AGUIAR, J.P.L.; CLEMENT, C. 1984. Composição de flores masculinas de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K. - Palmae). Acta Amazônica, v.14, n.1, p.322-323.
Estudo sobre a composição das flores masculinas da espécie Bactris gasipaes, que, ocasionalmente, são consumidas como legume ou misturadas a outros ingredientes como condimento, pois possuem sabor e cheiro suaves e agradáveis. A análise revelou que o valor nutritivo dessas flores contém apenas baixos níveis de proteína (1.2%), gordura (2,8%) e razoáveis níveis de carboídratos (15%).
BEACH, J.H. 1984. The reproductive biology of the peach or "pejibaye" palm (Bactris gasipaes) and a wild congener (B. porschiana) in the Atlantic lowlands of Costa Rica. Principes, v.28, n.3, p.107-119
Estudo sobre a biologia reprodutiva da pupunha, sendo caracterizado primeiramente seu habitat de florescimento. São apresentados detalhes descritivos e ilustrativos sobre a inflorescência e morfologia floral, e descritos a fenologia, os insetos visitantes e os prováveis polinizadores, (sendo os curculionídeos considerados os maiores responsáveis pela polinização).
CARVALHO, A. R. V. de. 1997. Associação de bactérias diazotróficas e fungos micorrízicos arbusculares em mudas de pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.) e de dendezeiro (Elaeis guineensis Jaquim). Tese (Mestrado em Ciência do Solo) – Instituto de Agronomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica. 261 p.
Para comprovar a eficiência das bactérias diazotróficas endofiticas e dos fungos micorrízicos arbusculares na contribuição da nutrição nitrogenada e fosfática para as mudas de dendê e pupunha, foram conduzidos em casa de vegetação dois experimentos de inoculação com esses microrganismos. O experimento com as mudas de pupunheiras teve como substrato 70% de solo do horizonte B de Podzólico Vermelho-amarelo (Alfissol); 20% de areia lavada, 10% de fosfato de rocha Patos de Minas e 2,11 g de FTE Br 12 para cada 3 kg da mistura. O ensaio foi conduzido em blocos ao acaso, utilizando recipientes de polietileno contendo 3 kg de substrato com dez repetições e oito tratamentos, representados pela Testemunha (T1); 14 mg de N/planta, a cada 25 dias (T2); inoculação de uma mistura de três bactérias diazotróficas isoladas de raízes de pupunheira e dendezeiro, sendo duas de espécies de Herbaspirillum e uma de A. brasiliense sem Glomus clarum (T3); inoculação de uma mistura de estirpes padrões de Azospirillum lipoferum (260), Herbaspirillum seropedicae (Z67) e Burkholderia sp (130) sem inoculação de G. clarum (T4); inoculação do fungo micorrízico arbuscular G. clarum sem bactérias diazotróficas (T5); Tratamento 3 com a inocula conjunta de G. clarum (T6); Tratamento 4 com a inoculação conjunto com G. clarum (T7); e o Tratamento 8 onde as plantas foram fertilizadas com N (14 mg de N/planta, a cada 25 dias) e inoculadas com G. clarum. As mudas foram mantidas nessas condições por 270 dias após a inoculação. Foram utilizadas plantas pré-germinadas de pupunheiras sem espinhos, oriundas de Santa Maria Madalena-RJ (Brasil). As bactérias diazotróficas foram inoculadas no momento do plantio, em recipientes contendo turfa (9,53 g . recipiente-1, contendo 10R . cél. g-1. A inoculação de FMA foi feita utilizando 1 ml de suspensão contendo, aproximadamente, 30 esporos de G. clarum/planta. Quanto ao experimento com dendê, o substrato utilizado foi 45% de solo do horizonte B de um Podzólico Vermelho-amarelo (Alfissol); 45% de areia lavada e 10% de fosfato de rocha Patos de Minas; e 2,11 g de FTE Br 12 para cada 3 kg da mistura, experimento em blocos ao acaso, com a utilização de recipientes de polietileno, contendo 3 kg de substrato; constando de doze repetições e nove tratamentos: testemunha (T1); 14 mg de N (NH4)2SO4, a cada 25 dias (T2); inoculação com uma mistura de três bactérias diazotróficas, isoladas de raízes de pupunheira e dendezeiro (duas espécies de Herbaspirillum e uma de A. brasiliense sem G. clarum (T3); inoculação de uma mistura de estirpe padrões de Azospirillum soo (260 e Br 17), H. seropedicae (Z 67) e estirpe de M 130 de Burkholderia sp (T4); mistura de FMAs Scutellospora heterograma, S. gregarua e G. clarum (T5); Tratamento 3 + FMAs (T6); Tratamento 4 + FMAs (T7), 14 mg de N, a cada 25 dias + o Tratamento 5 (T8); os tratamentos 3 e 4 sem FMAs (t9). As mudas ficam 270 dias após a inoculação. Foram utilizadas plantas de dendezeiro com 45 dias após a germinação, retiradas de plantas adultas do genótipo Dupey oriundas da CPLAC (Ilhéus-BA, Brasil) . As bactérias diazotróficas foram inoculadas no momento do plantio nos recipientes, sendo utilizados 2 ml. recipiente-1 de uma suspensão bacteriana, contendo 10R cél. ml-1 . A inoculação de FMAs foi feita com 3 ml de suspensão de esporos. Sendo 1 ml contendo 100 esporos de G. clarum. Tanto no ensaio de inoculação com mudas de pupunheiras como também de dendezeiros, o tratamento micorrizado nitrogenado foi o que apresentou o comportamento mais satisfatório dentre os demais tratmentos impostos. As duas espécies de palmeiras estudadas expressaram grau elevado de independência a N, em estágios de mudas. A interação individualmente de estirpes padrões ou isolados não se mostrou satisfatória para a maioria dos parâmetros analisados em ambos experimentos. A interação de ambos os grupos de bactérias diazotróficas utilizadas nos ensaios, com FMAs não evidenciou comportamento satisfatório para a miaioria dos parâmetros analisados, sendo, no entanto, nunca inferiores à testemunha. As estirpes padrões, quando inoculadas conjuntamente com as bactérias diazotróficas, oriundas de palmeiras, contribuíram para uma melhoria de área foliar, conteúdo total de N nas raízes, peso da parte aérea seca, como também do diâmetro e altura das mudas de dendezeiro ao final do ensaio. O tratamento com FMA G. clarum no ensaio com pupunheira em nenhum momento mostrou-se inferior à testemunha, sendo mesmo em alguns parâmetros superiores a esta. As três espécies de FMA utilizadas no ensaio com dendezeiro, quando não eram inoculadas conjuntamente com as diazotróficas, contribuíram tanto para a melhoria da nutrição fosfática quanto à potássica. Tecidos de raízes, folhas e frutos (endosperma da semente e mesocarpo) foram coletados para quantificação e isolamento de bactérias diazotróficas me plantações adultas de dendê e pupunha. Essas amostras eram de três tipos genótipos de dendê (Dura Comum, Dura Dupey, Tenera), e um de pupunha (alaranjada), sendo cinco amostras simples escolhidas ao acaso, para formar cada amostra composta. De cada parte da planta de cada genótipo amostrada se obteve uma amostra composta. No momento da coleta procedeu-se coleta do solo de rizosfera e raízes finas, para quantificação e levantamento da ocorrência das principais espécies de FMAs, que se encontravam na área; quatro repetições foram realizadas para cada média obtida. Foram detectadas bactérias diazotróficas em raízes, colmo, endosperma da semente, e mesocarpo do fruto de plantas adultas dos três genótipos de dendê e no único de pupunha; essas bactérias não foram encontradas na parte aérea das plantas analisadas. As principais espécies de FMAs observadas foram: a) G. macrocarpum; Glomus sp 1 e Acaulospora sp 1, ocorrendo na rizosfera dos genótipos Dupey e Dura Comum; b) G. macrocarpum; Glomus sp 1 e Acaulospora sp 1 e 2, encontrados na rizosfera do genótipo Tenera; c) G. macrocarpum; Glomus sp 1 e Acaulospora sp 2, presentes no genótipo de pupunha (alaranjada). A percentagem do comprimento de raízes finas colonizadas por FMAs, de todos os genótipos de dendê, como também no de pupunha alaranjada foi muito baixa; entre os três genótipos de dendê estudados não havia diferenças marcantes. O números de esporos encontrados para 50 cm3 de solo de rizosfera nas plantas não diferia estatisticamente entre si nos três genótipos de dendê analisados. O número de esporos variou de 357 no genótipo Dupey a 485 em Dura Comum.
CAVALCANTE, P.B. 1976. Frutas comestíveis da Amazônia. 3.ed.rev.aum. Belém: Museu Paraense Emilio Goeldi. p.118-119.
Espécie originária do continente sul-americano e largamente cultivada, pelas populações indígena. A parti de um único pé, a pupunheira forma uma touceira de vários indivíduos. Seu uso é muito comum entre as classes populares, pois além do seu apreciado sabor, constitui um alimento com elevado teor em
vitamina A. Após colhidos, e em condições normais, podem durar até 10 dias sem se deteriorarem. A propagação da pupunheira pode ser feita tanto por sementes como por brotos basais. para tal, a partir de 3 - 4 anos. O aparecimento dos frutos, nas feiras, começa, quase regularmente, no mês de novembro, prolongando-se até
junho do ano seguinte. O clímax da safra está entre os meses de março e maio.
CLEMENT, C.R. 1999. Banco Ativo de Germoplasma de pupunha (Bactris gasipae Kunth, Palmae). In: WORKSHOP PARA CURADORES DE BANCOS DE GERMOPLASMA DE ESPÉCIES FRUTIFERAS, 1997, Brasilia. Recursos genéticos de espécies frutiferas no Brasil: anais. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. p.177-179.
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia (INPA) elegeu, em 1975, a pupunha como especie prioritaria para pesquisa. Em 1977, as primeiras coleções foram feitas, e, em 1979, a primeira etapa do BAG foi instalada com 20 acessos. O enriquecimento do BAG foi feito de forma casual ate 1986, quando então foi paralizado por falta de recursos para manutenção e caracterização. A representativadade do BAG também é casual, com muitas coleções ao longo da calha principal do rio Solimões (Amazonas) e poucas de outras áreas geográficas. A situação calamitosa desse BAG foi relatada por Clement et al. (1993) e Clement & Corandin (!995). Embora o BAG -Pupunha não tenha tido o impacto esperado quando de sua criação (falta de apoio financeiro e humaano), os projetos que apoiaram o BAG ao longo dos anos, tiveram um impacto significativo no desenvoilvimento do cultivo no Brasil e na America Latina. Esses impactos (práticos - identificacao de germopasma, e teóricos - relacionados com a evolução e domesticação das espécies) encontram-se detalhados neste trabalho.
CLEMENT, C.R. 1990. Regeneração natural de pupunha (Bactris gasipaes). Acta Amazonica, v.20, n.4, p.399-403.
Uma apresentação de dados sobre as dificuldades que a pupunheira tem para se reproduzir em condições de competição com espécies arbóreas em florestas secundárias (capoeira), reforçando, portanto,
sua classificação como domesticada. Na rodovia BR-174, km 33, ao norte de Manaus, um pequeno sítio abandonado a 12 anos possuía diversas pupunheiras além de outras fruteiras nativas e exóticas, que permaneceram na capoeira. Esse sítio foi determinado para avaliar o estado das pupunheiras, ali existentes, e o grau de regeneração natural dessa população. Em cada planta foram avaliados: número de estipes (principal e laterais), altura, posição da planta em relação à luz, número de cachos, número de sementes inteiras encontradas num raio de 5m do estipe (levando em conta a inclinação do estipe) e o número de mudas. Foi constatado que, a matéria-prima da regeneração, as sementes, são predadas por humanos (cachos com a maioria dos frutos) e roedores (que eliminam o endosperma). Observou-se que diversas palmeiras arbóreas da floresta amazônica não crescem em altura e nem se reproduzem, se não conseguem uma clareira com luz suficiente. Plantas de Bactris dahgreniana crescem e se reproduzem em clareiras nas florestas da região de Ouro Preto D'Oeste, (Rondônia), Rio Branco e Acre. Plantas de Bactris insignis crescem e se reproduzem na floresta perto de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). A pupunheira reproduz em clareiras antropogênicas e naturais. Os dados, no entanto, reforçam que a pupunheira é domesticada, pois depende da ajuda humana para se reproduzir adequadamente.
CLEMENT, C.R. 1987. Preliminary observations on the developmental curve of pejibaye (Bactris gasipaes H. B. K.) inflorescences. Revista de Biologia Tropical, v.35, n.1, p.151-153.
Mediu-se o comprimento dos primórdios florais da corola de quatro plantas de pupunha. A curva de desenvolvimento é gradual dentro do palmito e acelera sensivelmente quando a folha que subtende o primórdio começa a fotossintetizar. As curvas apresentam diversas irregularidades, provavelmente, as inflorescências que abortaram.
CLEMENT, C.R.; ARKCOLL, D.B. 1985. Observações sobre autocompatibilidade em pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.). Acta Amazônica, v.14, n.3/4, p.337-342.
A pupunheira aparentemente possui duas estratégias que asseguram sua polinização cruzada. Uma delas parece ser um fator genético quantitativo, que inibe a auto-polinização. Para estudar esse fator, duas séries de polinizações controladas foram feitas em duas diferentes populações juvenis. A primeira população apresentou uma média de 19,2% de auto-compatibilidade0, medida em percentagem de frutos férteis produzidos em relação a todas as flores. Entretanto, o coeficiente de variação foi extremamente alto. A polinização aberta em algumas plantas produziu 22% de frutos férteis, com um coeficiente de variação menor, sugerindo que o "fruit set", em geral, foi baixo em uma população, naquela ocasião. A segunda população apresentou em média 37,62% de auto-compatibilidade, com um coeficiente de variação menor. A variação entre as árvores foi
também detectada e mostrou ser considerável. Além do mais, a auto-compatibilidade variou de 0% a 8%, em distribuição normal. O uso de plantas juvenis pode ser a razão da alta variabilidade entre plantas. Apesar da pouca auto-compatibilidade encontrada nessas populações, essa característica é recomendada como descritor para bancos de germoplasma, mas deve ser obtida de plantas adultas para evitar a alta variabilidade juvenil.
CLEMENT, C.R.; MORA URPI, J.E.; COSTA, S.S. 1985. Estimación del area foliar de la palma de pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K.). Revista de Biologia Tropical, v.33, n.2, p.99-105,
A área foliar de dendê tem sido correlacionada com a sua produção,
o que poderia também ocorrer com a pupunheira. Em dendê tem-se usado métodos destrutivos para estimação da área foliar. Este estudo faz uma prova comparativa desses métodos em pupunheira e uma modificação dos mesmos. A área foliar dos folíolos correlacionou com seu comprimento multiplicado pela altura máxima. A variação entre plantas foi muito baixa. O coeficiente de regressão foi estimado em 0,72 e as sub-amostras dos folíolos apresentaram
valores iguais. A área foliar foi correlacionada com a longitude multiplicada pela altura máxima das diferentes sub-amostras de folíolos e multiplicadas pelo numero total de folíolos. Os distintos métodos produziram coeficientes similares, com diferenças
pequenas e não significativas. O uso destes coeficientes para estimação da área foliar de outras folhas das mesmas plantas produziu bons resultados. A modificação dos métodos utilizados mostrou uma eficiência ligeiramente maior, pois é fácil de aplicar e mais recomendável para estudo desta natureza. O coeficiente de regressão obtido para a raça de pupunha estudado foi de 0,583. Não se sabe se este coeficiente é igual para as outras populações. O
índice de área foliar foi estimado para as distâncias das sombras de 6m x 6m e 5m x 5m. Para o primeiro caso variou menos de 1 até quase 3, para o segundo, mais de 1 a mais de 4.
CLEMENT, C.R.; MORA URPI, J.E. 1983. Leaf morphology of the pejibaye palm (Bactris gasipaes H.B.K.). Revista de Biologia Tropical, v.31, n.1, p.103-112
Estudo preliminar sobre a morfologia da pupunha, com a descrição morfológica de suas folhas. As pupunheiras na América Central possuem uma ráquis foliar consideravelmente mais larga que às observadas nas populações do Suriname, supondo-se que, pelo menos, parte dessa diferença tenha fundamento genotípico. Ao contrário do supostos, as árvores mais velhas possuem ráquis de comprimento maior do que as mais jovens. Essa diferença,
possivelmente, seja causada por fatores ambientais, que variam de acordo com a pluviosidade. Os folíolos são agrupados em um mesmo ponto, e cada um deles com diferentes ângulos de inserção na ráquis, dando muitos planos de ordenamento. Essa disposição vantajosa dos folíolos em múltiplos planos desaparece
paulatinamente nas árvores mais velhas, devido ao arqueamento dos folíolos, anulando o efeito dos diferentes ângulos de inserção. Encontrou-se também que existe assimetria entre os lados opostos da mesma árvore com relação ao número de folíolos, comprimento e área total. Foi detectado também que, embora possuindo coroas idênticas, as árvores jovens possuem maior número de folíolos que as mais velhas, apesar de estas últimas apresentarem maior comprimento de ráquis. Isto pode indicar que palmeiras aos doze anos de idade ainda não alcançaram o pleno desenvolvimento, o que leva a supor ser o número dos folíolos menos afetado pelas variações do ambiente que o comprimento da ráquis.
CUADROS, H. 1978. Biometria de racimos y frutos de chontaduro. Bogotá: Secretaría de Agricultura y Fomento. p.18-23 (Secretaría de Agricultura y Fomento. Série Informativa, 1).
Apresentação de dados correspondentes à biometria dos frutos de pupunha em Colômbia.
DAHLGREN, B.E.; STANDLEY, P.C. 1959. Index of American palms. Field Museum of Natural History Publication, n.863, p.301.
A obra descreve as espécies Guilielma gasipaes H.B.K. Bailey, B.
gasipaes, B. speciosa Mart.; inclui ilustração da flor.
DUCKE, A. 1946. Plantas de cultura précolombiana na Amazônia brasileira. Notas sobre espécies ou formas espontâneas que supostamente lhes teriam dado origem. Boletim Técnico do Instituto Agronômico do Norte, n.8, p.2-24.
A informação inclusa neste documento trata da possibilidade de Guilielma speciosa Mart ser derivada da pupunha brava G. microcarpa Huber.
DUKE, J. A. 1970. Ethnobotanical observations on the Choco Indians (Colômbia). Economic Botany, v.24, n.3, p.359.
Breves informações botânica sobre Guilielma gasipaes (H.B.K.), uso do fruto, palmito e madeira.
ESSIG, F.B. 1971. Observations on pollination in Bactris. Principes, v.15, n.1, p.20-24.
Informações sobre as observações realizadas em polinização das populações de Bactris: B. guineensis e B. major Jacquin. O experimento com a primeira espécie foi realizado em uma região com estações chuvosas e secas; a segunda, em terrenos pantanosos. Concluiu-se que o processo de polinização é o mesmo para as espécies, o que supõe-se ser realizada com a ajuda dos insetos. Descarta-se a possibilidade da polinização ser realizada pelo vento, pois esse fenômeno não ocorre nas zonas estudadas.
FERREIRA, S.A.N.; CLEMENT, C.R.; RANZANI, G. 1980. Contribuição para o conhecimento radicular da pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K. - Guillielma gasipaes (H. B. K.) Bailey) 1. Solo Latossolo Amarelo, textura média. Acta Amazônica, v.10, n.2, p.245-249.
São relativamente pouco os conhecimentos agronômicos que se dispõe sobre a exploração racional da pupunheira. Dentre esses conhecimentos, a distribuição do sistema radicular é essencial para o planejamento de sistemas de produção. No presente trabalho, os autores utilizaram o método de tradagens para retirar amostras da massa radicular de sete pupunheiras com dois a nove troncos por pé. As amostras foram separadas, lavadas, secadas e pesadas, com o objetivo de caracterizar a distribuição do sistema radicular em um Latossolo Amarelo, textura média com horizonte Ap fraco. Foi verificado que 58% do total da massa radicular localiza-se nos primeiros 20cm do solo e que 53% (48% copa individual) do total encontra-se nessa camada, dentro da projeção da copa. Verificou-se ainda que 89% (copa individual) do total da distribuição radicular encontra-se dentro do diâmetro da copa até mais de 200cm de profundidade.
GANGUEZ BERNAL, F.A. 1975. Distribución, importancia económica y domesticación de la palma chonta (Bactris gasipaes). Revista Colombiana de Antropologia, v.19, p.397-422.
Informações sobre a pupunheira quanto aos aspectos botânicos, culturais e econômicos. Com base nas pesquisas realizadas concluiu-se que: 1) taxonomicamente, o gênero Guilielma é originário de Bactris, o qual tem prioridade por ter sido adotado inicialmente; 2) economicamente é uma planta cujo cultivo deve propagar-se tendo em vista o seu conteúdo proteíco-vitamínico, logo, excelente complemento dietético; sua importância é destacada no uso e na mitologia indígena; 3) sua presença na América Central é domesticada.
GATIN, C.L. 1912. Les palmiers: histoire naturelle et horticole de différents
genres. Paris: Doin. 338p.
O documento inclui informações sobre morfologia e classificação
botânica de várias palmeiras, entre as quais a pupunha.
HAMMOND, E.; PAN, W.P.; MORA URPI, J. 1985. Fatty acid composition and glyceride structure of the mesocarp and kernel oils of the pejibaye palm (Bactris gasipaes H.B.K). Revista de Biologia Tropical, v.30, n.1, p.91-95
Determinação da composição química qualitativa e quantitativa de azeites do mesocarpo e da semente de uma amostra de frutos de pupunheiras procedentes de Guâpilis (Costa Rica) e também a análise esteroespecífica. São muito diferentes os azeites extraídos da polpa e da semente, mas iguais aos encontrados geralmente nas outras palmeiras. A composição qualitativa desses azeites são semelhantes ao de dendê (Elaeis guineensis Jacq.), diferindo, fundamentalmente, quanto ao alto conteúdo de ácido oléico, o qual, em um mesocarpo de pupunheira, é menos saturado e basicamente líquido à temperatura ambiente, o que confere a vantagem como alimento. A análise esteroespecífica dos triglicerídios da semente concorda com o estabelecido para a subfamília Cocoideae, a qual o ácido cupéico tende a estar concentrado na posição SN - 1,3 menos que o ácido láurico, que tende a estar na posição SN - 2. O ácido
mirístico está concentrado na posição SN - 1,3, e estabelecido que este pode variar nos distintos gêneros de uma mesma subfamília, o que poderia tender para o valor taxonômico, para resolver a controvérsia dos possíveis gêneros Bactris e Guillielma.
HENDERSON, A. 1988. Pollination biology of economically important palms. Advances in Economic Botany, v.6, p.36-41.
Os mecanismos de polinização em quatro palmas com valor econômico foram revisados, duas tradicionalmente cultivadas, Elaeis guineensis e Cocos nucifera, e outras duas com grande potencial econômico, Orbignya phalerata e Bactris gasipaes. Acredita-se que as quatro sejam polinizadas por insetos. A importância do conhecimento do mecanismo de polinização é enfatizada particularmente para produção de frutos, controle de insetos, transferencia de sementes e enfermidades transmitidas por insetos. Pesquisa sobre polinização
de palmas motivada por razões econômicas são também apresentadas com valor acadêmico, especialmente no que concerne à evolução dos mecanismos sexuais e de polinização.
HENDERSON, A.; BECK, H.T.; SCARIOT, A. 1991. Flora de palmeiras da ilha de Marajó, Pará, Brasil. Bactris. Boletim do Museu Paranaense Emílio Goeldi. Série: Botânica, v.7 n. 2, p.211-214, 1991.
Descrição sobre a vegetação da Amazônia brasileira, focalizando, dentre as espécies, a potencialidade científica e econômica de Bactris campestris; B. major; B. marajá e B. simplicifrons.
BACTRIS. 1991. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeld. Série: Botânica, v.7, n.2, p.211-214
Descrições sobre a vegetação e flora brasileiras, focalizando a potencialidade científica e econômica das espécies Bactris
campestris, Bactris major, Bactris marajá e Bactris simplicifrons.
McCURRACH, J.C. 1976. Palms of the world. New York: Harper. 290p.
Breve considerações sobre a espécie e descrição botânica da pupunheira.
MIRANDA, I.P.A. 1987. Morfologia e aspectos práticos da germinação e do armazenamento do pólen de pupunha Bactris gasipaes (Arecaceae). Manaus: INPA. 85p. Dissertação Mestrado.
Estudos sobre a morfologia, viabilidade e armazenamento do pólen de doze populações de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), provenientes de: Tabatinga, São Paulo de Olivença, Benjamin Constant, Fonte Boa, Tefé, Igarapé Preto, Caldeirão/Iranduba e Rio Preto da Eva (Amazonas, Brasil), Belém (Pará, Brasil), Yurimáguas (Peru) e Costa Rica. Os grãos de pólen estudados apresentaram características morfológicas semelhantes, diferindo alguns quanto ao tamanho, medido em vista polar, cujos valores médios por raças
variaram de 59,62um a 73,30um, sendo significativamente maiores os das populações de Yurimáguas (Peru) 73,30um e Costa Rica (CR) 70,45um. Com relação ao estudo da exina, os grãos apresentaram sexina semisectada, sexina com muros simples-baculadoso e as perfurações no teto bem evidentes, com exceção
da população de Costa Rica que apresentou poucas perfurações no
teto. Foram estudados o efeito da secagem nas viabilidade e armazenamento do pólen, e a influência de diferentes concentrações de açúcares e ácido bórico em sua germinação. Os resultados sugerem que a secagem do pólen de 100g de sílica-gel, durante o período de 14h, foi satisfatória, assim como, a sacarose na concentração de 2,5% e ácido bórico a 0,01% foi o meio adequado para a germinação do pólen de pupunha. Nos testes de
viabilidade do pólen submetido ao armazenamento em ambiente (25oC - PV. 16.47 mb), geladeira (8oC - PV. 7.72 mb) e congelador (-8oC - PV. 3.097mb), constatou-se que o pólen, quando armazenado em congelador, manteve uma viabilidade razoável durante o período experimental, chegando a seis meses com
aproximadamente 50% de viabilidade.
MORA URPI, J. 1982. Polinización en Bactris gasipaes H.B.K. (Palmae): nota adicional. Revista de Biologia Tropical, v.30, n.2, p.174-176
Neste trabalho, realizado em Costa Rica, foi dectado que três meios de polinização - inseto, vento e gravidade - ocorrem na pupunha, e que o curculionídeo Derelomun palmarum é o principal polinizador.
Nas populaçoes dessa palmeira em El Chapare (Bolívia) e em Manaus (AM, Brasil), o principal polinizador é uma espécie de gênero intimamente correlato - Phyllotrox - ainda não descrita na literatura. Também, uma outra espécie não descrita de Phyllotrox foi encontrada como principal polinizador de espécies não descritas de Bactris, na Colômbia. Em ambos os casos, uma segunda espécie não descrita de Phyllotrox acompanhava o polinizador principal. O polinizador secundário foi também diferente para ambas as
espécies de Bactris. Postula-se que se Bactris é um gênero monofilético, muito provavelmente o polinizador de suas numerosas espécies pode ser encontrado entre os membros do tribo Derelomini, principalmente desses dois gêneros - Phyllotrox e Derelomus. Uma breve discussão é apresentada sobre o possível relacionamento entre essas duas populações de pupunheiras (bacia amazônica e noroeste dos Andes), baseada no íntimo correlacionamento dos polinizadores. é feita menção, também, do possível papel predominante dos curculionídeos como polinizadores de palmeiras.
MORA URPI, J.; CLEMENT, C.R. 1981. Aspectos taxonômicos relativos a pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.). Revista de Biologia Tropical, v.29, n.1, p.139-142.
é discutida a contestação quanto aos gêneros Guillielma e Bactris gasipaes, embora a pupunha apresente uma enorme variabilidade. Questiona-se reconhecer a situação taxonômica de Guillielma. São descritas 187 espécies do gênero Bactris, das quais quatorze nomes específicos foram incluídos dentro do gênero, alguns considerados sinônimos. Outras espécies precisam de afinidades para se agruparem às demais. Discute-se a possível origem de híbridos das espécies de pupunheiras cultivadas em diversas regiões, e com várias características.
MORA URPI, J. 1980. Consideraciones preliminares sobre el desarrollo de una técnica de polinización controlada en pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K.). Agronomia Costarricense, v.4, n.1, p.119-121
Considerações preliminares sobre o desenvolvimento de técnicas de polinização controlada em pupunha. Um sumário é apresentado das descobertas básicas de polinização natural que têm conduzido ao desenvolvimento de técnicas de polinização controlada na produção de híbidos e outros estudos genéticos. Este sumário inclui tempo de anteses machos e fêmeas, agentes polinizadores e outros aspectos da dispersão do pólen, auto-incompatibilidade e germinação de pólen; recomendações práticas a ser consideradas quando a aplicação dessas descobertas inclui tópicos como: a)proteção contra contaminação por pólen estranhos, induzida pelos três meio de polinização (Deleromus palmarum, vento e gravidade); b) impedimento de emasculação pela escolha de maternais auto incompatíveis; c) coleta de pólen por indução de antese no laboratório; e d) escolha de horas mais adequadas para realização da polinização. A técnica de armazenamento do pólen está ainda para ser desenvolvida.
MORERA MONGE, J.A. 1981. Descripción sistemática de la collección Panamá de pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K.) del CATIE. Turrialba: CATIE. 122p. Dissertação Mestrado.
Descrição de uma coleção de pupunheira, baseada em uma lista de descritores selecionados (vegetativos e produtivos).
MORERA MONGE., J.A. 1981. Descripción sistemática de la collección Panamá de pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K.) del CATIE. Turrialba: CATIE. 122p. Dissertação Mestrado.
Descrição de uma coleção de pupunheira, baseada em uma lista de descritores selecionados (vegetativos e produtivos).Reconhecimento do meios físico, social e econômico para aplicação no denolvimento social e econômico, sem menos prezar e nem desequilibar o meio. A área do programa compreende uma ampla zona do estado do Amazonas (Brasil) e parte da bacia do rio Caquetá. O programa, que teve início com os membros mais velhos e sábios da comunidade Witoto, Miranã, Yukunas, Andoques e com alguns colonos assentados na região, compreende três fases: a) Fase I - investigação preliminar, realizada nos dois anos anteriores; b) Fase II - seleção da informação de espécies, segundo a sua utilidade (farmacológica, alimenticia, industrial e outras; e c); Fase III - estudos
agrobotânicos, coletas, adaptação à sombra, produção e mercado. São apresentados também os resultados obtidos e os inventários florísticos parciais, segundo as unidades fisiográficas, plantas utéis comestíveis, ornamentais, madeiráveis, medicinais, venenosas e narcóticas.
PATIÑO, V.M. 1978. Antecedentes sobre el chontaduro. Valle:
Secretaría de Agricultura y Fomento. p.8-11 (Secretaría de Agricultura y Fomento. Serie Informativa,1).
Origem e distribuição geográfica da pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.), considerada como uma palmeira de interesse econômico na Colômbia. Também são mencionados os problemas que devem ser resolvidos para fomentar a produção de pupunha no país.
PATIÑO, V.M. 1978. Investigaciones sobre el chontaduro. Valle:
Secretaria de Agricultura y Fomento. 24-33 (Série Informativa, 1).
Pesquisa sobre os aspectos botânicos, agronômicos e das vantagens do beneficiamento da pupunheira na Colômbia.
PITTIER, H. 1957. Ensayo sobre plantas usuales de Costa Rica. 2.ed.rev.
San José: Ed. Universitária. p.178. (Ciencias Naturales, 2).
Descrição da planta e do fruto de Guilielma utilis, do uso da madeira em Costa Rica, e inclui informações sobre a etologia da pupunheira.
PONCE, M.M. 1991. Etnobotánica de palmas de Jatum Sacha. In: SIMPóSIO COLOMBIANO DE ETNOBOTÂNICA, 3., Cali, 1991. Memorias... Cali: INCIVA. p.43-52.
Trabalho de campo realizado em seis meses, a partir de janeiro de 1991, onde foram coletadas cercade 30 espécies, das quais 20 têm utilidade para construção, alimentação, artesanato, medicina, entre outros.
POSTMA, T.M.; VERHEIS, E.W.M. 1994. Growth and yield of Bactris gasipaes and Pouroma cecropiaefolia in swidden fields of Amazon Indians, Colombia. Scientia Horticulturae, v.57, p.73-88.
Estudo sobre o crescimento de frutos de pupunha e mapati ("uva da Amazônia") sob condições de cultivo itinerante praticado pelos índios Hiutoto e Huinane em uma área da Amazônia colombiana. A metodologia empregada para avaliar o crescimento e produção das duas espécies nos dois ambientes por sete ano, foi realizada durante em um período de três. O crescimento e a produção de ambas as plantas, em clareiras, foram comparados aos dados das plantas em sítios ou miscelânea ("home garden"), onde são mais frequentemente cultivadas. Coletaram-se dados de diversos anos. As medidas das plantas de um (1) a oito anos na miscelânea e em cultivo itinerante foram usadas para se construir a curva de crescimento das duas espécies em questão. Ambas cresceram e produziram mais em miscelânea que em sistema de cultivo itinerante (clareira). O mapati cresceu mais significativamente em tronco, folhas, ramos em sistema de miscelânea. O afinamento, a baixa ramificação das árvores cultivadas em clareiras foram atribuídos à competição por luz exercida pela revegetação natural da floresta. Plantas de pupunha foram menos afetadas pelo meio, mas apresentaram maior número de folhas e cachos por planta na miscelânea. Em altura de plantas, a pupunheira cresceu rapidamente, comprovando que, para esta espécie, fatores de solo e luz são limitantes. As medidas do diâmetro revelaram que as condições de crescimento nas idades jovem e madura das palmeiras na miscelânea não foram equivalentes, invalidando a premissa básica da teoria metodológica. Por esta razão, o encaixe das curvas para ambas espécies na miscelânea não foram equivalentes para o crescimento, isso reflete apenas uma estimativa parcial sobre as diferenças entre miscelânea e cultivo em clareira. Este estudo revelou que muito cuidado deve ser tomado na construção de curvas
de crescimento usando-se dados combinados de árvores de diferentes idades.
RIVERA, C.I.P.; TRUJILLO, A.F.E. 1993. Anatomia y morfologia de la raiz del chontaduro (Bactris gasipaes H.B.K.). In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACIóN DEL PIJUAYO, 4., 1991, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pijuayo.
San José: Universidad de Costa Rica. p.289-290. Resumo da Monografia.
De acordo com os estudos realizados sobre a morfologia, distribuição e anatomia das raizes de pupunha concluiu-se que: a) a germinação das sementes ocorre ao 60 dias, em média; b) a raiz primária e as seminais , desenvolvem-se ao partir do décimo dia.; c) a distribuição das raízes nas plantas adultas apresenta um sitema radicular superficial e extenso; d) à medida que as raízes se aprofundam, aumenta seu diâmetro; e) o sistema radicular é fibroso e fasciculado e origina-se a partir da base do talo; f) as raízes primárias podem ser horizontais ou verticais; g) as raízes aéreas esub terrâneas apresentam nematóforos que servem como órgãos para facilitar o intercâmbio de gases entre o solo e a planta; fazer) na parte terminal aparece a cofa, de forma cônica e visível à vista; i) tanto em raízes jovens e adultas, a estrutura anatômica apresenta os seguintes tecidos: epiderme, hipoderme, córtex, endoderme, periciclo, cilindro vascular central e médio; j) a epiderme não possui pelos absorventes e sua parede externa não é cutinizada; l) as células corticais têm paredes celulósicas e são especialistas para armazenamento de água e alimento; m) as células endodérmicas regular a passagem da água para o cilindro vascular central; e n) o xima ocupa grande porção do cilindro centroal vascular e aparece com projeções em forma de vértices, no meio dos quais se forma o floema.
SILVA, L.A.M. 1994. Diferenciación de razas de pejibaye (Bactris gasipaes Kunth. - Arecaceae). I. Características de la inflorescencia y de la flor. Agrotrópica, v.6, n.1, p.1-13.
Foram caraterizadas dez populações de pupunha procedentes da Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Panamá e Peru, com o propósito de se avaliar a variabilidade entre essas populações. Foi necessário caracterizar as coleções com o objetivo de identificar materiais promissores que possam contribuir para o estabelecimento de novas plantações e melhorar as existentes. O estudo foi realizado nas coleções de banco de germoplasma de pupunha em Costa Rica. Para a caracterização geral foi utilizado um formulário que incluiu 118 descritores. Na primeira etapa foram avaliadas 29 variáveis da inflorescência e da flor (21 quantitativas e 8 qualitativas). Para analisar os resultados foram utilizadas as análises de variância de
uma via (oneway) para cada variável quantitativa, e análise múltipla descriminante para se reconhecer as variáveis que permitiam separar as raças. A análise múltipla descriminante permitiu separar dez raças de pupunhas domesticadas, com 89,20% de certeza.
SOLIS FALLAS, E.M. 1979. Aspectos de la biologia floral del pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K.) y sus posibles aplicaciones genéticas. San José: Universidade de Costa Rica. 65p. Dissertação Mestrado.
O objetivo deste estudo foi obter informações sobre os aspectos de reprodução sexual em pupunha e de estabelecer possibilidades de correlações entre as características estudadas para sua utilização em melhoramento genético. As observações foram executadas nos anos de 1977 e 1978, nos plantios de "El Joron", em San Isidoro (Costa Rica). Os estudos revelaram que o vento e alguns insetos, são responsáveis pela polinização. Foi observado que o ciclo de polinização consta de três dias: no primeiro acontece a antese feminina; no segundo, a masculina; e no terceiro, a liberação do pólen, durante a antese masculina, que caem sobre as ráquis da inflorescência. Os resultados indicam que a polinização cruzada é importante para a fertilização das flores pistiladas, onde a fertilidade é baixa e/ou quase nula, dificultando a auto-polinização. Este fato, provavelmente, é devido a existência de auto-incompatilidade genética. Foi observado, também, que, em baixas condições de laboratório, as inflorescências coletadas antes da abertura de sua espata conseguiram completar o ciclo de floração, não tendo ocorrido nenhuma mudança com relação aquelas separadas do talo. Por essa razão, concluiu-se que os grãos de pólen germinam bem em soluções de glicose nas concentrações de 4,5% e 6%. As flores em Bactris gasipaes são unissexuadas e estão ordenadas em tríade; as inflorescências possuem mais flores estaminadas que pistiladas, e os extremos de cada rama são ocupados pelas estaminadas. A abertura da espata ocorre pela parte da tarde, entre 15:30h a 18:30h, com maior frequência entre 17:00h e 18:00h. Imediatamente as flores pistiladas entram em antese e continuam férteis por 24h ou mais. A antese nas flores estaminadas acontece 24h após a antese das flores pistiladas. A análise sobre as correlações entre o número de flores pistiladas e flores estaminadas indicam que estas variam de maneira diretamente proporcional. De igual maneira o racemo, em número de flores pistiladas com a respectiva longitude da região da rama compreendida entre a posição da primeira e última flor pistilada. Correlação que aumenta respectivamente com a maior distância compreendida entre a ráquis e a posição da última flor pistilada.
VALLEJO, F.A. 1980. Estudio de la biologia floral del chontaduro: Informe de avance. Cali: Instituto Vallecaucano de Investigaciones Científicas. p.46-48 (IVIC. Boletín Divulgativo, 6).
Estudos sobre a biologia floral e o processo reprodutivo da pupunheira.
VANDERMEER, J. 1977. Observation on the root system of the pejibaye palm (Bactris gasipaes H.B.K.). Turrialba, v., 27, n.3, p.239-242.
Segundo o estudo realizado, o sistema de radicular da pupunha consiste, primeiro, de uma extensão superficial que se estende por cerca de 4m a 5m da árvore, e, segundo, de uma massa radicular que se estende, pelo menos, a 2m abaixo da superfície do solo.