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Projetos de Pesquisas Institucionais PPI/INPA
7. Avaliação do potencial de sustentabilidade de sistemas agroflorestais
em pequenas propriedades agrícolas na Amazônia.
Cordenadora: Dra. Sonia Alfaia
Instituições envolvidas:
- INPA, FUA, Parque Zoobotânico/UFAc, IRD, CIRAD.
Agente Intermediário:
Financiamento:
- PPD/PPG7 (01/00 a 01/01)
Valor: R$ 224.660,00
- BASA
Valor: R$ 48.000,00
Resumo do Projeto
Embora os sistemas agroflorestais venham se destacando como uma das formas de agricultura sustentável, mais adequada à realidade edafo-climática da Amazônia, não existem estudos a respeito da sustentabilidade desses sistemas a longo prazo. Assim como ainda são poucas as informações científicas sobre as principais espécies de plantas frutíferas componentes dos sistemas agroflorestais na região. O Projeto RECA (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado) é uma associação de pequenos agrossilvicultores que adota o sistema agroflorestal como principal modelo de uso e manejo do solo. O sistema agroflorestal RECA ocupa uma área de 1800 ha, tendo como culturas bases o cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) a pupunheira (Bactris gasipaes) e a castanheira (Bertholletia excelsa). Embora inicialmente os SAFs do RECA tenham apresentado alta produtividade, os agricultores atualmente estão preocupados com a sustentabilidade do projeto, pois nos últimos anos tem-se observado uma queda na produtividade do sistema. Como em 75% da Amazônia, os solos dessa região são de baixa fertilidade natural. As pesquisas têm mostrado que esses tipos de solos não sustentam o cultivo intensivo de plantas anuais sem a aplicação de fertilizantes. Devido a essa fragilidade dos solos, todo o projeto agrícola na região deve considerar como prioridade o problema de fertilidade do solo e sua manutenção a longo prazo. Sem uma análise mais profunda do sistema como um todo torna-se difícil precisar quais os nutrientes ou outros possíveis fatores do solo que estariam limitando a produtividade dos sistemas agroflorestais do projeto RECA. Considerando esses aspectos, esse projeto se propõe a estudar a sustentabilidade dos sistemas agroflorestais do Projeto RECA, em duas diferentes etapas. Numa primeira etapa se propõe a obter informações sobre as possíveis mudanças relacionadas com o uso da terra em áreas de agricultores situadas nos principais ramais do Projeto RECA. Para tanto, vários grupos de pesquisas das mais diversas áreas do conhecimento atuarão no mesmo período, estudando em detalhes os aspectos, químicos, físicos e biológicos do solo nos diferentes sistemas de uso da terra. Nessa fase serão conduzidos estudos sobre as alterações relacionadas as propriedades físicas do solo, com a macro e mesofauna, com a dinâmica da mineralização do nitrogênio no solo, com a biomassa microbiana e também será avaliado o potencial simbiótico das plantas com micorrizas arbusculares, e a ocorrência de bactérias solubilizadoras de fosfato nas raízes das plantas. Esses estudos, além de fornecerem resultados teóricos, fornecerá informações para numa segunda fase, se testar possíveis formas de manejo do solo. Essa fase será iniciada através da instalação de ensaios de campo, visando a manutenção e recuperação do potencial produtivo do solo, com a aplicação mínima de recursos externos. Esses ensaios têm relação direta com a agricultura prática, eles poderão detectar deficiências e efeitos dos possíveis nutrientes que podem estar limitando a produtividade do sistema.