MELHORAMENTO GENÉTICO

BARBOSA, A.M.M. 1997. Análise da variabilidade genética em progênies de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) por caracteres agronômicos e RAPD. Jaboticabal: FCAMV. 110p. Dissertação Mestrado.

Avaliação da variabilidade genética em progênies de pupunha através de descritores de crescimento vegetativo, produção e dados moleculares, em duas famílias de meios irmãos, 71 progênies procedentes de uma população nativa de Yurimágua (Peru).

BOVI, M.L.A.; SAES, L.A.; GODOY JUNIOR, G. 1992. Correlações fenotípicas entre caracteres não destrutíveis e palmito em pupunheiras. Turrialba, v.4, n.3, p.382-390.

Estudo dos caracteres vegetativos da planta e do palmito de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), dentro de um lote experimental em cultivo na Estação Experimental de Pariquera-açu, litoral do sul do estado de São Paulo (Brasil), com o objetivo de identificar caracterres não destrutivos, que possam, indiretamente, avaliar a produção de palmito dessas palmeiras. Dentre os onze caracteres estudados, o número de perfilhos, o peso bruto do palmito e os pesos do resíduo basal e do palmito mostraram maior variabilidade (CVs acima de 46%). Por outro lado, o comprimento do ráquis foliar, o comprimento do folíolo médio e altura de planta foram pouco variáveis (CVs abaixo de 20%). O peso e o diâmetro do palmito apresentaram-se correlacionados positivamente com alguns caracteres não destrutíveis facilmente mensuráveis, tais como diâmetro da planta (DAP) e número de folhas. Os coeficientes de correlação linear simples e parciais foram estatisticamente significativos para o caráter ausência de espinhos e número de folhas, e ambos caracteres apresentaram boa associação com o peso do palmito, indicando ser possível sua utilização como critério de seleção de plantas elites dentro da população estudada.

CAMACHO, E.; SYLVAIN, P.G.; SORIA, J. 1970. Pejibaye - Guilielma gasipaes. IICA (San Jose, Costa Rica). Informe Técnico 1969. San Jose. p.253-256.

Informações do cultivo no período de 1968-1969. As pesquisas se concentram nas seguintes áreas: período de floração; índice de produtividade e qualidade dos cachos; polinização e número de cromossomos.

CHAVEZ FLORES, W.B.; NODA, H.; CLEMENT, C.R. 1990. Genetic/phenotypic studies on spines in pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K. Palmae). Revista Brasileira de genética, v.13, n.2, p.305-312.

A pupunha (Bactris gasipaes H. B. K.), palmeira alimentícia da Amazônia, está começando a ser melhorada geneticamente. De uma sub-população de pupunha sem espinhos no estipe, procedente de Yurimáguas, Peru, foram amostradas ao acaso 28 progênies de polinização aberta, cujas mudas foram avaliadas num delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. O caráter "espinhos no pecíolo/ráquis" apresentou altas herdabilidades, tanto no sentido restrito (0,36) como amplo (0,77), enquanto nos caracteres "espinhos na bordadura do folíolo" foram mdias (0,26 a 0,60, respectivamente) e nos "espinhos na nervura do folíolo" foram baixas (0,14 e 0,41, respectivamente). As magnitudes das variâncias genéticas aditivas, bem como o coeficiente de variação genética e o índice "b", foram baixas. Foram encontradas coeficientes de correlação fenotípicas significativas entre os caracteres "espinhos no pecíolo" e "na bordadura" (r = 0,82) e "na nervura" e "na bordadura" (r = 0,58) nas progênies, mas não nas matrizes, sugerindo a existência de fatores endógenos que modificam a expressão destes caracteres durante o desenvolvimento da planta, que foi confirmado no campo.

CHAVEZ FLORES, W.B. 1987. Estudos genéticos-fenótipos de uma população introduzida de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) sem espinhos na região de Manaus. Manaus: INPA. 74p. Dissertação Mestrado.

Trabalho conduzido para determinar: - a eficiência da amostragem utilizada; - a estrutura genética dos sistemas gênicos dos espinhos das folhas; - as magnitudes dos parâmetros genéticos destes; - as possibilidades de êxito da seleção dentro da população, assumindo-se que caráter presença de espinhos tem herança mendeliana simples e dominante; e - as frequências allicas. O germoplasma utilizado foi famílias de meios irmãos de polinização aberta, de uma amostra selecionada da população de Yurimaguas-Peru. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições; as avaliações principais foram feitas em mudas. Pelas estimativas de herdabilidade em nível de plantas (restrito) e médias de famílias de meios irmãos (amplo), o caráter espinhos no pecíolo/ráquis (ESPIDOR) apresentou herdabilidade elevada (0,75 e 0,35, respectivamente). Considerou-se este caráter o mais eficiente como critério de seleção. O caráter espinhos na bordadura do folíolo (ESPIBOR) apresentou valores intermédios (0,25 e 0,59, respectivamente) e o caráter espinhos na nervura central do folíolo (ESPIVEN) foi o mais baixo (0,14 e 0,04, respectivamente). As magnitudes das variâncias genéticas aditivas desta população para os três caracteres analisados foram baixas, sugerindo seu esgotamento pela seleção indígena, e mostra a necessidade de utilização de um esquema de seleção mais preciso para a obtenção de maiores ganhos genéticos. Encontraram-se correlações fenotípicas significativas entre os caracteres ESPIDOR e ESPIBOR (r=0,82), na fase juvenil (mudas). Na fase adulta (matrizes) essas correlações foram insignificantes, sugerindo a existência de fatores endógenos que poderiam modificar a expressão desses caracteres durante o desenvolvimento da planta.

CLEMENT, C.R.; BOVI, M.L.A. 1999. Melhoramento genético da pupunheira: conhecimentos atuais e necessidades. In: SEMINÁRIO DO AGRONEGOCIO, 1., 1999, Porto Velho. Palmito de pupunha na Amazônia: anais. Porto Velho: Embrapa Rondônia/Sebrae-RO. p.57-70.

Informações sobre: 1) descrição das populações nativas utilizadas para palmito pelo agronegócio moderno - a base genética para o melhorista; 2) descrição e avaliação de um ideótipo para o agronégocio moderno - os critérios de seleção utilizados pelos melhoristas; 3) avaliação do conhecimento atual em termos dos itens 1 e 2 - a base científica do melhoramento; 4) descrição de algumas das atividades em andamento em diferentes instituições brasileiras - os projetos de melhoramento; e 5) sugestão de novos caminhos futuros - o aperfeiçoamento dos projetos frente 'as demandas e conhecimentos novos.

CLEMENT, C.R.; AGUIAR, J.P.L.; ARKCOLL, D.B. 1998. Composição química do mesocarpo e do óleo de três populações de pupunha (Bactris gasipaes) do rio Solimões, Amazonas, Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, v.20, n.1, p.115-118.

A composição do mesocarpo e do óleo do mesocarpo de frutos de pupunha foram determinadas em amostras aleatórias das populações de Benjamin Constant, Fonte Boa e Coari, Amazonas, Brasil. Aspopulações foram diferentes nos teores de óleo (10,1%±6,6%; 8,8%±6,1%; 21,0%±11,6% peso seco, respectivamente) e de outros carboídratos. Benjamin Constant tem os frutos maiores (102g±32g), mais ricos em amido (71,6%±8,3% peso seco), enquanto que Coari tem os frutos menos (32g±9g), mais ricos em óleo. Existe muita variação na quantidade (de 03,% a 35%) e na composição do óleo, com a soma dos ácidos graxos insaturados, variando de 20% a 80%. Não foram encontradas diferenças entre as médias das populações para os teores dos ácidos graxos porque houve muita variação dentro das populações, especialmente para os ácidos palmítico (17% a 75%) e oléico (12% a 76%).

CLEMENT, C.R. 1995. Growth and genetic analysis of pejibaye (Bactris gasipaes Kunth, Palmae) in Hawaii. Honolulu: University of Hawaii at Manoa. College of Tropical Agriculture and Human Resources. 221 p. Ph.D. Thesis.

Análise de crescimento e genética de pupunha no Havaí. A pupunha foi introduzida no Havaí para fornecer palmito in natura ao mercado gourmet. A introdução de um cultivo novo requer a avaliação da adaptação do cultivo a seu ambiente novo e planejamento para seu desenvolvimento futuro, incluindo o melhoramento gentico. O número de folhas de progênies de polinização aberta oriundas de Benjamin Constant (raça Putumayo) foi menor (6-8) do que os encontrado em outras lugares (8-10), e o número de perfilhos caiu dramaticamente do primeiro (6.5) para o segundo corte (2). Equações alomtricas para estimar a área foliar e o biomassa total foram desenvolvidas, utilizando a altura e o número de folhas como parâmetros. Não foram observadas diferencas significativas da densidade populacional (3333 pantas/ha, 5000 plantas/ha, 6666 plantas/ha) nas dimensões de plantas individuais ou no seu crescimento. A Taxa de Crescimento Relativo (TCR) e a Taxa de Assimilação Neta (TAN) estimadas entre o viveiro e o primeiro corte foram altamente correlacionadas com precocidade (r = -0,99 e -0,95, respectivamente) (precocidade = dias entre transplante da semeadura ao corte). As progênies precoces particionaram fotoassimilados de forma differentes: duas tiveram altas TANs, enquanto uma teve uma TAN moderada e particionou preferencialmente a área foliar, resultando numa maior razão de área foliar. A produtividade em palmito tipo exportação foi cerca de 900kg/ha após doze meses de corte, e 1400kg/ha após 18 meses, ambas similar à produtividade observada na Amrica tropical. Quando o estipe e a folha comestíveis foram adicionadas às produtividades, estas aumentaram para 2,8t/ha e 4,5 t/ha de produto total, respectivamente. A análise genética quantitativa dos parâmetros de crescimento sugeriu altos níveis de endocruzamento no germoplasma estudado, já que as herdabilidades sensu stricto foram o dobro das observadas em outros cultivos perenes. As varianças genéticas aditivas da TCR e da precocidade sugeriram o potencial para uma resposta significante à seleção, mas as variações fenotípicas variaram em relação estreita com o intervalo em que a TCR foi estimada. A menor estimativa da TCR (ao longo de uma fase de desenvolvimento) apresentou a menor resposta à seleção mas similar à resposta observada em outros cultivos. A heterozigosidade isoenzimática foi muito baixa, variando de 0,038 a 0,099, com uma mdia de 0,074, similar a cultivos autógamas, não a alógamas. Não foi observada correlação entre esta heterozigosidade e os parâmetros de crescimento ou caracteres morfológicos.

CLEMENT, C.; ARKCOLL, D.B. 1991. The pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K. - Palmae) as an oil crop: potencial and breeding strategy. Oleagineux, v.46, n.4, p.293-298.

Descrição da planta e seus frutos e dos dados disponíveis da composição do óleo e mesocarpo. Apresenta-se com uma planta ideal para o melhoramento da produção de óleo. Faz-se projeção da produtividade baseada nos germoplasmas disponíveis e sugere-se uma estratégia de melhoramento, que deve ser acompanhada para o desenvolvimento da cultura.

CLEMENT, C.R. 1989. A center of crop genetic diversity in Western Amazonia: a new hypothesis of indigenous fruit-crop distribution. BioSciences, v.39, n.9, p.624-631

O texto apresenta uma discussão da importância da biodiversidade da Amazônia para o estudo das diversas plantas frutíferas da região, dentre elas a pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.). Traz também informações sobre o centro de sua origem, bem como sobre o cultivo, com ênfase ao estudo etnobotânico. Relata, ainda, o processo de domesticação, comprovada pela ocorrência dos diferentes tamanhos dos frutos, colecionados em diversas regiões.

CLEMENT, C.R.; CORADIN, L. 1988. Final report: peach palm (Bactris gasipaes H. B. K.) germoplasm bank. Manaus: AID. 144p.

Expedição realizada atravs da Amazônia (Brasil), Colômbia, Costa Rica, Equador e Peru, de onde foram coletadas 338 espécies de palmeiras, e feitos estudos de análise das espécies, origem, evolução, domesticação e conservação.

CLEMENT, C.R. 1988. Domestication of the pejibaye palm (Bactris gasipaes): past and present. Advances Economic Botany, v.6, p.155-174.

O taxon Guilielma (aqui considerado um subgênero de Bactris) provavelmente teve origem no noroeste da América do Sul. At o Pleistoceno, espécies desse taxon foram distribuídas ao longo do sop dos Andes, da Bolívia ao Panamá. Uma dessas espécies, ou híbridos, dentre várias delas, deu origem à pupunha, domesticada pelos ameríndios. Durante o decorrer dos séculos, a pupunha tornou-se a palmeira mais domesticada nas Américas, tendo como testemunha da grande diversidade, os vários nomes da planta, os diversos tamanhos e composição dos frutos, suas inúmeras utilidades. Seu uso principal foi o fruto amidoso na forma cozida (para consumo direto), fermentado para fazer chicha (bebida alcoólica), ou moído e seco para produção de farinha. Um resumo do que se sabe sobre as raças amazônicas é apresentado. Os usos potenciais modernos são dirigidos à exploração mais ampla dos usos indígenas do palmito e do fruto: (1) para consumo direto pelo homem, (2) para ração animal, (3) para farinha e (4) para óleo. Para cada um destes tópicos mencionado o potencial econômico. São delineados os programas de melhoramento em Costa Rica e Brasil e apresentados os ideótipos preliminares para cada objetivo. A pupunha possui um alto potencial econômico que será maior quando programas de melhoramento estiverem produzindo material selecionado, o que requer uma forte ajuda financeira internacional.

CLEMENT, C.R.; CHAVEZ FLORES, W.B.; GOMES, J.G.M. 1987. Considerações sobre a pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) como produtora de palmito. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM PALMITO, 1., 1987, Curitiba. Anais... Curitiba: EMBRAPA-CNPF. p.25 Resumo 247.

O trabalho traz um histórico das pesquisas com palmito de pupunha no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) desde 1987, assim como o histórico da pupunha, as primeiras coletas realizadas e as pesquisas agronômicas mais recentes em Costa Rica, tais como: espaçamento, adubação e melhoramento gentico. São apresentados alguns dados sobre os gemosplasmas existentes no Brasil, fruto do convênio INPA/EMBRAPA, tais como: os caracteres gerais das populações promissoras para produção de palmito, dividida em raças, e as possibilidades de melhoramento gentico. São abordados questionamentos sobre o problema de espinhos e sua solução quanto à herdabilidade dos caracteres espinhos da folha e estipe. Aborda sobre o crescimento e parâmetros fisiológicos, como: critrios biológicos e fisiológicos de seleção assim como descrição do ideótipo ideal. Apresenta o delineamento de um programa de melhoramento e direções futuras das pesquisas. Ampla literatura com 44 citações são destacadas, assim como diversos gráficos e trabalhos com resultados de pesquisas são apresentados.

CLEMENT, C.R.; GOMES, J.B.M.; FERREIRA, S.A.N.; FONSECA, C.E.L. 1987. Variação fenotípica de pupunha selecionada da população de Fonte Boa-AM. II.Análise morfomtrica. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 9., 1987, Campinas. Anais... Campinas: SBF. p.685-689.

Realização de uma seleção de população Bactris gasipaes H.B.K. oriundas de Fonte Boa-AM (Brasil) para obtenção de frutos de boa qualidade para consumo humano. Foram examinadas as relações entre os descritores, com tcnicas multivariáveis. Descritores espinhos e os principais componentes de produção são discutidos. A variação total encontrada examinada atravs da tcnica dos componentes principais.

CLEMENT, C.R. 1986. Descriptores mínimos para el pejibaye (Bactris gasipaes H.B.K.) y sus implicaciones filogenéticas. San José: Universidade de Costa Rica. 216p. Dissertação Mestrado.

Descritores mínimos para a pupunha e suas implicações filogenéticas. A pupunha atualmente é o assunto de pesquisa devido a seu potencial como cultivo alimentício e sua adaptação às condições do trópico úmido. Por estar ainda no processo de domesticação, o desenvolvimento de uma lista de descritores morfológicos necessário para a caracterização e avaliação das coleções de germoplasma, é um dos primeiros passos em qualquer programa de melhoramento genético. Com este objetivo, amostras aleatórias de três populações de Costa Rica e quatro de Amazonia foram estudadas in situ e ex situ. A lista de caracteres morfológicos foi formulada com base na possibilidade de sua utilidade em estudos agronômicos e genticos. Os caracteres foram examinados estatisticamente para determinar seu comportamento dentro e entre populações. Análise discriminante foi usada para determinar o valor relativo destes descritores em diferentes combinações para discriminar entre populações. As correlações entre os descritores mais úteis foram examinadas, bem como os possíveis efeitos ambientais nos descritores quantitativos. Uma lista de 26 descritores básicos foi definida, com 10 descritores opcionais. Estes descritores foram usados para examinar as relações fenóticas entre as populações, tanto in situ como ex situ, e as possíveis relações filogenéticas são discutidas para as populações estudadas. A maioria dos descritores quantitativos tem distribuições normais e existem diferenças significativas entre as populações. Os descritores que referem à partenocarpia sempre apresentaram distribuições anormais e geralmente diferenças não significativas entre populações, que foi esperado dado o número de fatores ambientais que afetam estes caracteres. Diversos descritores vegetativos frequentemente tiveram alto valor discriminatório, que concorda com resultados obtidos com a tamara (Phoenix dactylifera), no mesmo tempo em que mostraram uma alta influência ambiental. Muitos dos descritores reprodutivos tiveram alto valor discriminatório, que concorda com estudos em outras palmeiras e cultivos em geral. O tamanho mínimo amostral estimado concordou com estimativas feitas anteriormente. A existência de diferenças entre os grupos supra-raciais Ocidental e Amazônica foi confirmada, embora as populações Ocidentais estudadas não podiam ser separadas em raças. A classificação das raças Amazônicas foi verificada e alguns detalhes novos foram identificados em algumas delas. Uma hipótese sobre uma corredor entre a raça Putumayo (Amazônico) e o litoral Pacífico de Colombia (Ocidental) apresentada, bem como a possibilidade da origem do grupo subra-racial Occidental no progenitor da raça Putumayo.

CLEMENT, C.R.; MULLER, C.H.; CHAVEZ FLORES, W. 1982. Recursos genéticos de espécies nativas da Amazônia brasileira. Acta Amazônica, v.12, n.4, p.667-695.

Este artigo reúne parte dos estudos sobre recursos genéticos das espécies frutíferas indígenas da Amazônia e apresenta listas de prioridades históricas e atuais de cada instituição que se dedica à pesquisa com estas espécies, listas das coleções e os bancos de germoplasma de cada instituição e suas possibilidades imediatas para expansão dessas pesquisas. Apresenta também algumas informações sobre diversas espécies prioritárias, comentário sobre o respectivo potencial econômico e algumas considerações sobre a ameaça de erosão genética que cada espécie enfrenta. Discute a situação atual da prospecção e conservação de germoplasma de espécies frutíferas nativas da região amazônica e reúne sugestões para conservação desses recursos genéticos.

FERREIRA, J.M.; SOUZA, S.B.; PIZAIS, A.; MARCHIORI, R.; RIBEIRO, E.; CáRDENAS, F.E.N.; MORO, J.R. 1994. Instalação e avaliação de um banco de germoplasma in vivo de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.). In: REUNIãO ANUAL DA SBPC, 46., 1994, Vitória. Anais... Vitória: SBPC. Resumo AL-Agronomía 008.

Em dezembro de 1992, foi instalado na área experimental da Faculdade de Ciências Veterinária e Agronomia de Jaboticabal (UNESP), um banco de germoplasma in vivo de pupunha para atender ao programa de melhoramento, que vem sendo desenvolvido nesta Unidade. O banco foi instalado a partir das três melhores plantas de cada uma das 319 progênies em estudo, provenientes de sementes coletadas na região de Yurimáguas, Peru. Por motivos de segurança e para possibilitar estudos da interação genótipo-ambiente foi montado, em janeiro de 1993, um segundo banco de germoplasma in vivo dessa mesma população e nos moldes do anterior. O espaçamento utilizado foi de 4m entre plantas e 8m entre linhas, o qual recomendado para a produção de frutos, em ambas coleções. Após um ano de plantio no local definitivo, foram realizadas as seguintes avaliações, diâmetro do colo - mm (DC), altura da planta - cm (AP), número de folhas (NF) e perfilhamento (PE), nas duas repetições (1 e 2), obtendo os seguintes valores com os respectivos coeficientes de variação (CV%): DC1 = 23,78 e CV%1 = 33,63; DC2 = 17,07 e CV% = 26,02; AP1 = 21,99 e CV% = 32,59; AP2 = 17,69 e CV%2 = 33,60; NF1 = 4,50 e CV%1 25,05; NF2 = 4,13 e CV%2 = 21,41; Pe1 = 0,32 e Pe2 = 0,03. Analisando os dados, podemos afirmar que a população amostrada apresenta significativa variabilidade genética, confirmando dados anteriores para este material, alm de evidenciar uma diferença considerável entre as mdias das duas coleções, devida ao efeito ambiental.

FERRI, C.P.; LEDO, A. da S.; COSTA, J.G. D. 1997. Seleção, conservação e caracterização de plantas matrizes de pupunheira no estado do Acre. Rio Branco: EMBRAPA-CPAF Acre. 5p. (EMBRAPA-CPAF Acre. Pesquisa em Andamento, 92).

Seleção, caracterização e preservação de populações locais de pupunha, com ênfase à produção de frutos e palmito, identificando materiais superiores para futuro programa de melhoramento local.

GONZALEZ, W.R. 1982. Estudio preliminar sobre la inducción de poliploidia en Bactris gasipaes H.B.K., por medio de la colchiúnio. San Jose: Universidad de Costa Rica. 108p. Dissertação Mestrado.

Estudo sobre introdução de poliploidia em pupunha por meio de colchicina. Os principais objetivos foram: detectar se a pupunha responde ao tratamento com colchicina; determinar qual mtodo mais eficaz na indução de poliploidia; comprovar se o mtodo de medição dos estômatos da superfície abaxial das folhas o melhor para diagnosticar a poliploidia. No exame de cariótipo nas clulas meristemáticas da parte apical do talo encontraram-se quatro tetraplóides entre cada cinco plantas analisadas, confirmando, desta forma, o método indireto como bom indicador para medir poliplóides, usando-se as medidas dos estômatos. As medidas dos estômatos de plantas tetraplóides foram significativamente maiores para o diâmetro longitudinal e especialmente para o diâmetro transversal das clulas guardiãs do estômato. Estes dados indicam que as medidas dos estômatos são eficientes para determinar a condição de poliploidia. Escolheu-se a medida da parte abaxial da folha por esta apresentar 33% mais estômatos que a superfície basal da folha. O tratamento mais eficiente no tocante a cortes, tempo de exposição, e concentração de colchicina foi: corte transversal na base do epicótilo, aplicando-se uma solução de 0,1% de colchicina (com ajuda de algodão umedecido) por 20h. Neste tratamento observou-se a mais baixa mortalidade (22%) dos tecidos. Também observaram-se outros critrios importantes que podem ser utilizados para diagnóstico indireto de poliploidia, tais como: protuberâncias de clulas subsidiárias dos estômatos e relação no número das clulas basais do tricoma.

JOHANNESSEN, C.L. 1966. The domestication process in trees reproduced by seed: the pejibaye palm in Costa Rica. Geographical Review, v.56, n.3, p.363-376

Um relato de como aconteceu o processo de domesticação da pupunha (Guilielma gasipaes H.B.K.) em Costa Rica, realizado principalmente por meio de sementes. Esse processo comparado com outras plantas cultivadas e ressaltada a importância da seleção feita pelos pequenos produtores. No documento ainda apresentado os principais caracteres vegetativos e reprodutivos e os descritores da espécie. discutido tambm os mtodos de pesquisa em nível de campo, as maneiras de obter sementes e mudas, seleção de sementes, e, por fim, são analisadas as dificuldades e potencialidades de desenvolvimento do cultivo em relação ao processo de domesticação realizados pelos pequenos produtores no país.

MORA URPI, J. 1986. Diversidad genética en pejibaye y su posible origen y domesticación. In: CONGRESO AGRONOMICO NACIONAL,7./CONGRESO DE HORTICULTURA-ACHS- REGIóN TROPIC, 33., 1986, Turrialba. Memorias... San Jos: Universidade da Costa Rica. p.479.

Desde o sculo passado e princípios do atual ocorreu uma ampla distribuição de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) atravs do trópico americano entre os paralelos 17 N e 17 S. No entanto, a taxonomia desse complexo grupo de populações tem permanecido confusa e incompleta. O conhecimento de sua diversidade, at a poucos anos atrás, era realmente inexistente, porm isso não foi motivo para que se formulassem diversas hipóteses sobre sua possível origem. As explorações, que se vêm realizando, desde 1976, com a participação de diversos colaboradores, têm contribuído para revelar paulatinamente as possíveis origens das diferentes populações e suas múltiplas formas de domesticação. Ainda assim, a informação incompleta, pois não se percorreu todo o território nem se concluiu a análise das populações encontradas; resultado que possibilitaria a elaboração de uma teoria sobre suas origens e domesticação. O autor supõe que o complexo taxonômico das pupunhas que Martius reuniu sob o nome gentico de Guilielma, e que, possivelmente, resulte ser a designação correta, composto por um número de espécies muito mais amplo que o reconhecido como válido na literatura existente (talvez, mais que o dobro), e que essas plantas se encontram distribuídas entre o nível do mar e a cerca de 2000m entre os paralelos mencionados. Igualmente numerosas são as raças geográficas e cultivares derivados dessas espécies. A omissão do reconhecimento das espécies e raças anteriores deve ser atribuída à difícil tarefa de coletar e preservar amostras botânicas de palmeiras, o complexo da diversidade e da extensão dos territórios de ocorrência. Em cada um dos países visitados encontraram-se novas espécies e raças de pupunha cultivadas. Com base na experiência acumulada, foi feita uma primeira distinção categórica entre as raças amazônicas e ocidentais, com referência à sua distribuição geográfica relacionada à cordilheira dos Andes, as quais, tambm, apresentam uma srie de diferenças morfológicas entre elas. At o presente têm-se distinguido doze raças diferentes dentre as raças amazônicas, e oito dentre as ocidentais. Sem dúvida, quanto mais foram ampliadas as explorações, mais diferenças foram detectadas. Porém, várias delas foram reconhecidas como espécies diferentes, e as raças foram catalogadas segundo às espécies de onde derivaram. A concepção do autor, quanto à origem da pupunha e sua domesticação, ilustra uma situação que poderia ser a explicação do enigma que encerra esses dois aspectos nos vários cultivos originários do trópico americano, quais populações foram separadas pela emergência da cordilheira dos Andes, cuja origem, por tanto, não pode ser atribuída a uma só região geográfica de área limitada, como o concebido por Vavilov (por sinal, comum a uma extensa área, quase pan-neotropical), e cuja domesticação tem sido considerada independente por diversas tribos.

MORA-URPI, J. 1979. Consideraciones sobre el posible origen del pejibaye cultivado. ASBANA, v.3, n.9, p.5, 14-15

O autor, atravs de suas anotações de viagem e relatos botânicos, faz conjecturas sobre a origem da pupunha, em termos de local, quais as maneiras físicas e ecológicas que provocaram a dispersão ou restrição do cultivo, e adaptação em toda Amrica tropical. Características com tamanho de fruto um bom exemplo para se comparar esses possíveis locais e o grau de dispersão feito pelo homem, principalmente as populações indígenas. São discutidas as implicações genéticas no melhoramento da planta em relação aos diversos tipos espalhados em regiões distintas.

MURAKAMI, D.M.; NISHIKAWA, M.A.N.; FIGUEIREDO, L.A.S.; BORBA, J.S.; ANDRADE, F.F.; PARO, R.M.; MORO, J.R. 1994. Correlações fenotípicas entre caracteres vegetativos para fins de seleção precoce em pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.). In: REUNIAO ANUAL DA SBPC, 46., 1994, Vitória. Resumos... Vitória: SBPC. Resumo AL-Agronomia.

Plantas de uma população de pupunha originária da região de Yurimáguas, Peru, pertencentes ao banco de germoplasma, in vivo da Faculdade de Ciências Veterinárias e Agronomia de Jaboticabal (UNESP), foram instaladas em um espaçamento de 4m x 8m, para avaliação dos seguintes caracteres: diâmetro do colo - mm (DC), altura da planta - cm (AP), números de folhas de folhas (NF) e perfilhamento (Pe), em duas repetições (1 e 2), obtendo as seguintes mdias: DC1 = 23,78; DC2 = 17,07; AP1 = 21,99; AP2 = 17,69; NF1 = 4,50; NF2 = 4,13; Pel = 0,32 e Pe2 = 0,03. Tambm foram calculadas as devidas correlações genéticas dentro de cada repetição. Todas as correlações foram altamente significativas, menos para a característica perfilhamento na segunda repetição, sendo que os valores mais positivos foram: Ap1 x NF1 = 0,613; Ap1 x DC1 = 0,849; BF1 x DC1 = 0,679; AP2 x Dc2 = 0,796 e NF2 x DC2 = 0,645. Estes valores de correlação indicam que os caracteres altura da planta, número de folhas e diâmetro do colo estão altamente correlacionados entre si. Consultando os dados já disponíveis sobre esta cultura sabe-se que a qualidade e a produtividade do palmito de pupunha estão ssociados com o diâmetro do estipe e número de folhas. Portanto, os valores obtidos neste experimento, parecem indicar que a seleção juvenil em um programa de melhoramento de pupunha pode ser viável.

NISHIKAWA, M.A.N. 1995. Avaliação de progênies de meios irmãos de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.). Jaboticabal: FCVAJ. 90p. Dissertação Mestrado.

Coleta de dados em todas as fases da cultura da pupunha, bem como avaliação do esquema de condução da cultura desde a fase de sementes. Foram coletados: peso de sementes por progênie, germinação, diâmetro da planta, número de folhas, altura das plantas, área foliar, porcentagem de plantas com espinhos no caule e nas folhas e somente nas olhas, porcentagem de plantas: com lesões foliares, mortas e danificadas. Após seis meses, foram mensurados número de folhas e diâmetro do colo, e, após 14 meses, alm destes dois últimos, foram avaliados tambm: altura de plantas, número de perfilhos e calculado o incremento em diâmetro da planta e o incremento em número de folhas. A partir dos dados agrupados, forma estimados os componentes de variação genética, a herdabilidade, o índice b, as correlações entre todos os caracteres, em todas as pocas de avaliação. Em todas as pocas de avaliação, o número de folhas e diâmetro do caule se mostraram fortemente correlacionados, indicando que, apesar do diâmetro possuir estimativas de estimativas desfavoráveis para a seleção, o melhoramento desta característica pode ser feito por seleção indireta, atravs do número de folhas. Essas características, pelas suas estimativas, podem ser melhoradas por mtodos simples de melhoramento gentico de plantas, como a seleção massal. De acordo com os resultados alcançados, observou-se que todas as características estudadas apresentam uma elevada variabilidade dentro da população, com uma alta frequência de alelos favoráveis.

NISHIKAWA, M.A.N.; MURAKAMI, D.M.; FERREIRA, J.M.; FIGUEIREDO, L.A.S.; GUERREIRO, G.; SOUZA, S.B.; ANDRADE, F.F.; MORO, J.R. 1994. Alguns dados preliminares para seleção de progênies de meio irmão de pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.). In: REUNIãO ANUAL DA SBPC, 46., 1994, Vitória. Resumos... Vitória¨SBPC. Resumo AL-Agronomia.

A cultura da pupunheira para a produção do palmito vem sendo estudada na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária de Jaboticabal (FCAV-UNESP), com o intuito de se obter uma variedade de pupunha para o Planalto Paulista. A partir de uma população de pupunha sem espinhos da região de Yurimáguas,Peru com ótimas características para a produção de palmito, foi instalado um ensaio de avaliação de progênies no Campo Experimental da Cooperativa dos Agricultores da Região de Garça (GARCAF) em janeiro de 1993. Foram montados onze experimentos em látice simples 5m x 5m, com um espaçamento de 2m x 1m, sendo cada parcela constituída por uma linha de treze plantas pertencentes à mesma progênie de meio irmãos. Em julho de 1993, foi realizada a primeira avaliação para as características diâmetro do colo e número de folhas, a partir da qual foram feitas estimativas de parâmetros genticos. Os valores das estimativas para o número de folhas foram: x = 3,89; VC% = 11,8; Cvgentico = 10,4; b(CV%/CVg%) = 0,88; VAR. ADITIVA = 0,652; herdabilidade(%) = 60,8. Para o diâmetro do colo (mm): x = 12,64; CV% = 11,0; Cvgentico = 10,4; b(CV%/CVg%) = 0,41; VAR. ADITIVA = 1,308; herdabilidade(%) = 25,3. Tais resultados ainda não permitem conclusões definitivas sobre as melhores progênies, porm evidenciam a existência de suficiente variabilidade genética para um programa de melhoramento.

SAWAZAKI, H.E.; BOVI, M.L.A.; SODEK, L.; COLOMBO, C.A. 1998. Diversidade genética em almeiras atravs de isoenzimas e RAPD. Revista Brasileira de Biologia, v.58, n.4, p.681-691.

Mediante polimorfismo enzimático em gel de poliacrilamida e polimorfismo de DNA com base na amplificação de segmentos de DNA ao acaso, denominado RAPD, estudou-se a variabilidade genética em algumas espécies e ecótipos de palmeiras dos gêneros Euterpe, Bactris e Syagrus. Os extratos de folhas das mudas dessas palmeiras foram analisados para as isoenzimas de MDH, LAP, GOT, PGI, ACP, PRX, EST, e para os marcadores RAPD, utilizando os primers dos kits A e B da Operon Technologies. Foi verificada uma grande variabilidade genética interespecífica, comprovadas pelos dendogramas UFGMA, com reconhecimento de híbridos. Várias bandas foram detectadas além daquelas citadas pela literatura em gel de amido. Os resultados dos marcadores RAPD comprovaram os das isoenzimas com maior eficácia, pois possibilitaram facilmente a análise de grande número de marcadores genticos.

SEIBERT, R.J. 1950. The importance of palms to Latin America: pejibaye a notable example. Ceiba, v.1, n.2, p.65-74.

Apresentação dos aspectos do melhoramento gentico da pupunha (Guilielma gasipaes (H.B.K.) L.H. Bailey), com relação à quantidade de espinhos, tamanho e coloração dos frutos. dado destaque à importância do fruto nas diversas regiões da Amrica Latina e do aproveitamento do palmito e da madeira.

VAVILOV, N.I. 1950. The origin, variation, immunity and breeding of cultivated plants. Chronica Botanica, v.13, p.42.

Menciona que a pupunha como uma planta característica do VII Centro de Diversidade (Peru e Bolívia).

VELASCO, A. 1978 Estudio biomtrico del chontaduro. Bogotá: Secretaria de Agricultura y Fomento. p.58-61 (Secretaria de Agricultura y Fomento Serie Informativa, n.1).

O estudo objetivou detectar espécies com poucos espinhos. As pesquisas iveram os seguintes rocedimentos: 1) relacionar a distância da planta com a altura da palmeira; e 2) medir a distância em metros, a direção e o grau de espessura dos espinhos do talo. Inclui ainda no documento manejo e tratos culturais.

VELASCO. A. 1978. Estudio biométrico en chontaduro Bactris asipaes. Palmira: Universidad Nacional de Colombia. 77p. Tese Mestrado.

Seleção de todas palmeiras com características específicas, pouca altura, boa produção e proporção e polpa entre 74% a 97%. As pesquisas foram realizadas na Granja Agroflorestal de Bajo Colima e em outras zonas produtoras da Colômbia. Após, várias visitas e ensaios, os resultados foram os seguintes: 1) plantios totalmente abandonados; 2) a altura da planta está relacionada diretamente com a distância entre cada palmeira e com a circunferência dos caules; 3) apesar de existir correlação altamente significativa para as variáveis de longitude e circunferência do caule com relação a altura da palmeira não se pode estabelecer modelos de produção e de coeficientes de correlação maiores (95%); 4) não existe relação nenhuma a respeito de calor nas diferentes variáveis estudadas (peso do ramo, do fruto, da polpa etc).; 5) existe alto grau de significância quanto à variação em tamanho do fruto com relação à procedência; 6) mtodos de seleção empregados: a) seleção das palmeiras que morfologicamente oferecem os fatores consideráveis favoráveis; b) registros de medidas e manipulação dos frutos e raízes para análise.

WIEST, R.E. 1963. Motivational factors influencing selction in the propagation of the pejibaye palms: an anthropological study of plant selection in Costa Rica. Corvallis: University of Oregon. 18p.

Uma descrição dos mtodos de propagação e seleção de sementes de pupunha, realizadas pelos agricultores de Costa Rica.

YUYAMA, K.; CHáVEZ-FLORES, W.B. 1996. Comportamento de progênies de meios-irmãos de pupunheira (Bactris gasipaes, Kunt). Revista Brasileira de Fruticultura, v. 18, n.1, p.93-98.

Entre as palmeiras produtoras de palmito a mais promissora a pupunheira (Bactris gasipaes Kunth), espécie que inicia a produção de palmito a partir de um (1) ano e meio (estipe principal), e continua produzindo por mais de 15 anos, mediante seus perfilhos. Para sua propagação, visando palmito, mais rápido e econômico via semente. O objetivo deste trabalho foi estudar a variabilidade no tamanho da semente, sua emergência e a presença ou ausência de espinhos em 316 progênies de meios irrnãos, coletadas em Yurimáguas, Peru, em 1991. O número de sementes/kg variou de 200 a 892. O peso mdio de 100 sementes foi de 260g, sendo que cerca de 50% das progênies pesaram entre 200g e 300g, com CV(%)=24,73 e s=64,51. O período de emergência inicial variou de 15 a 47 dias, sendo que em 92 progênies a emergência ocorreu antes dos 25 dias; em 150, o período variou entre 25-30 dias, em 70, superiores a 30 dias, e apenas quatro não emergiram. Aos 70 dias após a semeadura, 236 progênies 74,67%) atingiram mais de 70% de emergência. Quanto à presença de espinhos nas plântulas (pecíolo/ráquis), 152 progênies não apresentaram espinhos (48,10%); 48 progênies (15,18%), entre 0,1% a 2,5% com espinhos; 31 progênies (10,12%) entre 2,5% a 5% com espinhos e 85 progênies (26,60%) com mais de 5% das plântulas com espinhos. Estes resultados sugerem que a população de pupunheira de Yurimáguas apresenta uma baixa variabilidade para o caráter presença de espinhos no pecíolo/ráquis, provavelmente resultante da seleção indígena realizada ao longo dos anos.