los frutos de chontaduro ( Bactris gasipaes, HBK) en envase de vidrio. Cali: Universidad del Valle. 82p. Tese. E em CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACIIÓN DEL PIJUAYO, 4., 1991,
Iquitos. p.297-298 Resumo da Tese.
O estudo determina as operações necessárias e sua ordem sequêncial
para o processamento e posterior conservação do fruto de pupunha. Realizaram-se ensaios com as variedades mais comuns no mercado de Cali (Colombia) , tais como as variedades vermelhas e amarelas (frutos com e sem casca), utilizando-se salmora e jarabe em diferentes
concentrações, variando os tempos de aplicação e os tratamentos
térmicos.
ORTIZ, A.J; CALDERON, S.; CORDERO, O.L.; ARGUELLO, O. 1984. Características del palmito fresco y procesado al horno de la palma de pejibaye (Bactris gasipaes). Turrialba, v.34, n.1, p.85-89.
Descrição sobre algumas características físicas e composição química do palmito de pupunha, assim como o resultado de algumas provas do seu cozimento. Detectou-se que o rendimento linear do coração
(km/M) está relacionado ao diâmetro do talo mediante uma função do
tipo Y=0,060 exp. (0,54X). O coração representa aproximadamente
20% do peso do talo para uma mesma unidade de longitude. O efeito do número de capas que cobrem o palmito, sobre a medida do peso e as características sensoriais durante o cozimento foi estudado para as diferentes combinações de temperatura e tempo. Os melhores resultados obtidos foram a 250ºC e 300ºC, aos 25 minutos. Ambos tempos de cozimento mostraram resultados similares com duas capas, no entanto, houve maior aceitação geral para o cozimento de três capas em 300ºC e aos 25min. As provas preliminares de
armazenamento mostraram que o produto é altamente perecível e fácil
de contaminação durante o processo de esfriamento; situação que
pode ser superada com o uso de uma câmara fria para esse propósito.
PARRA, S.F.; MARULANDA, O.C. 1993. Pérdida de peso y tiempo máximo de almacenamiento para el fruto de palma de chontacuro (Guilielma gasipaes). In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACIIÓN DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica p.298-299 Resumo da Tese.
A área superficial dos produtos perecíveis é um fator para considerar
dentro do desenho de modelos matemáticos que permitam predizer as perdas de peso e os tempos máximos de armazenamento para uma dada condição ambiental. Para pupunha foi encontrada uma boa relação de valores: A= 0,01653 + 0,00097 (Wo). Ao ser analisado os valores obtidos para o parâmetro que representou o comportamento
da superfície de um produto com uma membrana porosa foi notado uma tendência para um (1); comprovando que a maior parte da área superficial da pupunha se comporta como uma membrana porosa, sendo, por conseguinte, 95% permeável; logo, o tempo de
armazenamento é curto. Com base nos resultados, não é recomendável o armazenamento em refrigeração, o que ocasionaria
danos nos frutos pelo excesso de frio.
PECHNICK, E.; GUIMARÃES, L.R. Contribuição ao estudo dos alimentos
da região amazônica. Arquivos Brasileiros de Nutrição, v.15, n.1, p.15-24
Apresentação de dados referentes à composição química, do potencial vitamínico e minerais da Amazônia, dentre os quais a pupunha, ótima fonte de vitamina A.
PEREIRA FILHO, M.; PINEDO, L.A.M. 1991. Algumas possibilidades de aproveitamento dos frutos da pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.). In: SEMINÁRIO SOBRE A PUPUNHEIRA E SUAS POTENCIALIDADES ECONÔMICAS, 1., 1991, Manaus. Anais... Manaus: SEPROR. 17p.
Uma contribuição para o desenvolvimento de alternativas de utilização
industrial (tanto em nível caseiro como em agroindústria) do fruto e do palmito do estipe da pupunheira. No detalhamento do projeto, quanto aos frutos, são abordadas algumas possibilidades de uso do fruto (ótima fonte de nutrientes) tanto para consumo humano como para animal, na forma in natura ou cozida; podem também ser transformados em outros produtos, quando submetidos a algumas tecnologias. Dentre as formas de beneficiamento, citam-se; óleo, amido, produtos alimentícios alternativos a partir de farinha extraída do
mesocarpo (panificação, bebidas fermentadas, conservas), bem como a avaliação da estabilidade e aceitação destes produtos pela
população local. Através da análise bromatológica em frutos de
diversas raças, foram feitas a identificação e quantificação de
carotenóides pró-vitamínicos, além de outras vitaminas e minerais de
interesse. No tocante ao palmito, pretende-se quantificar seus constituintes nutricionais, caracterizar suas propriedades físico-químicas, bem como desenvolver, alternativas tais como: salmoura, marinados, sopas ao creme, além de fritos tostados e outros.
PIEDRAHITA, C.A.; VELEZ P., C.A. 1982/1993. Métodos de obtención y
conservación de las harinas obtenidas a partir de los frutos de la palma de chontaduro Bactris gasipaes, H.B.K.) Cali: Universidade del Valle. 83p. Tese Mestrado. E em CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA, E INDUSTRIALIZACION DEL
PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. p.299-300. Resumo da Tese.
É possível a obtenção de farinha de pupunha por métodos tradicionais de moagem. O moinho de martelos é o mais indicado. O armazenamento da farinha obtida a partir da polpa do fruto, previamente desidratada, tem uma boa conservação por um período de um (1) ano; sendo, para isso, necessário um embalagem hermeticamente fechada, não transparente e suficientemente ao ataques de pragas. Esses tipos de embalagem conservam o valor
nutritivo em alta porcentagem. B-caroteno é o único que sofre perdas
durante o beneficiamento, por motivo da secagem e exposição à luz.
Polpa desidratada e farinha armazenadas em umidade superiores a
12h% dificultam o processo de moagem, além de serem suscetíveis
ao ataque de fungos e, consequentemente, à deterioração. Para obtenção de farinha de melhor qualidade é recomendável a utilização de desumidificadores para controlar variáveis como: umidade relativa,
velocidade do ar, temperatura, além de outras mais. A secagem da polpa em secadores rurais tipo samoa é possível e oferece bons resultados, lembrando que a umidade relativa do ar ambiental não deve ser alta (maior que 78%. Com frutos destacados tem-se um
rendimento de 50% de farinha, contra 25% de frutos presos aos cachos.
PIEDRAHITA G., C. 1980? Valor nutritivo y posibilidad de industrialización
del chontaduro en Colombia. Cali: Universidad del Valle. 20p.
Estudo sobre os frutos de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) o alto valor
nutritivo da pupunha, comprovando a existência de: equivalência nutritiva igual ao ovo de galinha, alto conteúdo de B-caroteno (pró-vitamina A), minerais, aminoácidos essenciais, ácidos graxos, proteínas, dentre outros. Apresentação da viabilidade econômica para industrialização, demonstrando um grande potencial para mercados nacionais e internacionais.
PIEDRAHITA G., C. 1993. Conservación de los frutos de la palma chontaduro (Bactris gasipaes, H.B.K.). In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1993, San José. 4.
Congreso Internacional Sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del
Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.431-436
Estudo sobre as técnicas para conservação do fruto de pupunha,
tais como solução relativa, refrigeração, esterilização, assim como dos vários métodos para a preparação e armazenamento de farinhas. De acordo com os resultados, concluiu-se que: a) frutos inteiros com casca, escaldados e posteriormente cobertos com uma solução salina (20%), podem ser conservados por dois meses; b) frutos refrigerados podem ser conservados por 60 dias, a 6ºC, com umidade relativa de
70% a 75%. No entanto, foi necessário o uso de fungicidas, quando a umidade relativo foi superior a 75%, ou quando os frutos foram armazenados em sacos de plástico; c) frutos com ou sem casca, esterilizados por 45min, a 12ºC, puderam ser armazenados por um (1)
ano, utilizando soluções alcalinas a 3% ou 4%; d) a farinha pode ser armazenada por um (1) ano, usando sacos opacos e hermeticamente fechados. Com relação à moagem da polpa do fruto para fabricação de farinha, recomenda-se que a umidade dela seja inferior a 12h% (o período de secagem requerido é de 16h , a 60ºC, com umidade relativa de 50%). A moenda de martelos produz melhores rendimentos. Controle de insetos e umidade é necessário para conservar a qualidade da farinha.
PUPUNHA, é ótimo para consórcio. 1987. Informativo EMBRAPA-UEPAE Rio Branco, v.2, n.5, p.3.
A pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.), pertencente à família das
palmeiras, faz parte do folclore de inúmeras tribos indígenas do trópico
úmido. Muitos devem conhecê-la, mas poucos sabem do seu elevado
valor nutritivo. Essa palmeira forma touceira de vários brotos (perfilhos) e quando adulta é comum encontrar-se de dois a cinco brotos frutificando simultaneamente. Seu tronco é cilíndrico e cresce até a uma altura de 20m, com algumas variedades apresentando espinhos nos entrenós, outras não. O fruto, que apresenta grande
variação de forma e cor, é oleoso, alguns apresentando 46% de óleo.
Em 100g de polpa do fruto foi detectada a seguinte constituição química: 170 calorias; 2,2g de proteína; 2,2g de graxa; 39g de carboídratos; 262mg de cálcio; 50mg de fósforo; 0,6mg de ferro; 0,82mg de vitamina A; 0,06mg de vitamina B1; 0,28mg de vitamina B2; e 851,35mg de vitamina B5. Esta palmeira pode também ser explorada para produção de palmito, cuja colheita pode feita a partir de dois
anos, após o plantio. A EMBRAPA-UEPAE Rio Branco possui recomendações técnicas, que se encontram no plano Estadual de Consolidação do Projeto de Colonização Humaitá para 1988 e 1992.
PUPUNHA ou piotú. 1951. Trabalhos e Pesquisas do Instituto de Nutrição, v.4, p.132
A análise bromatológica do fruto revelou que o mesmo contém: água - 69, 6, protídios - 2,0, lipídios - 2,2, glucídios - 19,4, celulose - 5,6, sais - 1,2, valor energético 106,1 cal. Quanto a determinação de pró-vitamina A: 8,9mg de Beta-caroteno por 100g de polpa (14800 unidades internacionais).
RAYMOND, W.D.; SQUIRE, J.A. 1951. Pewa or peach nuts from Trinidad. Colonial Plant and Animal Products, v.2, n.3, p.203-205.
Apresentação dos resultados da análise química dos frutos das
pupunhas (Guilielma speciosa e G. utilis) cultivadas em Trinidad.
ROJAS, J.M.; SERRUYA, H.; BENTES, M.H S. 1949. Chemometric classification of five peach palm (Bactris gasipaes H.B.K.) landraces (Juruá and Vaupes). JAOCS, v.71, n.2, p.127-133
Uma análise multivariada de componentes principais (PCA), análise
de grupos mirárquicos, método do vizinho mais próximo (KNN) e um programa de modelagem independente de classe de analogia (SIMCA) foram os métodos utilizados para classificar plantas de diferentes raças de pupunha. Essas operações estatísticas foram aplicadas em dados de 19 plantas. Cada dado continham diferentes variáveis definidas, como: características químicas do mesocarpo e características físicoquímica do óleo. As plantas eram provenientes de dois tipos de raças diferentes. A técnica dos principais componentes
separam as raças em duas classes distintas. A metodologia do vizinho mais próximo e o programa de modelagem confirmou essa classificação. O dado final da modelagem contém dezesseis plantas com oito variáveis. Estes resultados mostraram a utilidade dos métodos químicos para classificação de espécies botânicas. Estes métodos deverão auxiliar na identificação de novas plantas oleaginosas.
ROJAS-BORRILLON, A; CHAVES, A.; ARROYO, C. 1993. Valor nutritivo del ensilaje de fruto de pejibaye (Bactris gasipaes). In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA, E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso
Internacional de Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San
José: Universidad de Costa Rica. p.463-468.
Com a utilização da técnica de micro silos, foi estudado o valor nutritivo e as características fermentativas de ensilagem do fruto inteiro da pupunha, previamente triturado antes do armazenamento em silos. Determinou-se que a forma de armazenagem da pupunha afeta a composição nutritiva da ensilagem. Ao ensilar a pupunha
integralmente, foram quantificados um maior conteúdo de: matéria seca (49,3% vs 44,4%), proteína crua (5,93 vs 4,95%), extrato etéreo (11,65 vs 11%) e parede celular (26,15% vs 19,8%); e menores conteúdo de: carboídratos solúveis (5,48 vs 7,66%), amido (24,45% vs 17,15%) e digestibililade in vitro da matéria seca (83,7% vs 88,2%). A ensilagem da pupunha integral, apresentou as seguintes características fermentativas: maiores valores de pH (4,10% vs 4,05%), porém menores perdas de matéria seca (7,54% vs 21,5%); ambos contendo níveis de ácido láctico, acético e butírico de ensilagem de boa qualidade. Com base nesses resultados, a ensilagem pode ser uma alternativa confiável e menos onerosa para a
conservação da pupunha, além de assegurar a disponibilidade contínua desses ingredientes nos sistemas de produção animal nos trópicos.
ROJAS-BOURRILLON, A.; CHAVES, A.; AGUIRRE, D. 1993. Características nutricionales y fermentativas de ensilajes de mezclas de forraje king grass (Pennisetum purpureum) y pulpa de fruto integral de pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K.). In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA, E INDUSTRIALIZACION DEL
PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional de Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de
Costa Rica. p.469-480
Apresentação da técnica de micro silos para analisar as características nutricionais e fermentativas da mistura ensilada da forrageira king grass (ao 70 dias de idade, cortada a 1,7cm) e pupunha (colhida madura). A pupunha foi aproveitada a polpa com casca ou o fruto integral (casca, polpa, semente), previamente triturados. O material foi mesclado seguindo a proporção: 0 (somente o pasto), 72:25 (pasto:pupunha), 50:50 e 25:75, em base fresca. A adição crescente de pupunha causou incrementos ao conteúdo de matéria seca, extrato etéreo, amido, e reduções no conteúdo de proteína crua e parede celular. A digestibilidade in vitro de matéria seca apresentou uma tendência quadrática, obtendo-se as maiores digestibilidade nas ensilagem com polpa de pupunha. A incorporação da pupunha reduziu os valores de pH e promoveu incremento nas concentrações de ácido láctico e reduções nas de ácido acético e butírico. os resultados demonstraram que a adição da pupunha melhora a qualidade e o processo fermentativo da ensilagem de forrageiras tropicais, notadamente quando incluída em 50% de mistura fresca.
ROJAS-BOURRILLON, A.; ROJAS, O.; BOSCHINI, C. 1993. Efecto del procesamiento sobre la degradabilidad de la materia seca del fruto integral de pejibaye (Bactris gasipaes HBK). In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA, E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional de Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.481-488.
Mediante a técnica de saco de nylon, foi comparado o efeito de diferentes processamentos sobre a degradabilidade ruminal do fruto integral de pupunha. Farinhas de frutos foram preparadas por meio de secagem com ar forçado a 60ºC, 80ºC e 100ºC, ou cocção e secagem a 5min, 15min, 25min e 35min, a uma temperatura 116ºC, e pressão de 1.05kg/cm. Foi utilizado um controle de farinha de milho. As farinhas processadas por secagem apresentaram um diâmetro geométrico menor e sua aparência na forma de pó foi superior, quando comparadas às processadas por cocção e à de milho. A degradabilidade ruminal das farinhas preparadas por secagem foi maior que a de milho (p0.05), sem existir diferenças entre temperaturas. Similarmente, as farinhas cozidas apresentaram uma maior degradação quando comparadas à de milho (p0.05), sem existir diferenças entre temperaturas. Ao considerar as médias, foi detectada uma maior degradabilidade de farinhas cozidas com relação às de secagem, ambas maiores que a de milho. As taxas de degradação foram de 0.078/fazer, 0.060/fazer e 0.057/fazer, respectivamente. Os resultados indicam que a pupunha pode ser classificada como uma fonte energética rapidamente fermentável em nível ruminal, alterando sua degradabilidade através de processamentos.
SALCEDO T., P.; BELMAN RODRIGUEZ, W.N. 1984. Estudio de factilidad para el montaje de una planta productora de harina de chontaduro en el Valle del Cauca. Cali: Universidad del Valle. 132p. Dissertação Mestrado.
Determinação da viabilidade técnico-econômico de uma planta produtora de farinha de pupunha no Valle de Cauca (Colômbia), como produto final para consumo humano. Para isso, foi estimada a demanda atual e futura da farinha de pupunha, determinando e selecionando o processo de produção, como também a viabilidade financeira do projeto pelos indicadores econômicos mais usados.
SEBRAE-AM (Manaus, AM). 1993. Projeto de palmito. Manaus. Não
paginado.
O projeto visa a implantação de uma fábrica de palmito extraído da pupunheira. O investimento fixa um planejamento operacional de produção custo e incentivos fiscais para a instalação do empreendimento. Detalha com minúcias as etapas do processo.
SEMINÁRIO DO AGRONEGÓCIO, 1., 1999, Porto Velho. Palmito de pupunha na Amazônia: anais. Porto Velho: Embrapa Rondonia/Sebrae-RO. 93p. (Embrapa Rondônia. Documentos, 41).
O Seminário teve como objetivo analisar, discutir e estudar com especialistas o potencial e os entraves ‘a consolidação do agronegócio do palmito de pupunha na Amazônia ocidental, propondo estratégias para o seu desenvolvimento.
SILVA, A.F.; OLIVEIRA, G.C.; CHAGAS, V.R. 1991. Aspectos ercadológicos para industrialização de produtos da pupunheira. Manaus: SEBRAE-AM. l9p.
Objetivou-se mostrar algumas vantagens para a implantação de agroindústria palmiteira no estado do Amazonas. Trata-se do cultivo da pupunheira, planta que perfilha e oferece condições de corte no segundo ano de vida; apresenta maior diâmetro e, consequentemente, produz palmito de excelente qualidade, sobretudo, com a utilização de espécies sem espinhos no caule, o que facilita seu manejo para a industrialização do palmito. Costa Rica é o único país em que a
agroindústria palmiteira floresceu, tendo como base a pupunheira. No Brasil, no estado do Amazonas, existe apenas um projeto de 300ha, onde a pupunheira é utilizada para produção de palmito. São feitos comentários sobre o mercado nacional e internacional do produto, objetivando mostrar algumas vantagens para a implantação do
empreendimento.
SOTERO S., V.E. 1989. Adequação tecnológica do fruto da pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.), raça `Macrocarpa` Putumayo, mantida no Banco Ativo de Germoplasma de pupunha do INPA - Manaus-AM. Manaus:
INPA. 69p. Dissertação Mestrado.
A partir dos frutos da pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), raça ´Macrocarpa´ Putumayo, colhidos no BAG do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), em Manaus, foram preparados: farinha desengordurada, conserva (utilizando salmoura a 3%, como
líquido de cobertura), e refresco (resultante da bebida fermentada).
SOUZA, V.F. de 1999. A parceria Embrapa e Cooperama. In: SEMINÁRIO DO AGRONEGÓCIO, 1., 1999, Porto Velho. Palmito de pupunha na Amazônia: anais. Porto Velho: Embrapa Rondônia/Sebrae-RO. p.75-77.
Relato sobre a experiência de parceria entre a Embrapa Rondônia e a Cooperama.
TABORA, P.C.; MEDLICOTT, A.; RAMIREZ, T.; SALGADO, T. 1993. Advances in the evaluation of palm-heart sources in Honduras. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA, E INDUSTRIALIZACION DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso
Internacional de Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo. San José: Universidad de Costa Rica. p.225-235
A Fundación para la Producción Agrícola de Honduras tem avaliado a
produção de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) como potencial de fonte de palmito. As características de pós-colheita foram avaliadas em comparação com coco, babaçu, palmeira real, juçara e dendê. Frutos
de pupunha e palmeira demostraram que podem ser armazenados por duas semanas em sacos de plásticos, à vácuo, abaixo de 10ºc, e permanecer viáveis. As características do processo foram avaliadas; algumas vezes a pupunha mostrou-se superior às outras palmeiras.
TRACY, M.D. 1987. Utilización de harina de pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K.)en la elaboración de pan. Archivos Latinoamericanos de Nutrição, v.37, n.1, p.122-131
Estudos para determinar a possibilidade de substituir a farinha de trigo pela de pupunha na panificação. Foi feito um teste de três misturas distintas: 90:10, 85:15 e 80:20, ou seja, o percentual de farinha de trigo e de pupunha, respectivamente. Pães foram confeccionados e as massas analisadas. Os resultados indicaram uma relação inversa,
tanto entre o tempo de desenvolvimento da massa, como a manutenção da solidez da mesma, e o conteúdo de farinha de pupunha presente na mistura. Aparentemente, os problemas de crescimento da massa não permitem a utilização de quantidades significativamente maiores que 10% de farinha de pupunha em misturas compostas destinadas a panificação. As análises químicas demonstraram o alto valor nutritivo da pupunha. Embora, mistura com maior porcentagem de farinha de pupunha tenha seu conteúdo de proteínas diminuído, tem, porém, aumentados os níveis de vitamina A
e graxos, o que garante uma forma de enriquecimento nutricional. Como conclusão do estudo, parece que a mistura de 90% de farinha de trigo com 0% de pupunha, seja o nível ideal de substituição nos pães testados.
TRACY, M. 1986. Processing and some potential uses of pejibaye (Bactris gasipes H.B.K) meal. Interciencia, v.11, n.4, p.173-177.
Considerações práticas sobre o processamento da pupunha como
alimento para aproveitamento humano e animal, assim como sobre as estratégias de mercado dos subprodutos. Foi discutido e avaliado o custo final dos produtos, ficando constatado serem necessários estudos sobre o melhoramento de espécies, equipamentos, processos e tempo de industrialização.
TRACY, M.D. 1985. Notas sobre el procesamiento y algunos usos alternativos del pejibaye Bactris gasipaes H.B.K.). In: SEMINARIO TALLER SOBRE OLEAGINOSAS PROMISORIAS, 1., 1985, Bogotá. Informe... Bogotá: PIRD. P.144-159
Informações sobre o custo de produção, processamento e preço final da produção. São discutidos os fatores do fruto que interferem no
processamento, tais como: umidade, fatores inibidores e putrefação. A farinha foi avaliada em diversos aspectos: confecção de pão em mistura com trigo; sendo ressaltado os problemas relacionados com essa operação. A farinha para consumo humano necessita de melhores estudos sobre medidas de controle de qualidade.
VAN DER LINDEN, M.; LÓPEZ CABREJOS, R. 1990. Utilización de palmeras amazónicas en el nororiente peruano. Revista Forestal del Perú, v.17, n.1, p.65-74.
O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa aplicada para obterem-se informações sobre as formas de utilização e aproveitamento de palmeiras nativas amazônicas. O questionário foi aplicado durante uma reunião, em 1987, de representantes das comunidades nativas da Amazônia Norte do Peru, em que se discutiu a problemática do desenvolvimento dos grupos étnicos. Considerando a importância alimentar, econômica e social da palmeiras nativas na vida do homem amazônico, pretende-se promover a criação de um programa de investigação científica e tecnologica desse valioso recurso natural, a fim de proprocionar seu aproveitamento integral em benefício de um crescente número de pessoas, principalmente do ponto de vista alimentar.
YUYAMA, L.K.O.; YONEKURA, L.; AGUIAR, J.P.L.; SOUSA, R.F.S. 1999. Biodisponibilidade de vitamina A da pupunha (Bactris gasipaes Kunth) em ratos. Acta Amazonica, Manaus, v.29, n.3, p.497-500.
Considerando a magnitude da hipovitaminose A como problema de saúde publica no mundo e a disponibilidade de frutos ricos em pro-vitamina A, como a pupunha, na região amazônica, determinou-se a biodisponibilidade de vitamina A da mesma em ratos, utilizando o método preventivo. Os resultados indicaram ser a pupunha uma fonte de vitamina A altamente biodisponível, com eficiência relativa de 250,8% quando comparado com o grupo controle (100%).
YUYAMA, L.K.O.; COZZOLINO, S.M.F. 1996. Efeito da suplementação com pupunha como fonte de vitamina A em dieta: estudo em ratos. Revista Saúde Pública, v.30, n.1, p.61-66.
Estudo do efeito da suplementação com pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), polpa cozida e transformada em farinha, como fonte de vitamina A, em dieta regional de Manaus, AM (Brasil), por meio de ensaio biológico com ratos. A metodologia utilizada foi da depleção dos animais em zinco e vitamina A, seguida da repleção com a dieta egional (DR), DR + pupunha, DR + vitamina A e dieta controle (DC). A dieta foi elaborada para famílias com rendimentos inferiores a dois salários-mínimos. Foram utilizados ratas albinas pós-parto, cada qual com seis filhotes machos, que receberam ração à base de caseína lavada com EDTA a 1%, sem adição de Zn e vitamina A, por 25 dias, com a finalidade de obtenção de animais recém-desmamados deficientes nesses dois nutrientes. O período de repleção dos animais, recém-desmamados, foi de 30 dias e o delineamento foi inteiramente casualizado com quatro tratamentos de oito animais cada. A uplementação efetuada seguiu as recomendações do "Committee on Laboratory Animal Diets". Os parâmetros empregados para a avaliação da utilização de vitamina A foram as concentrações de vitamina A no fígado e plasma e o crescimento dos animais. Ao final do experimento observou-se que os animais que consumiram a ração à base da dieta regional de Manaus, suplementada com pupunha e vitamina A, apresentaram, respectivamente, concentração significativamente maior de vitamina A no fígado, 43,3,5µg/g ± 6,5µg/g e 42,0,5µg/g ± 4,3 µg/g em relação à dieta regional, 5,5,5µg/g ± 1,1µg/g (p_ 0,05). A quantidade de zinco presente na dieta regional de Manaus, 10,7mg diários, foi biodisponível quando avaliada pela concentração de zinco nos fêmures. Os resultados sugerem que existe necessidade de suplementação da dieta regional de Manaus com vitamina A para a manutenção das reservas hepáticas, podendo, para tanto, ser utilizada a fonte natural da pupunha.