Para avaliação da durabilidade natural das madeiras foram efetuados dois experimentos no campo:
Para avaliação da resistência das espécies madeireiras ao ataque de cupins montou-se um experimento onde foram usados blocos de madeira distribuídos em quadrado latino, sendo que cada bloco continha seis diferentes espécies de madeira, incluindo as espécies e a amostra testemunha. Para cada espécie de madeira foram usadas seis repetições. Os corpos de prova (cerne) mediam 3,0 x 1,5 x 1,5cm e foram selecionados aqueles que apresentavam pesos aproximados. Os danos causados pelos cupins foram avaliados por meio da diferença de peso e o grau de resistência das espécies de madeira foi atribuído conforme os seguintes critérios:
O teste acelerado laboratorial de resistência à deterioração da madeira foi feito seguindo a metodologia descrita pela ASTM D2017-78. Para tal, as espécies de fungo utilizadas foram Lenzites trabea Pers. ex Fr; Pycnoporus sanguineus (L. ex Fr.) Murr; e Polyporus fumosus Pers. ex Fr. . Amostras do cerne medindo 2,5 x 2,5 x 0,9cm, sendo esta última dimensão paralela às fibras, foram expostos aos organismos teste e avaliadas pela diferença de peso devido à decomposição, atribuindo-se o grau de resistência segundo oscritérios já referidos. Na estimativa da percentagem de perda de peso, para cada espécie de fungo foi utilizado quatro repetições por árvore e, em média, três árvores por espécie florestal.
O período de incubação do ensaio teve em média dezesseis semanas, utilizando-se amostras do alburno de Osteophloeum platyspermum (ucuubarana); Simarouba amara (marupá); Virola sp. (ucuuba); e Schefflera morototoni (morototó), que serviram como controle, sendo submetidas nas mesmas condições de teste, a duração de cada grupo de ensaio fora obtida quando as amostras testemunhas atingiram 60% de perda de peso.