ASPECTOS GERAIS

ARAÚJO, M.E., MACHADO, N.T., FRANÇA, L.F. et al. 2000. Supercritical extraction of pupunha (Guilielma speciosa) oil in a fixed bed using carbon dioxide. Braz. J. Chem. Eng., September , vol.17 no.3. ISSN 0104-6632. (In:SciELO Brasil)

The pupunha (Guilielma speciosa) is the fruit of a palm tree typical of the Brazilian Northern region, whose stem is used as a source of heart of palm. The fruit, which is about 65% pulp, is a source of oil and carotenes. In the present work, an analysis of the kinetics of supercritical extraction of oil from the pupunha pulp is presented. Carbon dioxide was used as solvent. The extractions were carried out at 25 MPa and 323 K and 30 MPa and 318 K. The chemical composition of the extracts in terms of fatty acids was determined by gas chromatography. The amount of oleic acid, a saturated fatty acid, in the CO2 extracts was larger than that in the extract obtained with hexane. The overall extraction curves were modeled using the single-parameter model proposed in the literature to describe the desorption of toluene from activated coal.

ALMEYDA, N.; MARTIN, F.W. 1980 Cultivation of neglected tropical fruits with promise. Part 8. The pejibaye. Mayaguez: Institute of Agriculture, Science and Administration. 10p.

A pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), fruto muito comum em algumas áreas da Amazônia tropical, desconhecido em outras, e raramente encontrado no Caribe e em outras regiões tropicais, é uma palmeira nativa de florestas do norte da América do Sul. É uma palmeira adaptada a diversos tipos de solos e climas de região tropical; possui muitos espinhos em seu tronco; produz anualmente muitos frutos em panículas, os quais possuem uma única semente. As várias partes dessa planta têm inúmeras utilidades: a) os frutos são utilizados para consumo humano e/ou animal; b) as sementes utilizadas para obtenção de óleo comestível; c) as folhas, para alimentação animal e/ou confecções diversas; d) tronco, para madeira etc.

ANDERSON, A.B. 1977. Os nomes e usos de palmeiras entre tribos de índios Yanomama. Acta Amazônica, v.7, n.1, p.5-13.

Referências sobre 20 espécies de palmeiras utilizadas pelos Xiriana-teri, uma tribo de índios Yanomama, localizada ao norte do Estado do Amazonas, Brasil. Os nomes comuns (indígenas e em português) e científicos de cada espécie são mencionados. Os usos que Xiriana-teri fazem das palmeiras são examinados detalhadamente, concluindo-se que eles as utilizam em grau muito menor do que outras tribos de diversas regiões tropicais da América do Sul. Em grande parte isso é devido aos aspectos de uma cultura bastante rudimentar em relação a outras tribos. Também, segundo observações do autor, houve no passado uma super exploração de espécies economicamente importantes nas proximidades da aldeia, o que é um fator importante na limitação atual dos usos que os Xiriana-teri fazem da palmeiras.

ANTEZANA LLANOS, L. 1972. Palmeras nativas de Bolivia de valor económico. In:SIMPOSIO INTERNACIONAL SOBRE PLANTAS DE INTERES ECONOMICO DE LA FLORA AMAZONICA, 1972, Belém. Informe... Belém: IICA-Trópicos. p.87-97 (IICA. Informes de Conferencias, Cursos y Reuniones, 93).

Informações preliminares sobre palmeiras nativas da Bolívia, entre as quais Guilielma insignis, Mart., considerada espécie distinta da pupunheira Bactris gasipaes. São descritos os aspectos botânicos, a distribuição geográfica, o manejo geral da cultura e os nomes comuns utilizados na Bolívia e Brasil.

ARIAS RODRIGUEZ, J.M. 1957. Cultivando la tierra (treinta años con plantas y libros). San José: Lehmann. 371p.

Descrição do cultivo de pupunha (Guilielma utilis Oerst.), palmeira de cultivo ocasional e produção em pequena escala em Costa Rica.

ARIAS RODRIGUEZ, J.M. 1972. Fruticultura tropical. San Jose: Lehmann. v.1, p.240-241

Informações gerais sobre a pupunha (Guilielma gasipaes e Bactris gasipaes H.B.K.). Inclui aspectos relacionados com a distribuição geográfica da palmeira.

AZEVEDO, A. 1927. Pupunha. Correio Agrícola, v. 5, n.4, p.65.

Considerações gerais sobre a espécie nativa da região amazônica brasileira e utilização do fruto. São abordados as normas que regem a Legislação Florestal, códigos, leis e decretos leis.

BALICK, M.J. 1976. The palm heart as a new commercial crop from tropical America. Principes, v.20, n.1, p.24-28

Informações sobre as palmas do gênero Euterpe que estão sendo eliminadas em Costa Rica para extração do palmito, com consequente dano a ecologia florestal. Para evitar este dano, é aconselhado que a pupunheira seja cortada depois de 1,5 anos após o plantio. O palmito da pupunheira Bactris oferece mais lucro do que o da Euterpe, pois o da pupunheira não perde a cor depois de cortado e apresenta melhor qualidade e sabor excelente. O tronco da pupunheira contém substâncias similares às encontradas na ana-de-açúcar, sendo, por isso, considerada como um cultivo de uso potencial para a produção de bebidas alcoólicas; os resíduos restantes podem ser utilizados como alimento para o gado.

BECKERMAN, S. 1979. The abundance of protein in Amazônia: a reply to gross. American Anthropologist, v.81, n.3, p.533-560

Foi realizado um exame crítico sobre a hipótese de GROSS e a baixa disponibilidade de proteína que limitam as populações aborígenes da Amazônia. A importância da proteína vegetal na dieta alimentar dos povos aborígenes da Amazônia necessita de maior atenção. A pupunha na dieta alimentar pode suprir a carência de proteína na alimentação humana.

BENEFICIARIOS de pejibaye hablan sobre o cultivo. ASBANA, v.2, n.3, p.14

Opinião favorável dos pequenos produtores de Siquirres (Costa Rica) quanto ao programa de introduções de espécies de pupunha para suas localidades, apresentado pela Asociación Bananera Nacional (ASBANA).

BITTENCOURT, P. 1994. Pupunha. Folha de São Paulo, SP, 12 jul. 1994. Agrofolha, p.6.

Descrição sobre precocidade, rusticidade, perfilhamento da pupunha e da qualidade do palmito.

BRAGA, R. 1960. Plantas do Nordeste, especificamente do Ceará. 2.ed. Fortaleza: Imprensa Oficial. p.419

Menciona a pupunha (Guilielma speciosa Mart.) como fruto de valor alimentício, informando sobre a existência de alguns exemplares introduzidos como curiosidade no Ceará (Brasil).

BRAUN, A. 1970. Palmas cultivadas na Venezuela. Acta Botánica Venezuélica, v.4, n.1, p.37-38

Uma visão global da flora palmística cultivada na Venezuela e da sua fertilidade, gênero e as espécie que foram colecionadas, identificadas e cultivadas para fins de horticultura.

BRAUN, A. 1978. Cultivated palms of Venezuela. Principes, v.12, n.2/3

Informações sobre o rendimento da planta adulta, sua utilização pelos índios Waika, nas festividades que se celebram durante a época da colheita do fruto, e o uso da madeira na fabricação de arcos e flechas.

BROWN, C. 1963. The use of pejibaye. San José: IICA. 16p.

O autor destaca o grande consumo de pupunha em Costa Rica e da sua importância na culinária local, tais como: fruto cozido, assado, frito, sopas, palmito in natura, em saladas, tortas, tortilhas de semente para crianças e ainda a cerveja de pupunha. No caso da alimentação animal são destaques: a) para porcos - o fruto, ora puro, ora misturado com banana; b) galinhas - as cascas; c) não cita o fruto como alimento para gado. Em São Isidoro (Costa Rica), é comum as pessoas utilizarem os frutos para alimentar peixes. Os pássaros no campo representam grande meaça aos frutos devido à quebra da qualidade visual. O documento são discutidos os fatores sociais desde a produção à comercialização em Costa Rica, que beneficiam grande número de pessoas. Praticamente, todas as classes sociais são consumidores de pupunha, nas mais variadas formas dos frutos e palmito. A árvore pode ser utilizada para inúmeras finalidades: madeira, cerca viva, sombreamento, entre outras.

BUTLER, A.F. 1930. The pejibaye or chontadura palm. Garden Chronicle v.3, n.87, p.167

A pupunha de Costa Rica, graciosa palmeira que cresce em até 6m de altura, é muito querida pelos costarriquenhos e de seus povos indígenas, sendo um dos mais importantes membros da flora local Os frutos são usualmente vendidos nos mercados de São José, após serem fervidos em salmoura, por 2h a 3h; nessas condições, estão prontos para serem consumidos, sendo somente necessária a remoção da casca. A parte terminal de crescimento da planta, localizada internamente, pode ser consumida como palmito. O estipe da planta (caule) pode ser usado como madeira em diversas aplicações. Embora a espécie Bactris seja frequentemente encontrada na América Central, muitos povos indígenas de outras regiões, como a Amazônia, a utilizam em sua dieta alimentar. O objetivo desta nota foi de popularizar a pupunha entre os pesquisadores e alertar sobre sua importância para os países tropicais como alternativa alimentar.

CAMACHO V., E. 1969. El pejibaye como un alimento potencial de gran importancia para las familias campesinas de los trópicos americanos. Proceedings of the Tropical Region American Society for Horticulural Science, v.13, p.275-84

A pupunha (Guilielma gasipaes H.B.K.), cultivada a vários anos pelos indígenas na América do Sul, cresce em áreas de baixa elevação e alta precipitação pluvial. Os autores mencionam o valor nutritivo da pupunha, especialmente seu alto conteúdo em vitamina A. Os frutos crescem em cachos e em cada cacho há mais ou menos 300 frutos. Existem grande variedades de frutos quanto ao tamanho, coloração, sabor e composição química. A pupunha pode ser um componente muito importante na dieta alimentar dos camponeses dos trópicos americanos, no entanto é necessário buscar formas fáceis de armazenagem que conservem o valor alimentício do fruto fresco, sem perda do sabor agradável, e que estejam ao alcance da população pobre durante o ano inteiro. Porém, é necessário investigar todos os aspectos agronômicos de cultivo, a fim de se encontrar métodos satisfatórios para se obter altos rendimentos com menor custo e produzir frutos de superior qualidade.

CAMACHO V., E. 1972. El pejibaye (Guilielma gasipaes (H.B.K.) L.H. Bailey). Turrialba: CATIE/IICA. 17p.

A pupunha é uma planta monóica, cujas primeiras inflorescências aparecem entre o 3º e 4º ano, à sombra, e entre o 4º 5º anos, no campo, desde a germinação da semente. A planta é do gênero Guilielma, e aparace com os binomes G. speciosa, G.utilis, G. microcarpa, G. chontadura, G. caribae, G. macana. Neste estudo expressa-se a importância do seu cultivo, em virtude do altíssimo valor nutritivo existente em seus frutos, que apresentam diversas formas e tamanhos; quando jovens, têm a cor verde e quando no estado adulto possuem diferentes colorações: verdes, amarelos, alaranjado, roxo e cores intermediárias. De diversas formas e distintos tamanhos. Pesam de 20g-30g, quando pequenos, e 100g ou mais quando grandes; contêm vitamina A e possuem grandes quantidades de calorias. é um cultivo de grande potencialidade econômica não só para produção de palmito como para outros beneficiamentos.

CAMACHO, E.; SORIA V., J. 1970. Palmito de pejibaye. Proceedings of the Tropical Region American Society for Horticultural Science, v.14, p.122-132.

Por ser o palmito um alimento muito apreciado em vários países americanos, numerosas indústrias têm-se instalado para produção local e/ou para exportação do produto em Costa Rica. O palmito é obtido dos talos de numerosas palmas, que crescem em forma silvestre, portanto, só um palmito por palma. A pupunha (Guilielma gasipaes H.B.K.), uma palmeira que produz frutos de sabor agradável e alto valor nutritivo, serve para a produção de palmitos; produz numerosos brotos ao redor do talo central, os quais crescem rapidamente. Essa proliferação é uma característica importante, uma vez que cada planta produzirá numerosos palmitos. O espaçamento utilizado em plantios experimentais em Turrialba (Costa Rica) é de 1,5m entre plantas e 3m entre leiras. O transplantio é feito quando a planta atinge um (1) ano. Ao atingir dois anos e meio, 40% das plantas tem um tratamento adequado para extração de palmito. Os estudos comprovam que o palmito de pupunha é tão bom quanto das outras espécies utilizadas para fins industriais; possui um alto valor nutritivo (2,3), e constitui um componente valioso à dieta alimentar.

CAMACHO, V.E. 1976. El pejibaye (Guilielma gasipaes H.B.K.) L.H. Bailey). In: SIMPóSIO INTERNACIONAL SOBRE PLANTAS DE INTERES ECONOMICO DE LA FLORA AMAZONICA, 1976, Belém. Informe... Belém: IICA-Trópicos, 1976- p.101-106. (IICA. Informes de Conferencias, Cursos y Reuniones, 93).

Uma revisão dos nomes científicos do gênero Guilielma e registro dos nomes comuns da pupunheira, nos mais diversos países. Oferece informações gerais e específicas da palma tropical e inclui análise química do fruto.

CAVALCANTE, P.B.; JOHNSON, D. 1977. Edible palm fruits of Brazilian Amazon. Principes, v.21, n.3, p.91-102.

Uma descrição das palmeiras produtoras de frutos comestíveis da Amazônia (mucajá, tucumã, caiaué, açaí, patauá, buriti, caranã, inajá, bacaba, marajá e pupunha). No caso da pupunha (Guilielma gasipaes), trata dos nomes nas distintas localidades, da origem e das variações dos frutos, aspectos gerais das plantas, propagação, usos e época de colheita.

CLEMENT, C.R. 1990. Pupunha (Bactris gasipaes Kunth, Palmae). Manaus: INPA. 8p.

O documento traz uma relação de nomes vulgares da pupunha nos diversos países da América Latina, a distribuição natural e introduções no Brasil. Traz também a descrição botânica, crescimento, exigências ecológicas, propagação e plantio (espaçamento, adubação, pragas, doenças), usos (fruto in natura, farinha para panificação, ração animal, óleo comestível, palmito), além de 20 citações bibliográficas.

CLEMENT, C.R.; ARKCOLL, D.B. 1979. A política florestal e o futuro promissor da fruticultura na Amazônia. Acta Amazônica. Suplemento, v.9, n.4, p.173-177

O trabalho descreve algumas espécies frutíferas amazônicas com potencial econômico: pupunha, castanha, cupuaçu, bacuri, graviola, sapoti, açaí, araçá-boi, patauá, mapati, murici e abiu. A diversidade genética da pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) é considerada por ter um potencial relevante quanto à produção de fruto, palmito, óleo e farinha, dependendo da preferência da seleção. A variabilidade genética dessa espécie incluí: forma da copa, área e distribuição das folhas, diâmetro do tronco, tronco com ou sem espinhos, árvores anãs, número de cachos/árvore, número de frutos/cacho, tamanho e forma do fruto, peso do cacho, partenocarpia, auto-fertilidade, % polpa/fruto, sabor, conteúdos de proteínas, óleo e fibra, resistência a pragas e doenças, precocidade e produção contínua, características encontradas em diferentes níveis nas diferentes populações genéticas locais. Resultados: 1) a fruticultura, em qualquer escala, desde o pequeno agricultor até à agroindústria, é uma opção muito apropriada, ecológica e economicamente, para os trópicos úmidos brasileiros; 2) a Amazônia é um repositório enorme de espécies de fruteiras, conhecidas e desconhecidas, com potencial considerável, e dentro das espécies há muita diversidade genética para ser explorada comercialmente; 3) a perda de espécies, e especialmente da sua diversidade genética, é quase proporcional à área desmatada; 4) um levantamento das espécies e sua diversidade genética com potencial econômico e a avaliação desse material precisam de muito mais ênfase e devem ser realizados o mais breve possível, especialmente nas áreas atingidas pelo desenvolvimento populacional; 5) é preciso apoio às pesquisas botânica e econômica, assim como às áreas relacionadas, para estudar o potencial econômico do patrimônio genético da Amazônia.

CLEMENT, C.R.; KERR, W.E.; WEBER, H.; FREITAS JUNIOR, E. de; ARKCOLL, D.B.; RANZANI, G.; PAHLEN, E. von der. 1978. Ecologia e fruticultura na Amazônia. In: ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA TROPICAL, 1., 1978, Manaus. Anais... Manaus: INPA. p.20.

O documento descreve as características da Amazônia brasileira: clima, solos, floresta, sistema agroflorestal, as características ecológicas que afetam a agricultura; a melhor estratégia para altura de plantas perenes e alguns sistemas com perenes. Apresenta o potencial e as vantagens da fruticultura consorciada. Descreve a importância de alguns frutos: cupuaçu, sapotilha, bacuri, graviola, abiu, pupunha, abricó, biribá, mapati, sapota, entre outras.

COMISSãO EXECUTIVA DO PLANO DA LAVOURA CACAUEIRA. Centro de Pesquisa do Cacau. Divisão de Bibliografia e Documentação (Ilhéus., BA). 1979. Pupunha: levantamento bibliográfico. Ilhéus. 15p.

Sessenta e oito (68) referências bibliográficas sobre pupunha, publicadas no período de 1953 a 1977.

DAHLGREN, B.E.; STANDLEY, P.C. 1949. Edible and poisonous plants of the Caribbean region. Washington, DC: Government Printing Office. 54p.

Breves informações sobre a pupunha (Guilielma gasipaes).

DAVIS, T.A.; CHARLES, W. 1976. The pejibaye can take root in India. Indian Farming, v.24, n.1, p.13-14, 31.

A informação registra os seguintes aspectos: características ecológicas, distribuição geográfica, aspectos botânicos, análise química do fruto, cultivo e rendimento da planta na índia.

DOUGLAS, J.S. 1972. Tree crops for food, forage and cash. World Crops v.24, n.1, p.15-18.

Este documento descreve a palmeira e o fruto da pupunha (Bactris utilis), indicando que a mesma é cultivada na América Central e Equador.

El PIJIBAY de los indigenas e hoy un manjar industrializado. 1977. ASBANA, v.1, n.1, p.16.

Breve relato sobre as vantagens do cultivo da pupunha em larga escala em Costa Rica.

FERNANDEZ, C.E. 1962. Pejibaye (Guilielma gasipaes H. B. K.), una palma que podria tener un gran futuro en nuestro médio: constituye una rica fuente de energia como alimento. Revista Cafetalera, v.1, n.10, p.5-6. E em Café de Nicarágua, v.184, p.18-19.

Informe sobre o cultivo, a descrição da planta e o valor nutritivo do fruto, na Guatemala.

FONSECA, E.T. 1954. Frutas do Brasil. Rio de Janeiro: MEC/INL. p.247-248.

Frutas do Brasil é um indicador de plantas cultivadas no Brasil (dentre elas, a pupunha), relatando as medicinais, as frutas ou frutos que se comem, se apreciam, se industrializam, se exportam, construindo um comércio que é, ou que deveria ser, importante para a economia do País.

FOUQUE, A. 1972. Essai sur la consommation des indicens de la zone foresteire en Guyane Française. Fruits, v.27, n.1, p.51-58.

Entre a lista de 100 espécies de frutas comestíveis consumidas pelos índios da Guiana Francesa, encontra-se a espécie Bactris, da qual se utiliza a polpa e a noz. O fruto é consumido após ser cozido em água quente e sal.

GERMEK, E.B. 1974, Palmito de pupunha. O Estado de São Paulo, SP, 15.jun. 1974. Suplemento Agrícola.

Reportagem que descreve as inúmeras qualidades que existem sobre o palmito de pupunha.

HIDALGO, O. 1978. Dados comparativos sobre el uso de quadua y chontaduro y refuerzo de concreto. Valle: Secretaria de Agricultura y Fomento. p.53-54 (Secretaría de Agricultura y Fomento. Serie Informativa, 1).

Informações sobre os experimentos realizados para determinação da espessura do tronco da pupunheira em relação ao bambu.

HOEHNE, F.C. 1946. Frutas indígenas. São Paulo: Instituto de Botânica. 61p.

O documento descreve algumas espécies de palmeiras classificadas como alimentícias por causa do valor nutritivo de seus frutos. Dentre as fruteiras, citam-se a Guilielma speciosa (pupunha), conhecida como "Piritú", "Pirijão" ou "Gasipaes". O nome vulgar para Bactris é "Marajá".

HOLDRIDGE, L.R.; POVEDA, L.J. 1975. Arboles de Costa Rica. San José: Centro Científico Tropical. v.1, 18p.

Informações gerais sobre a pupunha (Bactris gasipaes).

HUNTER, J.R. 1969. The lack of acceptance of the pejibaye palm and a relative comparison of its productivity to that of maize. Economic Botany, v.23, n.3, p.237-244.

Informação sobre a grande aceitação da pupunha (Guilielma gasipaes H.B.K.) em Costa Rica, o sistema de cultivo utilizado, a produção, a rentibilidade, a composição química do produto, comparando-o com o milho.

INSTITUTO DE PESQUISA AGROPECUáRIA DO NORTE (Belém, PA). 1973. Pesquisa fitotecnia: proposta de novos subprojetos de pesquisa. Belém. Não paginado.

Projeto de pesquisa sobre o cultivo da pupunha. O estudo determina as melhores cultivares, normas de cultivo racional e possibilidades econômicas para o Estado do Amazonas. Refere-se à composição química e valor nutricional do fruto, caracterizado como valiosa fonte de vitamina A.

INSTITUTO DO DESENVOLVIMENTO ECONôMICO SOCIAL DO PARá (Belém, PA). 1971. Fruticultura no Pará: oportunidades para investimentos. Belém. 59p.

Informe sobre a fruticultura, incluindo a pupunha (Bactris gasipaes), e descreve os aspectos gerais da fruticultura, os socioeconômicos, a botânica, as zonas produtoras, os custos, a rentabilidade e a industrialização, no Estado do Pará.

JOHANNSSEN, C.L. 1966. Pejibaye in commercial production. Turrialba, v.16, n.2, p.181-187.

Informações sobre os caracteres morfológicos da pupunha (Guilielma gasipaes), as formas de propagação, o melhoramento genético, o uso e conservação dos frutos, a utilização do tronco, dentre outras, em Turrialba (Costa Rica).

JOHNSON, D.V. 1975. Some palm produts of the Peruvian Amazon. Principes, v.19, n.2p.78-79

O documento descreve o uso pelos índios da madeira das palmeiras para a construção de arcos e flechas e o aproveitamento do palmito para abastecer as fábricas de alimentos em Iquitos e outros mercados da cidade.

JOSHI, A.C. 1 946. A palm suitable for cultivation in India: Bactris utilis Beuth et Hook. Indian Farming, v.7, n.5, p.237-239.

O documento aborda o cultivo da pupunheira na índia, ressaltando o potencial econômico da espécie Bactris gasipaes.

LEDIN, R.B. 1961. Cultivated palms. American Horticultural Magazine, special issue, p.5-6, 50, 154, 172, 182

Informações sobre Bactris gasipaes quanto à: distribuição geográfica, uso da madeira, resistência da planta e uso como planta decorativa. Inclui uma lista de palmeiras conhecidas no Hawai.

LEON, J. 1968. Palmeras usadas en alimentación. In: LEON, J. Fundamentos botânicos de cultivos tropicales. San José: IICA. p.75-78.

É feita uma descrição geral da palmeira (Guilielma gasipaes), uso do fruto, cujo valor nutritivo é superior a qualquer outro produto tropical e, por essa razão, muito utilizado como alimento pela população de Costa Rica.

LIMA, R.R. 1955. Observações sobre a pupunheira. Norte Agronômico, v.2, n.2, p.62-65.

A pupunheira (Guilielma speciosa Mart) é uma das plantas de maior popularidade no vale Amazônico. Seus frutos cozidos são comestíveis e tem largo consumo em toda a Amazônia. Há pelo menos quatro variedades bem distintas: marajá; piranga; brava; pupunha sem espinhos. A polinização da pupunheira é feita principalmente pelos insetos ou pelo vento. O objetivo do estudo foi a obtenção de tipos precoces de alto rendimento econômico. Como a pupunheira perfilha, isso facilita, através de um simples desdobramento das touceiras, a multiplicação e fixação das variedades.

MENNINGER, E.A. 1977. Edible nuts of the world. Stuart: Horticultural Books. p.128-129.

O documento referencia vários autores que identificaram o sabor do coco similar ao fruto da pupunha (Bactris gasipaes e Guilielma gasipaes).

MORA URPí, J.; WEBER, J.C.; CLEMENT, C.R. 1997. Peach palm Bactris gasipaes Kunth. Rome: IPGRI. 83p. Promoting the conservation and use of underutilized and neglected crops. 20. Institute of Plant Genetics and Crop Plant Research - IPK, Gatersleben/International Plant Genetic Resources Institute.

Trabalho sobre a pupunha envolvendo: taxonomia, nomenclatura, distribuição geográfica, descrição da espécie cultiva, usos e propriedades, origem e domesticação, estratégias de melhoramento genético, propagação, agronomia e produção de fruto e palmito.

NASSAR, N.L.; OLIVEIRA, M.C.; AQUINO, L.T. 1976. Guillielma gasipaes (pupunha). In: IICA (San José, Costa Rica). Bibliografia sobre algumas plantas de interesse econômico da flora Amazônica. San José. p.267-292 (IICA. Informes de Conferencias, Cursos y Reuniones, 93).

Bibliografia sobre a pupunha, constante de 32 referências bibliográficas de documentos produzidos sobre essa espécie, com a indicação dos trabalhos disponíveis nas bibliotecas dos Institutos de Pesquisas e Experimentação Agropecuárias do Norte (IPEAN), Belém, Pará, e Centro de Pesquisas do Cacau, (CEPLAC-CEPEC), Itabuna, Bahía, no Brasil.

FOURNIER, L.A. 1965. El pejibaye (Guilielma gasipaes H.B.K.). O Bios, v.1, n.7, p.11-15.

Um resumo da informação disponível sobre pupunha, palma que tem importante significado para algumas culturas americanas. Foram analisados: posição taxonômica, origem, distribuição, usos, variedades, descrição botânica, valor nutritivo, propagação, cultivo, zonas de produção e rendimento. O fruto pode ser uma boa fonte adicional de alimentos para muitos povos latinos americanos. é muito provável que com o melhoramento dos métodos de envasamento do produto na forma de compotas, e um bom controle de qualidade, este produto possa ser exportado de Costa Rica para outras partes do mundo.

PATINO, V.M. 1963. Plantas cultivadas y animales domésticos en América Equinoccial. Cali: Imprensa Departamental. V.1, p.99-176; v.2, p.188

O documento apresenta a descrição botânica, a distribuição geográfica, o folclore, os usos tradicionais, e enfatiza a importância do cultivo da pupunha na Colômbia.

PEIXOTO, A.R. 1958. Pupunha, preciosa palmeira. Seleções Agrícolas, v.13, n.147, p.39-43.

São descritas as variedades: a) "Pitanga"ou vermelha, conhecida como pupunha de porco (Guilielma gasipaes var. coccines (Barb. Rodr.) Bailey, encontrada no Amazonas e Pará (Brasil); esta palmeira fornece frutos com menor quantidade de polpa, mas seu paladar é melhor do que os de outras variedades; b) "Marajá" ou amarela (Guilielma especiosa var. flava (Barb. Rodr.) Bailey, não é muito grande, seus frutos ostentam uma coloração verde-amarela, quando maduros, pesando, em média, 26,6g, polpa não tão rica em óleo, quando comparada com as demais variedades; c) "Tapiré" (Guilielma gasipaes), encontrada nas margens do Rio Jauapará, tributário do Rio Negro (Brasil), seus frutos, quando amadurecidos, mostram uma coloração amarelo-ocre; d) "Mitis", variedade quase inerme, cujo tronco apresenta poucos espinhos, trata-se de uma planta que se propaga por meio de sementes, em espaçamento de 8m, em todos os sentidos.

PITTIER, H. 1926. Plantas usuales de Venezuela. Caracas: Litografia del Comercio. p.277

Na Venezuela, a pupunheira é denominada de macanilla, nome que se aplica a várias espécies do gênero Bactris, caracterizadas, geralmente, por sua madeira fina, cor escura e muito dura; dentre elas Bactris gasipaes (pichiguao, melocotón). Em Costa Rica, pijibay, pejibaye são nomes de B. speciosa ou Guilielma peciosa, espécie não escassa em terras quentes, mais exclusivamente no vale do rio Orinoco; possui muitos espinhos no seu tronco, dispostos em faixas sucessivas; seus frutos, ovalados, são produzidos em cachos, e uma vez cozidos com água e sal, são muito saborosos. é possível que a madeira desta espécie seja aquela referida por Ernst (Exposição... 1883) como B. macanilla Hort, trata-se de uma palmeira de terra quente e temperada, com talo delgado de até 15m de altura.

POLAND, C.C. 1944. Pupunha: uma das mais úteis e curiosas palmeiras da Amazônia. Riquezas de Nossa Terra, n.17, p.4-5.

A pupunha é uma das mais úteis e curiosas palmeiras da Amazônia. Vegetal nativo dos países próximos aos Andes, é raramente encontrado em estado silvestre, porém muito popular nas aldeias e malocas dos índios, que o cultivam desde épocas remotas, por causa dos frutos que lhes servem de alimento. O fruto é uma drupa oval ou arredondada de 2,5cm a 4,5cm de diâmetro, cor vermelha ou amarelo-esverdeada quando maduros, com mesocarpo formado de uma massa amarelada, amilácea, ligeiramente gordurosa. Os indígenas usam a pupunha madura como alimento diário, de forma crua, cozida, ou assada sobre brasas; fazem também uma farinha de longo período de conservação, que serve para vários fins culinários. O estipe, duríssimo e compacto de cor escura com traços amarelos, é usado na confecção de arcos e pontas de flechas. Os acúleos resistentes e longos, que ornam o caule, são utilizados para fazer tatuagens no corpo, confecção de pentes etc. As populações dos estados do Amazonas, Pará, Pernambuco e Maranhão fazem com o fruto várias iguarias, inclusive um doce muito apreciado e uma bebida alcoólica, pela fermentação dos frutos em água após uma leve maceração. Fonte de alimentos tão saborosos e nutritivos, essa palmeira bem merece ser espalhada por todos os rincões do Brasil, imitando a sábia previdência do ameríndio.

PUPUNHA, gostoso fruto de palmeira da amazônica. 1947. Chácaras e Quintais, v.76, ago., p.197.

O documento encerra uma descrição sobre a planta, a utilização de seu fruto e uma consideração de que a pupunha é um dos vegetais de grande potencial para cultivo econômico.

REUNION SOBRE CHONTADURO, 2., 1978, Cali. Presentación de proyectos de chontaduro: investigación, transcripciones de grabaciones, reúmenes e diagramación. Valle: Secretaría de Agricultura y Fomento. 147p.

Apresentação, na Reunião, dos projetos de pesquisa sobre pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) que estão sendo realizados na Colômbia.

SCHULTES, R.E. 1979. The Amazonia as a source of new economic plants. Economy Botany, v.33, n.3, p.259-266.

Guilielma speciosa, conhecida no Brasil como pupunha, embora seja cultivada nas Américas do Sul e Central nos últimos tempos, não é uma palmeira muito conhecida fora destas áreas. Existem muitas variedades de pupunha e um banco de germoplasmas de melhoramento. Seu potencial tem sido negligenciado até agora. Trata-se de uma planta tipicamente tropical, que adapta-se bem em solos pobres, e pouco exigente em água. Produz frutos em cachos, e que são fontes de carboídratos, proteínas, óleo, minerais e vitaminas. A parte comestível, o mesocarpo, necessita de fervura em salmoura para ser consumido; os indígenas ainda preparam uma bebida típica do mesocarpo. Muitos tipos de pupunha podem não ser interessantes para plantios comerciais. Coleção de sementes, classificação e estudos biológicos são necessários para se explorar melhor a planta. Cultivares da planta que são desprovidos de espinhos nas folhas e caule são os mais interessantes por facilitar melhor manejo ao homem.

SEMINáRIO SOBRE A PUPUNHEIRA E SUAS POTENCIALIDADES ECONÔMICAS, 1., 1991, Manaus. Anais... Manaus: SEPROR. Paginação irregular.

Neste Seminário sobre a cultura da pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) foram abordados os assuntos: técnicas de implantação da cultura, industrialização do palmito, utilização industrial do fruto, aspectos mercadológicos, incentivos riscais e legislação florestal para produção de palmito.

SMITH, J.R. 1929. Tree crops: a permanent agriculture. New York: Harcourt Brace p.245-249.

Descrição sobre o cultivo da pupunha, valor alimentício e uso do fruto em Colômbia, Costa Rica, Equador e Venezuela.

SOUZA BRASIL, T.P. 1933. Plantas amazónicas. Chácaras e Quintais, v.48, n.2, p.235-236

Descrição sobre a pupunha (Guilielma speciosa), que produzem cachos que pesam cerca de 15kg, e que nem todos trazem semente, os vários usos do fruto, rico em vitamina A e proteínas, que pode ser utilizado na industrialização para farinha, bolos e bebidas.

TIENE futuro en Costa Rica el cultivo y la industrialización del pejibaye? 1979 Asbana, v.3, n.7, p.6-7.

Recomendações do cultivo de pupunha em Costa Rica, rentabilidade, uso do fruto e industrialização da madeira.

VASCONCELOS, N. 1947. Pupunheira do Amazonas. Chácaras e Quintais, v.76, p.196

A pupunheira, uma palmeira com espinhos que cresce em touceiras de diversos indivíduos, abundante no vale do Amazonas, onde é uma planta de cultura pré-colombiana, é uma das mais úteis da Amazônia, devido ao alto valor protéico de seus frutos, os quais apresentam várias tonalidades de cor. A pupunheira tem porte que varia em até 18m de altura, sendo pouco grossa. O caule duro, profusamente provido de espinhos, dispostos em anéis, regularmente espaçados, é, internamente, de cor preta. A frutificação é em cachos pendentes, com frutos ovais arredondados, dotados de mesocarpo rico de massa amilácea, gorda, contendo cerca de 3% a 5% de óleo grosso e saboroso. As pupunhas cozidas em água e sal são servidas ao café como merenda ou lanche, ou misturada com melado. A pupunha cozida dá também uma fécula que tem bonito aspecto e agradável paladar. Este é, com certeza, um dos vegetais que a agronomia aconselhará como um dos cultivos econômicos mais promissores.

VELASCO, F.A. 1993. Chontaduro (Bactris gasipaes): investigaciones realizadas en Colombia durante el período 1980-1990. In: CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE BIOLOGIA, AGRONOMIA E INDUSTRIALIZACION DEL PEJIBAYE, 4., 1993, Iquitos. 4. Congreso Internacional sobre Biologia, Agronomia e Industrialización del Pejibaye. San José: Universidad de Costa Rica. p.11-19.

Compilação dos resumos de quinze projetos de pesquisa sobre a pupunheira, a maioria procedentes de teses de graduação em engenharia agronômica, realizada na Universidad Nacional de Colômbia (Palmira), Univerrsidad del Valle (Cali), Universidad Pontificia Jeveriana e Universidad de Caldas, durante os anos de 1980/1990. Os tópicos incluídos cobrem aspectos relativos a pragas, doenças, anatomia de raiz, polinização controlada, propagação assexuada, processamento de frutos para a obtenção de farinha para consumo humano e animal. A pesquisa inclui trabalhos com palmito e técnicas de armazenamento de frutos para farinha e concentrados.

VELEZ, O.G.A. 1991. Los frutales amazónicos cultivados por las comunidades indígenas de la región del médio Caquetá (Colombia). Colombia Amazónica, v.5, n.2, p.163.

São apresentados os resultados preliminares da investigação sobre os frutos amazônicos (dentre as espécies observadas consta a pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.) cultivados pelos indígenas da região média do Rio Caquetá. Foram considerados os aspectos gerais das principais fruteiras domesticadas e suas características, aspectos botânicos, ecológicos, agronômicos e o seu uso. Levou-se em consideração o conteúdo nutricional do fruto. Discutiu-se o calendário fenológico e considera-se a relação existente com os fatores climáticos de precipitação e brilho solar. No trabalho se encontram vinte espécies nativas com amplas variedades, e algumas adaptadas, às quais estabeleceu-se dentro de um completo sistema agroflorestal diversificado.